COTIDIANO

Pedro Henrique de Cristo

O arquiteto deu mais vida ao Parque Sitiê, no alto do Morro do Vidigal, onde hoje mora, após fazer mestrado em Harvard e ganhar o reconhecimento da ONU

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Tomás Rangel
(Foto: Redação Veja rio)

Ele não gosta quando é chamado de administrador de empresas ? pois essa foi apenas sua formação inicial. Prefere ?arquiteto de políticas públicas?, mesmo que a expressão pareça definir alguém que esteja procurando galgar degraus na high society. Longe disso. Pedro Henrique de Cristo, hoje morador do Morro do Vidigal, nasceu há trinta anos na Paraíba. Está na favela porque ali é responsável por iniciativas que misturam arquitetura e ativismo social. Mestre em políticas públicas por Harvard, nos Estados Unidos, há alguns anos ele implementou em João Pessoa um projeto de preservação da água que foi elogiado até pelas Nações Unidas, e atualmente trabalha no Rio, dedicando-se à integração entre favela e asfalto por meio de planejamento urbano. Ajudou a consolidar, na comunidade onde mora, o Parque Sitiê, a primeira agrofloresta da cidade, merecendo um perfil na seção Carioca Nota Dez, publicada semanalmente em VEJA RIO desde abril. Numa eleição on-line realizada entre leitores e internautas, concorrendo com outros nomes que foram destaque na coluna, ele acabou se consagrando um dos ?cariocas do ano?. Mas sabe que glórias assim devem ser divididas. ?Gente como o Mauro Quintanilha, aqui do morro, e Lúcia Cabral, do Alemão, merece tanto quanto eu. Estamos todos na missão de fazer da cidade um lugar mais integrado e melhor para viver?, diz.

Fonte: VEJA RIO