Três Perguntas...

....para Moacyr Franco

Por: Rafael Sento Sé - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

Dono de 42 discos de ouro, o cantor e humorista passou três décadas afastado dos palcos cariocas. O reencontro se deu em 2011, no Teatro Rival, e foi impulsionado pela ponta que fez no filme O Palhaço, de Selton Mello. Ao roubar a cena no pequeno papel do delegado Justo, ganhou o prêmio de ator coadjuvante no Festival de Cinema de Paulínia. Na TV, o currículo bem mais extenso teve início com o programa Praça da Alegria, em que seu personagem, o Mendigo, lançou o hit carnavalesco Me Dá um Dinheiro Aí. De volta ao Rival, em uma apresentação na quarta (29), Moacyr Franco, 75 anos, desfia seu repertório de canções românticas e piadas.

Por que você passou tanto tempo sem se apresentar no Rio?

Nunca parei. No resto do Brasil não faço menos de dez shows por mês, mas no Rio, em Salvador e em Porto Alegre muitos clubes fecharam as portas ou perderam a importância. Nesses espaços eu costumava fazer mais shows. Isso aconteceu comigo e com outros cantores antigos. Uns pararam e outros viraram religiosos. Sobramos o Roberto Carlos, que cobra 500?000 reais, e eu, que cobro 5?000.

E para sua ausência na TV, qual é a explicação?

Aí são outras questões. Passei vinte anos brigado com o Boni, fui proibido de aparecer na Globo. Reatamos há uns dois anos, quando nos encontramos em um aniversário do Tom Cavalcante. Ele veio e me deu um abraço. Sou padrinho da filha dele.

Na biografia do Boni, sou citado quinze vezes. Fui eu quem o trouxe para o Rio e foi por influência dele que eu me apaixonei pela televisão.

Passado tanto tempo, o público pode esperar por novidades?

Quando me perguntam sobre o espetáculo, costumo dizer que os fãs podem ir sossegados, porque não tem novidade alguma. São entre vinte e 25 músicas bem conhecidas do público. Faço um humor incidental, mas há uma ou outra coisa diferente. Incluí Se Vira nos 50, que fiz para o Faustão, mas ele nunca usou, e Balada das Mães. Essa eu tinha prometido que nunca ia cantar, mas, depois que o Ronald Golias (1929-2005) morreu, resolvi rever a decisão. Ele era apaixonado por essa música.

Fonte: VEJA RIO