BEBIDA

Rota do champanhe

Um roteiro com as melhores casas especializadas em espumantes no Rio

Por: Daniela Pessoa e Thaís Meinicke - Atualizado em

O vinho tinto que nos perdoe, mas a leveza do espumante, atração principal em um número cada vez maior de endereços da boemia carioca, também é fundamental. Boa pedida para brindar, embalar a conversa e harmonizar com tira-gostos, a bebida é a nova cervejinha. Tudo bem, talvez não seja para tanto, mas o fato é que só em 2012 foram inaugurados quatro endereços na Zona Sul e dois na Barra dedicados às borbulhas. Tome nota do roteiro.

Champanharia Ovelha Negra. Notório reduto de paquera, a filial da bem-sucedida casa no Rio Grande do Sul foi um dos primeiros bares no Rio a priorizar espumantes e champanhes. Tem ambiente aconchegante, decorado com móveis rústicos, azulejos azuis e brancos e uma banheira sobre o balcão, onde as garrafas de champanhe ficam no gelo. Oito anos após a inauguração do espaço, longas filas na entrada ainda se formam diariamente na happy hour. Em clima de animada azaração, a clientela divide garrafas dos gaúchos Gran Legado (R$ 78,00), produzido no método champenoise, e Valmarino (R$ 53,00), da região de Pinto Bandeira. Para os mais abastados, há a garrafa de 1,5 litro da francesa Möet & Chandon (R$ 656,00). Na enxuta seção de comes, porções de carpaccio de carne (R$ 22,00), salmão (R$ 38,00) e hadoque (R$ 28,00). Outra boa pedida é a tábua pirineus (R$ 35,00), de presunto de Parma, peito de peru, lombo canadense, geleia de damasco, queijo brie e torradas.

Rua Bambina, 120, Botafogo, tel. 2226-1064.

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(Foto: Redação Veja rio)

Champa. Com agradável varanda à luz de velas, a casa oferece mais de 50 rótulos de champanhe e prosecco selecionados por Marcos Fabrício e João Vicente Barros, ex-gerente da Ovelha Negra. São exemplos o francês Veuve du Vernay Brut (R$ 78,00), o gaúcho Maria Valduga (R$ 148,00) e o italiano Chiarelli (R$ 78,00). No cardápio encontram-se inventivas opções de tira-gosto como o carpaccio de jacaré (R$ 32,00), o caviar negro (R$ 82,00) e o tartare de salmão com cream cheese (R$ 38,00, seis unidades). Na terça, a partir das 19h, o DJ Matarazzo entra em cena apara animar a happy hour.

Avenida Armando Lombardi, 633, loja 108, Shopping Market Street, Barra, tel. 2493-1371.

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(Foto: Redação Veja rio)

Charleston Bubble Lounge. Os anos 20, período de ouro do estilo de dança que batiza a casa, são representados pelo estilo retrô da decoração, com luz indireta, paredes de tijolo aparente e móveis de design antigo. Mais eclética, a programação musical vai de choro a samba ao vivo, além de DJs. Na carta, com cerca de quarenta rótulos, uma boa pedida na seção de nacionais é o Art Brut Casa Valduga (R$ 64,00). Da França, há representantes originais como o Baron de Marck Brut (R$ 225,00) e o Taittinger Brut (R$ 389,00). Mais em conta, o Louis Perdrier sai por R$ 78,00. Para petiscar, aposte na tábua de queijos (R$ 46,90), com brie, gruyère, roquefort, camembert, grana padano, picles e azeitonas, porção suficiente para cinco pessoas, ou no camarão charleston (R$ 48,90), temperado com molho de tomate, limão, azeitona e queijofeta. Serve três pessoas.

Rua Rodolfo Dantas, 26, loja B, Copacabana, tel. 3795-3158.

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(Foto: Redação Veja rio)

Blá Blá Champanheria. No ano passado, a badalada casa no Jardim Oceânico foi apontada como a principal revendedora de Chandon no. Garrafas do espumante nacional (R$ 85,00 o brut; R$ 90,00 o rosé) regam as conversas de jovens endinheirados num ambiente animado diariamente por DJ e que lembra os beach clubs de balneários como a Côte d'Azur, na França. Entre os trinta rótulos de champanhe e espumante aparecem a francesa Cristal, cuja garrafa custa inacreditáveis R$ 1?950,00. A bebida borbulhante também está em drinques como o clericot, misturada a morango, abacaxi, hortelã e Cointreau, servido em jarras de meio ou 1 litro (R$ 55,00 e R$ 75,00 respectivamente). Para comer, aposte nos combinados do sushi-bar, como o que traz 38 peças (R$ 76,90), ou na porção de salsichas aperitivo (R$ 9,90).

Avenida Érico Veríssimo, 843, Barra, tel. 2495-0040.

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(Foto: Redação Veja rio)

Champanhota. De terça a sábado, no horário da happy hour, o aconchegante salão abriga apresentações ao vivo de voz e violão. Da carta de espumantes, com cerca de quarenta rótulos, peça o Salton Brut (R$ 39,00 a garrafa; R$ 11,00 a taça) ou o Miolo Cuvée Rosé (R$ 64,00 a garrafa). Entre os importados, a sugestão de melhor relação entre custo e benefício é o prosecco italiano Antiche (R$ 50,00), mas o francês Première Bulle (R$ 132,00) satisfaz paladares mais exigentes. Na happy hour também vigora a promoção de dose dupla da taça (R$ 15,00; as marcas variam de acordo com o dia). Para petiscar, as opções são poucas. Bruschettas ganham, entre outras coberturas, as de gorgonzola com mel (R$ 13,00 a unidade) e à moda caprese (R$ 12,00).

Rua Paulo Barreto, 64-A, Botafogo, tel. 3563-9757.

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(Foto: Redação Veja rio)

Bubble Bar. O aconchegante bar com apenas doze lugares integrado à varanda do restaurante Bazzar, em Ipanema, foi criado com o conceito de servir em taças os melhores champanhes e cervejas artesanais do Brasil e do mundo. Na carta, desenvolvida pela restauratrice Cristiana Beltrão com consultoria de Célio Alzer, figuram rótulos cobiçados, como Dom Pérignon Rosé, da França, e Giulio Ferrari, da Itália. O bar também tem cervejas produzidas pelo método champenoise, em que, depois da fermentação e maturação normal dentro da cervejaria, o líquido é enviado para uma vinícola, onde fica por três meses e passa pelo mesmo processo de produção de champanhes. Entre estes rótulos estão a belga Deus (R$ 223,50) e a brasileira Lust (R$ 115,90). Um menu de pratos harmonizados, elaborado pelo chef Claudio de Freitas, acompanha as bebidas.

Rua Barão da Torre, 538, Ipanema, tel. 3202-2884.

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(Foto: Redação Veja rio)

Fonte: VEJA RIO