CARNAVAL

Mangueira

Conheça o samba-enredo 2012 da escola, "Vou Festejar! Sou Cacique, Sou Mangueira"

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(Foto: Redação Veja rio)

Se vem aí uma bateria sem surdo de resposta, só com a primeira marcação, pode crer que é a Mangueira. Escola mais popular da cidade, ela mantém suas tradições a ferro e fogo. Neste ano fará uma ode ao bloco Cacique de Ramos, que tem entre seus fãs a nata do samba carioca: Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Arlindo Cruz, Almir Guineto - muitos com presença confirmada no desfile. Também são esperadas baianas todas de dourado, além de um carro mostrando como seria a folia em Marte.

A escola

Nome completo Estação Primeira de Mangueira

Ano de fundação 1928

Símbolo Um surdo

Bases Benfica, Maracanã, São Cristóvão, Rocha, Morro de Mangueira

Cores Verde e rosa

Algumas figuras ilustres Beth Carvalho, Cartola, Delegado, Jamelão

Versos que marcaram ?Tem xinxim e acarajé/ tamborim e samba no pé?

Títulos no grupo principal 17

Último título 2002 (Brazil com Z pra Cabra da Peste, Brasil com S É a Nação do Nordeste)

Ano passado 3º lugar

Atual presidente Ivo Meirelles

O desfile

Enredo Vou Festejar: Sou Cacique, Sou Mangueira

Carnavalesco Cid Carvalho

Mestre de bateria Ailton

Rainha da bateria Renata Santos

Autores do samba Igor Leal, Júnior Fionda, Lequinho e Paulinho Carvalho

Intérpretes Ciganerey, Luizito, Vadinho Freire e Zé Paulo Sierra

Coreógrafo da comissão Jaime Arôxa

Mestre-sala Rahael Rodrigues

Porta-bandeira Marcella Alves

Uma ala bacana A das negas malucas espaciais

Uma alegoria legal O carro do bloco Bafo da Onça, com o animal bem debochado, de pernas cruzadas

Famosos convidados Scheila Carvalho, Rosemary

Concentração Nos Correios

Entrada na avenida Segunda-feira, entre 0h15 e 1h06

O samba

Salve... A tribo dos bambas

Um ?Doce refúgio? de inspiração

Salve... O palácio do sambaOnde um simples verso se torna canção

Debaixo da tamarineira

Um índio guerreiro me fez recordar

Um lugar... O meu berço, num novo lar

Seguindo com os ?pés no chão??Raiz?, que se tornou religião

Da boêmia dos antigos carnavais

Não esquecerei jamais

Firma o batuque que eu quero sambar... Me leva!

Já começou... A festa!

Esqueça a dor da vida, Caciqueando na avenida

?Sim?... Vi o bloco passando

O nobre rezando, e o povo a cantar

?Sim?... Era um nó na garganta

Ver o Bafo da Onça, a desfilar

?Chora... Chegou à hora eu não vou ligar?

Minha cultura é arte popular

Nasceu em Fundo de Quintal

Sou Imortal e vou dizer agonizar não é morrer

Mangueira... Fez o meu sonho acontecer (hei, hei, hei...)

?O povo não perde o prazer de cantar?

Por todo universo minha voz ecoou

?Respeite quem pôde chegar?

?Onde a agente chegou?

Vêm festejar... Na palma da mão

Eu sou o samba... A voz do morro

Não dá pra conter, tamanha emoção

Cacique e Mangueira num só coração

Fonte: VEJA RIO