Histórias Cariocas

Projeto lança segundo livro com fotos postadas no Instagram

Histórias e curiosidades sobre o Rio e seus habitantes.

Por: Lula Branco Martins

Um céu fotogênico

@rio365
@rio365 (Foto: Divulgação)

O céu da cidade, colorido ou em preto e branco, destaca-se no recém-lançado @Rio365, da Ímã, livro que é parte de projeto homônimo do designer André Galhardo. A obra está na segunda edição (a primeira é de 2013) e é uma espécie de fotodocumentário, como seus produtores o intitulam, realizado de forma colaborativa via Instagram. Quase 10 000 fotógrafos, entre amadores e profissionais, já participaram. Para o trabalho agora impresso, 52 craques das lentes foram selecionados. Acima, cliques de @joselimb — foto maior, com a câmera apontada para cima a partir da Igreja do Carmo — e de @cdelia2 — que se posicionou entre as ruas da Alfândega e da Quitanda —, ambos os registros feitos no Centro.

Teatro faixa preta

Após temporada no Planetário da Gávea, em janeiro, voltou a cartaz na terça (1º) Um de Nós, de Pedro Monteiro, desta vez no Teatro Eva Herz, no Centro. A peça, que conta uma história sobre judô, tem atores de quimono e um grande tatame cobrindo o palco. Se nas primeiras apresentações o elenco era visto de todos os ângulos (num teatro de arena), agora enfrenta o chamado palco italiano, com a plateia de frente para ele e muito perto — o Eva Herz funciona dentro da Livraria Cultura e é apertado. A trupe teve aulas com Flávio Canto, ex-judoca, hoje apresentador de TV, no Instituto Reação, em São Conrado. Rolam aplausos a cada ippon, o gol desse esporte.

Um de Nós
Um de Nós (Foto: Divulgação)

Farrapos Nacionais

Aqui embaixo estão cinco das dez bandeirinhas do Brasil que balançam em cima de uma corretora de câmbio de moedas na esquina das avenidas Princesa Isabel e Nossa Senhora de Copacabana. O estado dos pavilhões é de assustar, todos rasgados, alguns tão desmilinguidos que quase não têm mais a parte verde — que remete às nossas florestas. Os funcionários da loja parecem não se importar, revelando-se desinformados quanto à legislação. A Lei nº 5 700, de setembro de 1971, diz com todas as letras que é proibido expor em lugares públicos bandeiras nacionais em mau estado de conservação.

Bandeiras do Brasil que balançam em cima de uma corretora de câmbio de moedas
Bandeiras do Brasil que balançam em cima de uma corretora de câmbio de moedas (Foto: Selmy Yassuda)

3600 estudantes

Esse é o total de alunos da rede pública do estado que puderam conhecer, gratuitamente, o bondinho do Pão de Açúcar desde o início do ano. O número, um recorde, foi levantado no mês passado e é motivo de comemoração na Companhia Caminho Aéreo, que administra o ponto turístico. O projeto Educa Bondinho oferece visitas pedagógicas, com o apoio de 400 professores, e registrou, nos últimos meses, a presença expressiva de estudantes de bairros da Zona Oeste carioca (como Campo Grande, Santa Cruz e Santíssimo), de municípios da Baixada (Caxias e São João de Meriti) e vindos de outros ainda mais distantes, como Angra dos Reis, Itatiaia e Piraí. Com vista para as fortificações da Baía de Guanabara, o passeio funciona como uma aula de história ao ar livre.

Barraco que por dentro é palácio

Com portas feitas de madeira de demolição e toscas janelas apertadinhas umas nas outras, a instalação do chinês Song Dong, My City, que será erguida na rotunda do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Centro, no sábado (12), impressiona de fato quando se entra nela — o visitante depara com um belo piso e inúmeros lustres espalhados pelo teto. A obra faz parte da mostra de arte pública Outras Ideias para o Rio (OiR), com propostas sempre interativas. Outro espaço ocupado pelo evento será o Parque do Penhasco Dois Irmãos, no Leblon, com as viagens arquitetônicas do francês Daniel Buren.

Fonte: VEJA RIO