Históias Cariocas

Promoção leva torcedores para dormir em camarote no Maracanã

Histórias e curiosidades sobre o Rio e seus habitantes

Por: Lula Branco Martins

Suíte do escolhido
(Foto: Divulgação)

No domingo da semana que vem (31) tem Fla-Flu no Maracanã. Mas para duas pessoas, dois felizardos, o clássico será mero detalhe dentro de uma programação exclusiva. Na véspera, elas vão dormir numa suíte montada no estádio, farão um piquenique no gramado e baterão pênaltis para ver quem marca mais gols. Podendo levar acompanhante, um torcedor está sendo escolhido pela Airbnb, a empresa americana que bolou a promoção. Especializada em indicar a internautas hospedagens alternativas mundo afora, ela premiará aquele que tiver enviado o melhor, mais criativo e mais curioso motivo para querer passar uma noite no templo do futebol. O passeio contará com o ex-craque Renato Gaúcho (que, aliás, jogou nos dois times) como cicerone.

Retratos de uma cidade sufocada

Ele, que sempre esteve ligado ao cartum e aos quadrinhos, agora estreia nas artes plásticas. Miguel Paiva, criador, nos anos 80, da personagem Radical Chic, no Jornal do Brasil, demorou quatro décadas para encarar o desafio da pintura. Continua tendo como inspiração os personagens da cidade, como sambistas bem torneadas, além de paisagens e contornos do Rio. Nem sempre é otimista inveterado. Para compor o quadro ao lado, por exemplo, baseou-se numa Zona Sul cheia de gente e de prédios: “Este é o visual de muitas ruas de Ipanema e Copacabana, vítimas da especulação imobiliária”. As obras estão desde terça (19) na Galeria Scenarium, na Lapa, em Geometria Radical: do Desenho ao Desejo. Foi seu filho, o artista plástico Caio Paiva, quem o incentivou a sair do papel e ir para as telas. O suporte pode ter mudado, mas o traço sintético, graficamente simples apesar de supercolorido, mantém-se como sua principal marca.

Especulação Imobiliária
(Foto: Reprodução)

15 anos

Foi o tempo que durou a pesquisa da professora Djenane Pamplona, da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), na Gávea, até a criação de um par de muletas elétricas. Feito de alumínio, o equipamento se move sozinho, para cima e para baixo, graças a uma bateria, o que ajuda em momentos triviais, como ir ao banheiro, sentar-se ou levantar-se. Boladas no Laboratório de Engenharia Biomecânica, as duas muletas sustentam 100% do peso do usuário. Por serem controladas por radiofrequência, elas estão milimetricamente sintonizadas em seus movimentos de subida e descida e têm capa personalizada, que combina com o estilo de cada pessoa. O próximo passo é desenvolver um protótipo de fibra de carbono, mais leve e mais resistente que as peças de alumínio.

Mistérios do carnaval

Como parte da oitava edição do Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro (FotoRio 2015), uma mostra de Walter Carvalho (mais conhecido por assinar a direção de fotografia em longas como Amarelo Manga e Abril Despedaçado) tem tudo para provocar dúvidas, pelo mistério que a envolve. Quem serão, afinal de contas, estes foliões fantasiados que emprestaram sua imagem ao trabalho? É que todos foram clicados de costas e, sendo assim, somente os próprios é que poderão dizer, com autoridade, “sim, era eu”. Fotos surgidas na Cinelândia, elas estarão, em junho, no Centro de Arte Hélio Oiticica, ao lado da Praça Tiradentes.

Mistérios do Carnaval
(Foto: Divulgação)

Difícil de chegar

A região fica colada no Centro, é turística, repleta de recantos aprazíveis. Mas nem tudo são flores por lá. Íngreme, desde 2011 sem o serviço regular de bondes e rodeado por favelas em conflito, o bairro de Santa Teresa chega a ser um entrave para quem ali trabalha. Veja o exemplo dos professores. Há duas semanas fazem circular um abaixo-assinado em protesto contra a interrupção do benefício dado pela prefeitura a profissionais de escolas em locais de difícil acesso. Esse adicional vinha sendo concedido a mestres de colégios situados em morros ou em ruas não contempladas por um número razoável de linhas de ônibus — justamente o caso de vários estabelecimentos de ensino em Santa. Mas em janeiro a Secretaria de Educação parou com o bônus (que pode chegar a 700 reais por mês). Professores de instituições como a Escola Julia Lopes de Almeida, a Creche José Marinho e o Espaço de Desenvolvimento Infantil Heloísa Marinho estão se mobilizando. Mais de 300 pessoas já deram aval à campanha.

Escola Julia Lopes de Almeida
(Foto: Felipe Fittipaldi)

Fonte: VEJA RIO