cidadania

Rubem César Fernandes e Hugo Coque

O antropólogo que criou uma das ONGs mais ativas da cidade tem muito em comum com um sonhador tenente da PM lotado em uma Unidade de Polícia Pacificadora

Por: Lula Branco Martins - Atualizado em

Fotos: Fernando Lemos Produção: Daniela Arend
(Foto: Redação Veja rio)

Fundador do Viva Rio, em 1993, Rubem César Fernandes logo ficou associado ao fenômeno das ONGs. Hoje, no entanto, rejeita o rótulo de "ongueiro". Perdeu o gosto pela expressão, pois ela "ficou comprometida". Prefere ser chamado de antropólogo e empresário social. À frente da organização, comandou ações como o Reage Rio ("Lembro das pessoas na gare da Central gritando frases da campanha") e foi figura-chave na criação do Estatuto do Desarmamento. Nascido em Niterói mas radicado no Leme, ele diz que nunca teve a pretensão de virar parlamentar. "Em 1968, não gostei da invasão da Checoslováquia pela União Soviética. Ali percebi que política partidária não era a minha." Entusiasta das chamadas forças sociais alternativas, é exatamente por isso que admira tanto o trabalho em tempo integral do tenente Hugo Coque, 25 anos, lotado na Unidade de Polícia Pacificadora do Morro da Babilônia. Em seus plantões, devidamente fardado, o PM faz o patrulhamento do local. Fora do serviço, à paisana, ele vai à favela do mesmo jeito, a fim de ouvir as demandas dos moradores. Dessa forma, abriu um canal de comunicação importante e contribui para uma causa que Rubem César Fernandes ajudou a semear: a construção da cidadania.

Fonte: VEJA RIO