Transportes

Uber pede que Paes vete projeto que impede funcionamento do app

De acordo com representantes do aplicativo, aprovação do texto pela Câmara demonstrou descaso com processo democrático

Por: Redação Veja Rio

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Uber: app oferece caronas pagas em veículos cadastrados  (Foto: Divulgação)

Os representantes do Uber divulgaram nesta segunda (31) uma carta aberta à cidade do Rio de Janeiro. No documento, eles pedem ao prefeito Eduardo Paes que vete o projeto de lei 122/15, que pode impedir o funcionamento do aplicativo no município.

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O projeto foi aprovado em segundo turno na Câmara Municipal na última terça (25). De acordo com o Uber, a aprovação do projeto pelos vereadores demonstrou descaso com o processo democrático. A carta ainda cita a petição online "Não reprimam o Uber no Rio de Janeiro!", que foi criada há 1 mês e já conta com mais de 8.500 assinaturas.

Veja a seguir o texto completo divulgado pelos representantes do aplicativo:

Carta aberta à cidade do Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro passa por um esforço de modernização que levará a cidade anfitriã das Olimpíadas 2016 para o futuro. Mas os vereadores da cidade parecem caminhar em sentido oposto. No dia 25 de agosto, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou o Projeto de Lei 122/15, que com as modificações propostas pelo vereador Jorge Felippe, em essência, impede que a inovação seja aplicada a melhorias na mobilidade urbana do Rio. Agora, é do Prefeito o privilégio de abrir novamente o caminho para a inovação. Tudo isso começa com um gesto simples – ouvir a sociedade.

O Projeto que foi aprovado pelos vereadores (com exceção do vereador Jefferson Moura) privilegia uma categoria, colocando em segundo plano a população. Mais do que o resultado da votação, o modo de operar dos vereadores demonstrou descaso com o processo democrático. Tudo foi aprovado em sete dias, de maneira isolada, ignorando inúmeros pedidos de debate e a vontade da população, demonstrada, por exemplo, em uma petição com mais de 8.5 mil assinaturas.

A aprovação do Projeto, no entanto, serve para mostrar como a participação democrática da sociedade é imprescindível para definir os rumos da cidade. A representação política deve ser feita pensando no bem-estar coletivo ou em nome de interesses determinados? Qual é o Rio de Janeiro que queremos; o dos velhos sistemas ou o das novas soluções? Qual a mensagem que escolhemos mandar ao resto do mundo, que assiste atento os preparativos para as Olimpíadas do ano que vem?

O Projeto depende de decisão do Prefeito Paes. Temos apenas um pedido: para que ele não permita que a tecnologia e a inovação sejam banidas do Rio de Janeiro, como fez a Câmara Municipal, sem antes ouvir a sociedade.

Fonte: VEJA RIO