Violência

Tiroteio no Complexo do Alemão termina com mulher e menino baleados

Conjunto de favelas conta com UPP desde 2012

Por: Agência Estado

Complexo do Alemão
Complexo do Alemão: troca de tiros aconteceu ontem à noite (Foto: Veja)

Duas pessoas foram atingidas durante intenso tiroteio na noite desta quarta-feira (1º), em Nova Brasília, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro. O confronto com traficantes fez com que dez policiais da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do local ficassem encurralados por criminosos durante a madrugada desta quinta (2).

As vítimas foram Fátima Aparecida Gomes de Oliveira, 27, e um menino de 11 anos. A criança voltava de uma partida de futebol e foi atingido na perna. Fátima foi atingida no peito enquanto estava na varanda de casa, teve uma lesão pulmonar e seu estado era grave até o início da manhã. Os dois foram levados Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha e não têm previsão de alta.

Alessandra Barbosa dos Santos, 41, irmã de Fátima, afirmou que estava em sua casa quando ouviu tiros e, logo depois, gritos da irmã, de quem também é vizinha. Ela teve que esperar que o confronto parasse para sair de casa e resgatar a irmã. Segundo ela, o tiroteio durou 15 minutos e várias crianças brincavam na rua quando começaram os disparos. Os policiais foram atacados por traficantes no final da noite na Praça do Terço, região de difícil acesso da favela. Ainda não há informações sobre policiais feridos.

O Complexo do Alemão tem Unidade de Polícia Pacificadora desde 2012, mas desde 2013 os conflitos são constantes na região. Nesta semana, os tiroteios se intensificaram. No domingo (28), policiais foram atacados na localidade conhecida como Areal. Na segunda-feira (29), uma criança de três anos foi baleada na perna enquanto brincava com a irmão. David Soares foi encaminhado para o Hospital Salgado Filho e recebeu alta no mesmo dia. Na terça-feira (30), também houve relatos de tiroteios no Areal. O policiamento foi reforçado na manhã desta quinta-feira no conjunto de favelas.

Fonte: VEJA RIO