A carne é a estrela

Entradas leves são novidades do Blu, mas os cortes especiais ainda sobressaem na casa

Por: Fabio Codeço - Atualizado em

COMIDA ✪✪ | AMBIENTE ✪✪✪ | SERVIÇO ✪✪✪

Fernando Frazão
(Foto: Redação Veja rio)

Com matéria-prima trazida de frigoríficos uruguaios, argentinos e brasileiros desde a inauguração, o Blu, na Barra, se diferenciou de forma positiva das churrascarias e outros concorrentes diretos na cidade. Em um segundo passo, a contratação recente do chef chileno Cristobal Carríon teve a finalidade de quebrar a monotonia da cozinha estrelada por um ingrediente: a carne. De fato, o acréscimo de um pequeno menu de receitas mais leves descontraiu o conjunto. Em visita recente, esse novo capítulo revelou a macia burrata servida ao lado de refrescante salada de minirrúcula e tomates grelhados (R$ 40,00). Outro item recém-chegado, a trilogia de rolinhos recheados de salmão, cherne e cogumelos (R$ 18,00) tinha correta consistência crocante, mas tropeçou no excesso de sal.

Na lista de grelhados, o ancho portenho (R$ 60,00) e o contrafilé da marca Intermezzo (R$ 74,00) estão entre os mais solicitados. Para paladares ambiciosos, há ainda o kobe beef, do gado Wagyu, de textura entremeada de gordura, a puxados R$ 180,00. A melhor recomendação, no entanto, vai para a picanha supra blu, suculenta e rosada peça de 330 gramas (R$ 78,00). Nos acompanhamentos, as opções são variadas, mas repetitivas, e o preço de cada corte inclui apenas uma guarnição.

Da adega de rótulos, bons e caros, é feliz escolha a meia garrafa do italiano Corte Giara Rosso 2008 (R$ 37,00), da renomada vinícola Allegrini, da região do Vêneto. O ambiente de alto pé-direito tem discreta sofisticação e se estende confortavelmente por vários espaços: bar, salão, mezanino e varanda.

Blu, Avenida das Américas, 3500, Barra da Tijuca, ☎ 3282-5400 (150 lugares) 12h/0h (qui. a sáb. até 1h; dom. até 18h). Cc: todos. Cd: todos. Estac. c/manobr (R$ 10,00). Couvert (R$ 18,00). ⑤ ⑥ (R$ 60,00) → ? ↔ www.blurestaurante.com.br. Aberto em 2009. $$$$

Fonte: VEJA RIO