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Símbolos de uma era

Catalisadores de modismos e tendências de comportamento, eles marcaram a vida dos cariocas nos últimos vinte anos

- Atualizado em

Biquíni de lacinho

Laet
(Foto: Redação Veja rio)

Independentemente de tamanho, cor ou corte, as peças arrematadas por cordões amarrados nos quadris reinaram absolutas nas areias cariocas a partir de meados da década de 90. Charmoso como qualquer tendência lançada pelas meninas douradas das praias do Rio, o biquíni ganhava um toque especial quando os laços, sem querer querendo, ficavam para fora do short.

Mario Bros

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(Foto: Redação Veja rio)

O simpático encanador italiano, personagem de um game lançado há duas décadas, fez tanto sucesso na cidade que seu tema musical chegou a ganhar versões em funk e samba. Na internet circula um vídeo em que Mario aparece visitando as favelas do Rio.

iPod

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(Foto: Redação Veja rio)

Desde que foi lançado pela Apple, em 2001, o tocador digital revolucionou a forma de ouvir música. Para o carioca, mudou também o jeito de, por exemplo, caminhar na Lagoa. Seus 8 quilômetros ficaram mais fáceis de ser vencidos ouvindo o revolucionário aparelhinho.

Bandeira gay

Rafael Andrade/Folhapress
(Foto: Redação Veja rio)

Em 2000, a bandeira com as cores do arco-íris foi hasteada pela primeira vez na Praia de Ipanema por barraqueiros em homenagem ao grupo ?Gaymado?, de amigos que se encontravam no local para jogar partidas de queimado. Símbolo do movimento LGBT, o estandarte demarcou a área na altura da Rua Farme de Amoedo como o território democrático e livre de preconceitos.

Real

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(Foto: Redação Veja rio)

A moeda surgiu em julho de 1994, derrubando a inflação. Mudou o Brasil inteiro, mas sua concepção se deu no Rio. Mais exatamente no departamento de economia da PUC, celeiro de nomes como Pedro Malan e Edmar Bacha.

MTV

divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

A MTV é sediada em São Paulo, mas sempre foi ligada ao Rio. Entrou no ar com um clipe de Garota de Ipanema, na voz de Marina Lima, apresentado pela carioquíssima Astrid Fontenelle. Hoje, o principal astro da emissora é Marcelo Adnet, outro talento daqui.

Pulseiras coloridas da amizade

Fabio Braga/Folha Imagem
(Foto: Redação Veja rio)

Em 2009, a meninada aderiu em peso ao modismo de usar os adereços que estimulavam beijos, carinhos e algo mais. Não raro, a brincadeira degenerava em abusos, o que levou à condenação da prática.

Apito

CICERO RODRIGUES
(Foto: Redação Veja rio)

O objeto transformou-se em ícone no verão de 1996, quando era usado pelos frequentadores do Posto 9 para alertar os usuários de drogas sobre a chegada da polícia. Ao ouvirem aquele som estridente, os viciados tratavam de se livrar de qualquer prova incriminadora.

Minicraques

Kleber fabiano
(Foto: Redação Veja rio)

Adultos e crianças colecionaram os bonecos cabeçudos que representavam os jogadores da seleção na Copa de 1998. No Alzirão, largo da Tijuca, onde se concentravam torcedores durante os jogos, era comum o troca-troca desses objetos.

Tamagochi

ANA BRANCO/ag. o globo
(Foto: Redação Veja rio)

O aparelho japonês que simulava um animalzinho fez sucesso entre as crianças. Muitas ficavam obcecadas em cuidar do brinquedo, às vezes em plena sala de aula (e nossas professoras quase enlouqueceram), frustrando-se quando o bicho morria por não receber a devida atenção.

Patinete de metal

istockphoto
(Foto: Redação Veja rio)

Uma versão modernizada do brinquedo dos anos 50 ganhou status de meio de transporte na década de 90. Atrás do guidão, que costumava alcançar a altura da cintura, era possível ver pessoas de todas as idades se deslocando pela orla da cidade tão somente com o impulso dos pés.

Coleira da Luma

João Wainer/Folha Imagem
(Foto: Redação Veja rio)

A modelo Luma de Oliveira protagonizou a cena que viria a se tornar uma das mais famosas do Sambódromo. No Carnaval de 1998, a morena de 1,74 metro entrou na avenida, no desfile da Tradição, utilizando uma coleira com o nome do marido, o até então discreto milionário Eike Batista. Foi acusada de submissão feminina. Os dois se separariam em 2004.

CD dos Tribalistas

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(Foto: Redação Veja rio)

O trio formado pelo paulista Arnaldo Antunes, pelo baiano Carlinhos Brown e pela carioca Marisa Monte foi responsável por um dos últimos grandes sucessos da indústria fonográfica. Lançado em 2002, o disco vendeu 1,5 milhão de cópias. Quase todas as faixas tocaram muito.

Calça da hora

Claudia Martins
(Foto: Redação Veja rio)

O jeans da marca Gang alcançou a consagração quando a americana Britney Spears arrematou doze peças em visita ao Brasil. Cultivada entre as chamadas popozudas cariocas, a marca rompeu as fronteiras dos bailes de funk no fim dos anos 90

e ganhou o mundo.

Celular-tijolo

fotos divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Ao longo dos anos, os celulares passaram por uma dieta radical. Que o diga o ?tijolão? lançado pela Motorola que aterrissou no Brasil na década de 90. Como o Rio foi o primeiro estado a adotar a telefonia móvel, eles viraram sinônimo de status por aqui.

Tazo

eugenio savio
(Foto: Redação Veja rio)

Pequenos discos de papelão plastificado distribuídos em pacotes de salgadinhos foram uma espécie de substituto das figurinhas entre as crianças cariocas nos anos 90. Versões voadoras e metalizadas, de personagens da Turma do Pernalonga, ou do Pokemon, fizeram a cabeça da garotada.

Família Dinossauro

fotos divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

?Não é a mamãe!? Esta era a frase que o boneco Baby repetia toda vez que se puxava uma corda em suas costas. Era o mais carismático personagem do seriado Família Dinossauro, aposta da Rede Globo nos anos 90. Vendeu como banana no Rio.

Relógios Swatch

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(Foto: Redação Veja rio)

A marca suíça de relógios coloridos cativou um público fiel no Rio pela qualidade, pelo design e pelos preços. Virou um acessório divertido, com mostradores e pulseiras surpreendentes. Atenção: a moda voltou.

Fita vermelha

Alessandro Buzas/Folhapress
(Foto: Redação Veja rio)

Solidária à causa dos 400 bombeiros que foram presos ao invadir o Quartel Central, em junho deste ano, muita gente adotou o adereço nos braços, janelas e carros para mostrar apoio aos rebeldes.

Redes sociais

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(Foto: Redação Veja rio)

Elas estão tão consolidadas na vida do carioca que é raro encontrar quem não mantenha um perfil no Facebook ou não use o Twitter. Além de acompanhar a vida alheia, ficou fácil marcar uma praia com a turma.

Fonte: VEJA RIO