DIVERSÃO

Produtores criam clube de vantagens culturais no Rio

Capitaneado pelo empresário Leo Feijó, do grupo Matriz, Projeto Rio Paralelo é lançado nesta sexta (25) e dá descontos em cinemas, boates e locadoras de vídeo

Por: Ernesto Neves - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

Alugar filmes, ir a boates e até tomar uma cervejinha pode ficar mais barato a partir desta sexta (25). Criado pelo empresário dono do grupo Matriz, Leo Feijó, e outros produtores da cidade, a rede Rio Paralelo vai dar descontos e vantagens em 24 estabelecimentos cariocas. Trata-se de um clube em que, ao se inscrever, o sócio terá direito a vantagens em locais como o Boteco Salvação, o Espaço Acústica e a Livraria Oito e Meio. "O cliente não paga mensalidade e a validade do cartão é, a princípio, para o verão", explica Feijó.

De acordo com o empresário, toda a programação de vantagens será divulgada através do site Rio Paralelo (conheça o endereço online aqui) e das redes sociais (veja o perfil do projeto no Twitter e no Facebook). Para participar, o associado não precisa pagar mensalidade."Entendemos que o público se identifica com esses lugares", explica Feijó. De acordo com ele, cerca de 80 mil pessoas frequentam as empresas cadastradas por mês. Outra ação do projeto pretende ajudar artistas iniciantes. Dez por cento do que for arrecadado com o uso do cartão vai para um fundo, que será usado para custear apresentações nessas casas de entretenimento. "Vamos financiar ações culturais como festivais, por exemplo, ou para socorrer algum estabelecimento em dificuldade. É mais ou menos como um Banco Central", diz o produtor cultural.

O empresário chama atenção para a falta de incentivos para o setor cultural carioca, que estaria priorizando os grandes eventos. "A Cidade da Música consumiu mais de 500 milhões de reais. Com esse dinheiro, poderíamos abrir 500 espaços multiusos no Rio", compara. Dono do Teatro Odisséia, Feijó enumera ainda o impacto que festival teve em bares e restaurantes. "Nos dias de Rock in Rio, a Lapa teve uma redução média de 50% em seu público. Temos que elogiar o festival, isso fortalece a economia do turismo na cidade, mas é preciso compensar de alguma forma".

Veja abaixo todos os estabelecimentos cadastrados

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Fonte: VEJA RIO