COTIDIANO

Giovanna Antonelli

A atriz foi o principal destaque da novela Salve Jorge, combatendo o tráfico de mulheres na pele de uma bela delegada, com bordões que viraram mania na cidade

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Fernando Lemos
(Foto: Redação Veja rio)

Bastava Giovanna Antonelli aparecer na tela, interpretando a delegada Helô, para que três fenômenos acontecessem em sequência: a audiência de Salve Jorge imediatamente subia; seu figurino em cena passava a ser o assunto principal na Central de Atendimento ao Telespectador da Rede Globo; e, não raro, os acessórios e penduricalhos usados pela policial invadiam, no dia seguinte, o comércio das ruas do Saara, em versões populares. A novela de Glória Perez ? que tinha como pano de fundo o tráfico internacional de mulheres ? terminou em maio, mas o desempenho da atriz ainda está na lembrança coletiva. Sua personagem cortava palavras pela metade (como ?inacrê? e ?belê?), e a cidade as repete até hoje. A princípio, dona Helô não fazia parte do núcleo central do folhetim, mas acabou superando, em importância e permanência no vídeo, até mesmo protagonistas da história, tais como Nanda Costa, que vivia Morena. Desde que explodiu na televisão como a prostituta Capitu de Laços de Família, há treze anos, Giovanna coleciona atuações vigorosas, que também ficaram marcadas no imaginário popular, como a Jade de O Clone e a Anita Garibaldi de A Casa das Sete Mulheres. ?Tenho o privilégio de trabalhar com o que eu amo. Só tomo muito cuidado para não fazer tipos iguais?, a atriz explica, com aquele sorriso rasgado que lhe é característico.

Hoje com 37 anos, ela nasceu e foi criada no Leme. Adolescente, dividia-se entre o surfe, nas praias da Zona Sul, e o teatro. Aos 21 anos, mudou-se para a Barra da Tijuca, onde ainda reside, mantendo-se bem perto das ondas do mar. Mãe de três filhos, já foi casada com o ator Murilo Benício, com quem teve o menino Pietro, e há três anos ganhou as gêmeas Sofia e Antônia, frutos da união com o diretor Leonardo Nogueira. ?A maternidade me trouxe a sensação de estar de verdade em cada um dos lugares aonde vou?, conta Giovanna. Dividindo-se entre a tarefa de mãe e a profissão, ela já tem um papel engatilhado para o ano que vem: viverá pela terceira vez uma figura de destaque em trama do autor Manoel Carlos ? a novela Em Família, no ar a partir de fevereiro, também na Globo. ?As histórias do Maneco dizem muito sobre o amor e as relações humanas?, analisa a atriz. ?O texto dele é pronto para ser lido.? Giovanna será Clara, uma mulher que se descobre homossexual depois de casada ? no folhetim, com o personagem de Reynaldo Gianecchini. Quem tem dúvida de que mais um sucesso de interpretação está a caminho?

Fonte: VEJA RIO