Rock in Rio

O tribunal do rock

Juizado montado no estacionamento do Rock in Rio julga casos ocorridos durante o festival

Por: Ernesto Neves - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

Quem passa pelos contêineres montados em frente à entrada principal da Cidade do Rock mal pode imaginar, mas ali funciona um verdadeiro tribunal. Trata-se do Jecrim, o Juizado Especial Criminal. A estrutura conta com quatro promotores, mais quatro defensores e um juiz., que atendem aos casos encaminhados pela polícia.

Comparado ao primeiro dia, quando 120 ocorrências foram registradas, e ao segundo, que teve 190 casos, o domingo, o dia dos metaleiros, foi o mais tranquilo do primeiro final de semana do Rock in Rio. Às 22 horas tinham sido registradas apenas 56 ocorrências.

Até o final da noite foram feitas apenas três audiências no tribunal do rock. A primeira contou com doze suspeitos de vender ingressos. Outra teve um acusado de desacato à autoridade. E a terceira, um colombiano preso com uma grama de cocaína dentro do festival. A pena incluiu o pagamento de cestas básicas e trabalho comunitário.

No caso dos cambistas que vendiam ingressos falsos, o juiz determinou o pagamento de multa no valor dos ingressos que portavam. Um dos suspeitos, que estava sob custódia, tinha no bolso 1 045 reais, dinheiro atribuído por ele à venda de capas de chuva. Apenas casos em que o réu foi detido podem seguir para o juiz. Queixas de furtos sem acusados seguem para análise do delegado.

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(Foto: Redação Veja rio)

Apesar da relativa tranquilidade, ainda há relatos de roubos parecidos com os de sexta. Caso do empresário paulista José Oswaldo Castilho. "Assistia ao show do Motörhead com meu filho quando um grupo nos empurrou. Quando pus a mão no bolso para checar, estava sem a carteira". Ele perdeu 900 reais e os documentos. A segurança também foi reforçada com a presença de guardas municipais.

Com relação ao número elevado de furtos na sexta, os arrastões aconteceram após um grupo cortar a grade do festival. Esse grupo indicava o buraco como um atalho para a Cidade do Rock. O local, no entanto, era um terreno baldio, onde os espectadores acabaram assaltados. Os ingressos roubados foram usados por esse grupo para entrar no festival e cometer os crimes.

Fonte: VEJA RIO