EXPOSIÇÕES

Talento revelado

Fotógrafo pouco conhecido, Wolney Teixeira (1912-1983) ganha mostra na Caixa Cultural

Por: Carlos Henrique Braz - Atualizado em

Wolney Teixeira
(Foto: Redação Veja rio)

Desde garoto, o cabo-friense Wolney Teixeira de Souza (1912-1983) conviveu com as referências profissionais de seu pai, o fotógrafo Antônio Motta de Souza, e de amigos dele como os mestres Augusto Malta e Marc Ferrez. Adulto, assumiu a câmera e dedicou mais de cinco décadas de sua vida a enquadrar tipos e cenas de diferentes cidades da Região dos Lagos. Seus instantâneos com forte influência dos registros do século XIX tinham enquadramentos artísticos e eram assinados como se fossem pinturas. Ele também foi um ativo colecionador: na década de 60, descobriu flagrantes realizados por Malta durante as comemorações dos 300 anos de Cabo Frio, em 1915. De sua produção própria, um acervo que ultrapassa os 10?000 itens, o curador Mauro Trindade selecionou os 52 exemplares reunidos na mostra Wolney Teixeira: o Sal da Terra.

As ampliações em preto e branco, de médios e grandes formatos em papel Hahnemühle ? várias reproduzidas de negativos ou originais restaurados por Marcia Mello, sócia da Galeria Tempo ?, cobrem o período entre 1930 e 1970. Revelam situações incomuns, como o corte de uma baleia em postas gigantes, na década de 50, na fábrica japonesa de beneficiamento de pescados Tayo, em Arraial do Cabo. Há ainda imagens das transformações em salinas, praias e outras paisagens locais, retratos de personagens como a atriz Wilza Carla e o músico Pixinguinha, em visita à região, e de construções históricas. "Wolney tinha um olho de artista. Suas fotografias escapavam do sentido da documentação", diz Trindade.

Wolney Teixeira: o Sal da Terra. Caixa Cultural ? Teatro Nelson Rodrigues. Avenida República do Chile, 230, 3º andar, Centro, ☎ 2262-8152, ? Carioca. Terça a sexta, 10h às 18h; sábado e domingo, 14h às 18h. Grátis. Até 31 de julho. A partir de terça (28).

A PRODUÇÃO DA MOSTRA ADIOU A ABERTURA PARA O DIA 5 DE JULHO.

Fonte: VEJA RIO