A primeira fila do Rock in Rio

Para ver seus ídolos de perto, eles chegam no dia anterior, se espremem na grade e ficam até doze horas sem ir ao banheiro.

Por: Louise Peres - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

Quem quer ver seu ídolo de perto não mede esforços para conseguir um lugar no espaço mais disputado da Cidade do Rock: a fila do gargarejo. Vale chegar de manhã cedo ou até na tarde do dia anterior - tudo para garantir um lugar privilegiado na plateia daquele show tão esperado. E se Ivete Sangalo arrasta as massas por onde quer que vá, Shakira também não deixa a desejar.

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(Foto: Redação Veja rio)

Lá na frente, misturados ao habitual batalhão de fãs do furacão baiano, os tietes da colombiana dominam a primeira fila. "A Shakira não faz show no Brasil há 14 anos e só agora volta ao Rio. Ninguém quer perder essa oportunidade de vê-la tão de perto. Estou muito feliz", comemora Jouzeffer Fernandes, presidente do fã-clube da artista no Brasil. Morador de São Gonçalo, ele chegou no fim da tarde de ontem à Cidade do Rock, determinado a conseguir um espacinho na grade.

Ávidos pelo show de Shakira, o público, das mais variadas naturalidades (tem gente até da Colômbia), se espremem diante do palco. Jenny Gomez já viu a musa do "Waka Waka" em sua terra natal e no Chile, mas reconhece que o Rock in Rio é um espetáculo especial. "Ela tem um carinho muito grande pelo Brasil, sei que esse show vai ser diferente", afirma.

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(Foto: Redação Veja rio)

Estar na primeira fila ganhou um significado ainda maior para a aniversariante Raquel Menezes, que hoje completa 13 anos e recebeu o ingresso de presente dos pais. "Na terça, meu pai avisou que no terno dele estava o dinheiro para comprar meu presente. Quando tirei os três convites do bolso, não aguentei de tanta felicidade", celebra Raquel, emocionada.

Marcelo D2, Jota Quest e Lenny Kravitz também tem seus fãs na fila A. Dona de um estúdio de tatuagem, Karla Nascimento veio do Grajaú e chegou aqui ao meio-dia. "Quero olhar o Lenny Kravitz no olho", emolga-se. As amigas Camila Leôncio, Thaís Veríssimo e Louise Gimenez também vieram cedo para segurar o lugar na grade: às 10h30 da manhã já aguardavam na fila. E afirmam, em coro, que a experiência vale o sacrifício de ficar quase doze horas sem sequer ir ao banheiro. "Não arredo o pé daqui até a Sharika se despedir", diz Thaís.

Fonte: VEJA RIO