Memória da Cidade

Sambista Ataulfo Alves ganha musical biográfico

Espetáculo estreia no dia 4 de setembro, tendo o Rio dos anos 40, 50 e 60 como pano de fundo

Por: Lula Branco Martins - Atualizado em

Ataulfo em frente à boate Sarau, no Leme, em 1968: palco dos últimos shows
Ataulfo em frente à boate Sarau, no Leme, em 1968: palco dos últimos shows (Foto: Acervo Pessoal)

Com trama ambientada nos anos 40, 50 e 60, estreia em 4 de setembro, no Teatro Dulcina, na Cinelândia, o musical Ataulfo Alves, o Bom Crioulo. Por trás da empreitada está Ataulpho Alves Júnior, também cantor e compositor, que há anos vinha tentando produzir um espetáculo sobre a vida e a obra de seu pai e, em 2013, encontrou no diretor Luiz Antônio Pilar o nome certo para viabilizar a montagem. Autor de canções como Atire a Primeira Pedra e Mulata Assanhada, interpretadas por artistas como Carmen Miranda, Silvio Caldas e Dalva de Oliveira, o mineiro Ataulfo, dono de um estilo chamado de “samba elegante”, construiu no Rio sua trajetória. A peça mostra, por exemplo, como surgiu o samba O Bonde São Januário, parceria com Wilson Batista (veja abaixo), e revela momentos de Ataulfo na boate Sarau, no Leme, onde fez, ao lado de Noca da Portela, algumas apresentações de seu último show, Eu Sou Assim, em 1968 (ele morreria em 1969). Outra fase marcante a ser retratada no palco é a ocasião do primeiro encontro com sua futura mulher, Judite, episódio passado no Morro do Catumbi. Ela era filha de um estivador da Zona Portuária, “forte como um touro”, e logo que conheceu o pretendente deu-lhe um corretivo porque seu terno estava amarrotado, o que definitivamente não pegava bem para um sambista fino.

Infografico
Infográfico (Foto: Redação Veja Rio)

 

Fonte: VEJA RIO