COTIDIANO

Carlos Burle

Num mesmo dia ele salvou a parceira de surfe e pegou aquela que está para ser confirmada como a maior onda da história

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Tomás Rangel
(Foto: Redação Veja rio)

O ano de 2013 foi ótimo para Carlos Burle, mas de fato só vai acabar em abril de 2014, quando será divulgado o resultado de uma inspeção: será que a onda gigante que ele pegou em Nazaré, Portugal, foi mesmo a maior já dominada por um surfista? Enquanto espera a medição oficial (pode ter passado dos 30 metros de altura), feita por sofisticados programas de computador, ele vai curtindo a fama, repentina, por ter salvado no mar, naquele mesmo dia 28 de outubro, sua companheira de esporte Maya Gabeira, inconsciente após se chocar com um bump, espécie de degrau de água. Por momentos, Maya (filha do jornalista e ex-deputado federal Fernando Gabeira) sumiu do campo de visão dos colegas e do próprio Burle, que estava no comando da trupe, de jet ski. Ele conta que a arrebentação era fortíssima e as espumas, ?monstruosas?. Por isso a moça não teve como subir na garupa do veículo e, àquela altura, flutuava de cabeça para baixo sem respirar. ?Ali foi o alerta máximo?, relembra. Maya acabou sendo puxada, com uma corda, até a beira da praia. Quebrou a perna, mas já se recuperou.

Foi um susto e tanto, mesmo para um atleta acostumado à sensação de medo, cujo foco desde os anos 90 são as ondas gigantes. Atrás delas, Burle virou uma espécie de cidadão do mundo, passando quatro meses por ano no Havaí. Mantém vinte pranchas na ilha americana, outras vinte no Rio, algumas tantas na Europa, e também na Califórnia (em 2001 surfou uma gigante histórica em Mavericks), no Peru e até na África. Recifense, 46 anos, ele assina a operação de uma escola de surfe e stand up paddle na Barra, em parceria com a academia Body Tech. Indica a Prainha, Guaratiba e São Conrado para os brothers cariocas, e, quando perguntado sobre qual seria o melhor ponto do país para pegar onda, não pensa duas vezes: Saquarema, na Região dos Lagos.

Fonte: VEJA RIO