Históras Cariocas

Restaurante Volta tem exposição de fotos do Rio em seu salão

Histórias e curiosidades sobre o Rio e seus habitantes

Por: Lula Branco Martins

Jantar entre fotos

Copacabana
Foto de Copacabana, por Pedro Perácio, no restaurante Volta (Foto: Divulgação)

Andam na moda restaurantes que, além dos pratos, oferecem aos clientes um pouco de Rio nas paredes. Entre eles está o Volta, de cozinha brasileira com toques contemporâneos, no Jardim Botânico, que desde a semana passada estampa cenas tipicamente cariocas em seus dois salões. São cliques do fotógrafo Pedro Perácio, que busca ângulos inusitados da cidade para o seu trabalho, gerando imagens como esta, de Copacabana. Para muitos, podem parecer três línguas negras, daquelas que saem de esgotos rumo à arrebentação, mas nada disso: trata-se de marcas paralelas na areia, molhada por água de mangueira para que os banhistas não queimem os pés ao chegar à praia. A casa está com novos chefs, Juliano e Fernando Basile, gêmeos que atuaram na Espanha nos últimos cinco anos, retornando para comandar a cozinha do Volta. Outra novidade é que o restaurante agora promove, às terças-feiras, o De Volta ao Jazz, com bandas variadas. Não é cobrado couvert artístico, ficando a critério do cliente dar ou não uma contribuição em dinheiro.

Design esportivo

Reconhece este portão? O desenho é o esboço que Aída Boal traçou para o Maracanã em 1950, símbolo de uma época, e que até hoje permanece por lá. Anos depois, ela se tornaria importante designer de móveis, e agora ganha uma retrospectiva de 55 anos de carreira na galeria MeMo Brasil do recém-inaugurado Espaço Saddock 207, em Ipanema, aberta na última quinta (30). Quando desenhou as grades do Maraca, era uma moça de 18 anos e estava em seu primeiro emprego como arquiteta. Na mostra, destacam-se cadeiras que levam o nome de suas filhas, Ângela e Luciana, além de Augusta, poltrona-homenagem ao irmão, o diretor teatral Augusto Boal, morto em 2009.

Esboço
Esboço feito por Aída Boal (Foto: Divulgação)

Inspiração art nouveau

Esta é a face principal da medalha que os atletas (amadores ou não) do Circuito Light Rio Antigo vão receber após completar a prova, no domingo (9), Dia dos Pais. Nela aparece estampado o brasão dos 120 anos da Confeitaria Colombo, tradicional ponto onde se podem encontrar bons salgados e doces no Centro da cidade. O verso da medalha também é simpático, à moda antiga, com o perfil de uma mulher segurando a sombrinha e de um homem de chapéu. Com partida (9h30) e chegada no Largo da Carioca, o trajeto dos 450 corredores compreende algumas das mais antigas ruas do Rio, como a Sete de Setembro, passando justamente pela esquina da Gonçalves Dias, onde fica o restaurante.

Medalha
Medalha do Circuito Light Rio Antigo (Foto: Divulgação)

Colorido Místico

Entra em cartaz daqui a duas semanas, no Ceperj, em Botafogo, a exposição Mitologias, que reúne desde representações de Iemanjá (ao lado) até pinturas das fadas que no folclore mexicano são ligadas à morte. A autora é Ana Grebler e seu foco é o universo místico feminino, com o Rio sempre por trás. Na tela da rainha do mar, por exemplo, ela faz um tributo à devoção carioca pela entidade, daí a presença das flores que costumam ser jogadas na praia, a cada réveillon, em sua homenagem. Ceperj, para quem ainda não ligou a sigla à instituição, é o Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro.

Iemanja
Iemanjá na exposição Mitologias (Foto: Divulgação)

730 ouvintes de rap

Foi esta a quantidade de jovens que responderam a questionários em uma recente pesquisa da consultoria Hibou. Entre outros resultados percebeu-se que os apreciadores desse gênero musical, nascido na Jamaica eque tem no Rio um de seus principais centros criativos, são mais “críticos ao sistema” e analisam com mais propriedade e argumentos os problemas da vida cotidiana, inclusive noque se refere a temas políticos. O estudo revelou ainda que os adeptos do estilo são homens (56%) e mulheres (44%), com idade média de 26 anos. Apenas 27% dos entrevistados estudam e 60% têm emprego fixo. Mesmo assim, quase 97% possuem smartphone, com algo em torno de 170 músicas no aparelho.

Fonte: VEJA RIO