COTIDIANO

Dom Orani

Liderar a Jornada Mundial da Juventude foi o grande momento do arcebispo, um paulista que está ficando cada vez mais com jeito de carioca

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Tomás Rangel
(Foto: Redação Veja rio)

Há cinco anos, dom Orani Tempesta, nascido na paulista São José do Rio Pardo, chegava ao Rio para assumir a arquidiocese da cidade. Esse curto período, no entanto, mostrou-se mais do que suficiente para que ele merecesse, por exemplo, as honrarias de cidadão fluminense e do município. Aos poucos também foi se tornando um rosto conhecido pelo carioca comum, especialmente entre os fiéis da Igreja Católica. Ele já foi visto, por exemplo, na Cidade do Samba, carregando uma imagem de São Sebastião, nosso padroeiro. Além disso, costuma acompanhar as tradicionais procissões de São Jorge, a cada abril. E em 2013, de tantas missões que teve, parece que atingiu o auge da popularidade. Dom Orani pode listar entre seus feitos recentes o início do processo de beatificação de Odetinha ? que deve vir a se tornar a primeira santa nascida no Rio ? e a recepção da viagem inaugural do papado de Francisco, na Jornada Mundial da Juventude, em julho. No ponto alto do evento, mais de 3 milhões de pessoas congregaram sua fé na orla de Copacabana. Naquela empreitada, viu-se obrigado a enfrentar intempéries, como chuva e lama, que na última hora forçaram algumas mudanças de planos e de palcos. Contornou os problemas. ?A Jornada é um marco na minha trajetória pessoal. Foi um privilégio receber o papa em nossa casa?, diz o arcebispo, com aquela fala tranquila dos eclesiásticos. ?O impacto na cidade revelou-se ainda maior, com o povo acolhendo os peregrinos em seu lar. A ideia do bem se espalhou pelas ruas, e o mundo viu o Rio com outros olhos, com olhos de paz?, ele analisa.

Fonte: VEJA RIO