EDIÇÃO DA SEMANA

Mundo Animal

Por: Letícia Pimenta - Atualizado em

Uma fofa de 50?000 reais

foto Fernando Frazão
(Foto: Redação Veja rio)

Principal atração de uma loja na Barra que comercializa bichos exóticos, a fêmea de macaco-prego Carlota é hoje o animal de estimação mais caro à venda no Rio. Essa simpática primata custa 50?000 reais, o equivalente ao preço de um bom carro zero-quilômetro. Aos 5 meses, ela tem hábitos dignos de bebê: ingere apenas leite e frutas picadas, e só a partir do primeiro ano de vida estará liberada para consumir proteínas e até biscoito. ?Ela pode ficar solta em casa. Porém, o recomendável é que seja presa à noite, para evitar problemas com tomadas e objetos de vidro?, aconselha Luiz Lagrotta, sócio do estabelecimento ao lado da mãe, Cláudia Amaral. Para evitar peraltices, no fim do expediente eles sempre levam para casa a macaquinha, que pode viver cinquenta anos e chegar a 60 centímetros de altura.

Em pose de modelo

fotos Angela Siemsen
(Foto: Redação Veja rio)

Com larga experiência em ensaios de famílias e grávidas, a fotógrafa Angela Siemsen expandiu sua atuação para o mercado pet e tornou-se referência. Em seu estúdio na Gávea, já clicou até coelhos e papagaios com seus donos. ?Os bichos em geral se comportam bem. As crianças dão muito mais trabalho?, diz Angela, que, para acalmar os animais, recorre à música clássica. As sessões duram em média 45 minutos, com pacotes a partir de 150 reais.

Mick Stevens/Cartoonbank.com
(Foto: Redação Veja rio)

Palavra do especialista

A população de gatos no mundo chegou a 204 milhões, superando em mais de 30 milhões o total de cães. Embora no Brasil os totós ainda sejam maioria, os felinos crescem 8% ao ano, o dobro da taxa dos cachorros. Veterinária especialista em gatos e dona de uma clínica só para eles, Heloísa Juster sente o impacto da mudança. ?Em cinco anos, o meu consultório saltou de trinta para 100 atendimentos diários?, diz ela, que conversou com a coluna.

O mercado pet é sensível a esse crescimento?

A indústria investe pesado nos gatos, criando rações bem específicas. Já há até medicamento com gosto de peixe.

Qual é a maior preocupação dos donos?

É a toxoplasmose. Mas o bicho de apartamento que só come ração não entra em contato com o protozoário.

Existe alguma raça em alta?

O gato ragdoll. Ele é carinhoso e sociável.

Fonte: VEJA RIO