CARNAVAL

Vila Isabel

Conheça o samba-enredo 2012 da escola, "Você Semba Lá... Que Eu Sambo Cá. O Canto Livre de Angola!"

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(Foto: Redação Veja rio)

A Vila, quando aborda um enredo sobre a raça negra, sai de baixo. É um tema que lhe é muito caro, e com ele a agremiação conquistou seu primeiro título, em 1988 (Kizomba). Agora o foco é Angola, de onde vem o tal semba que, após passar por transformações no Rio, gerou o samba como o conhecemos. A escola tem um time de craques como compositores (Arlindo Cruz e André Diniz puxando a turma) e contará com o reforço da miss Universo Leila Lopes, que é de Benguela, em um dos carros.

A escola

Nome completo Unidos de Vila Isabel

Ano de fundação 1946

Símbolo Uma coroa

Bases Andaraí, Vila Isabel, Morro dos Macacos, Morro do Pau da Bandeira

Cores Azul e branco

Algumas figuras ilustres Martinho da Vila, Paulo Brazão, Seu China

Versos que marcaram ?Valeu, Zumbi/ o grito forte dos Palmares/ que correu terras, céus e mares/ influenciando a Abolição?

Títulos no grupo principal 2

Último título 2006 (Soy Loco por Ti, América: a Vila Canta a Latinidade)

Ano passado 4º lugar

Atual presidente Wilson da Silva Alves

O desfile

Enredo Você Semba Lá, que Eu Sambo Cá: o Canto Livre de Angola

Carnavalesca Rosa Magalhães

Mestres de bateria Paulinho e Wallan

Rainha da bateria Sabrina Sato

Autores do samba André Diniz, Arlindo Cruz, Artur das Ferragens, Evandro Bocão e Leonel

Intérprete Tinga

Coreógrafo da comissão Marcelo Misailidis

Mestre-sala Julinho

Porta-bandeira Rute

Uma ala bacana A que vai mostrar a transição do semba para o samba

Uma alegoria legal O carro da Rainha Ginga

Famosos convidados Isabel Fillardis, Quitéria Chagas, Toni Garrido

Concentração No edifício Balança

Entrada na avenida Domingo, entre 3h30 e 5h12

O samba

Vibra, oh minha Vila

A sua alma tem negra vocação

Somos a pura raiz do samba

Bate meu peito à sua pulsação

Incorpora outra vez Kizomba e segue na missão

Tambor africano ecoando, solo feiticeiro

Na cor da pele, o negro

Fogo aos olhos que invadem,

Pra quem é de lá

Forja o orgulho, chama pra lutar

Reina Ginga, ê matamba

Vem ver a lua de Luanda nos guiar

Reina Ginga, ê matamba

Negra de Zâmbi, sua terra é seu altar

Somos cultura que embarca

Navio negreiro, correntes da escravidão

Temos o sangue de Angola

Correndo na veia, luta e libertação

A saga de ancestrais

Que por aqui perpetuou

A fé, os rituais, um elo de amor

Pelos terreiros (dança, jongo, capoeira)

Nasce o samba (ao sabor de um chorinho)

Tia Ciata embalou

Com braços de violões e cavaquinhos a tocar

Nesse cortejo (a herança verdadeira)

A nossa Vila (agradece com carinho)

Viva o povo de Angola e o negro Rei Martinho

Semba de lá, que eu sambo de cá

Já clareou o dia de paz

Vai ressoar o canto livre

Nos meus tambores, o sonho vive

Fonte: VEJA RIO