Histórias Cariocas

Pequeno Dicionário Amoroso volta aos cinemas 18 anos depois

Histórias e curiosidades sobre o Rio e seus habitantes

Por: Lula Branco Martins - Atualizado em

O Rio 18 anos depois

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Pequeno Dicionário Amoroso (Foto: Reprodução)
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Pequeno Dicionário Amoroso 2 (Foto: Reprodução)

A cidade é cenário, locação, paisagem principal, pano de fundo e, mais do que isso tudo, a protagonista de Pequeno Dicionário Amoroso 2, filme de Sandra Werneck que estreia no dia 10 de setembro, continuação do primeiro longa-metragem, homônimo, também dirigido por ela e lançado em 1997. Alguns atores são os mesmos, e estão no mesmo papel — ao lado, Andrea Beltrão em dois momentos: quase duas décadas atrás, na produção antiga, e agora, tendo nas duas fotos a Floresta da Tijuca ao fundo. O Rio está todo na tela. O reencontro de sua Luiza com Gabriel (vivido novamente por Daniel Dantas), por exemplo, dá-se no Cemitério São João Batista, em Botafogo. Se no primeiro filme o Parque Guinle, o CCBB e a Pista Cláudio Coutinho tinham destaque, agora é a vez de aparecerem na trama o Paço imperial, as Paineiras e até o bar Rio Scenarium (que não existia nos anos 90), no coração da Lapa.

Câmeras, grades e porteiros

Mais da metade dos casais cariocas com filhos, exatamente 51% deles, dizem sentir-se inseguros nos apartamentos e casas onde moram. É o que aponta uma pesquisa divulgada na semana passada pelo portal de anúncios de imóveis VivaReal. Quando questionados sobre o que consideram fundamental para ficar mais tranquilos em seu lar, os entrevistados lembraram de fatores como câmeras de vídeo na área externa, grade nas janelas e, no caso dos moradores de condomínios, porteiros que trabalhem dia e noite (confira ao lado). O estudo mostrou ainda que o que mais motiva a  procura por uma nova residência é o desejo de estar próximo de centros comerciais.

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Infográfico (Foto: Redação Veja Rio)

Um nó na cabeça

Não são forcas, e sim obras de um jovem artista plástico alemão, Michaël Sailstorf, intituladas Nós Como Nuvens, à mostra a partir do próximo sábado (5) na TRIO Bienal, exposição em que só vale arte contemporânea tridimensional. Serão 160 convidados, vindos de 44 países, num evento que vai ocupar locais como o Museu Histórico Nacional, no Centro, e o Instituto Europeu de Design (IED), na Urca. Este trio de aparentes cordas, na verdade peças de alumínio, estará no Memorial Getúlio Vargas, na Glória. É assim descrito pelos curadores: “Três obras que têm imobilidade capaz de pontuar as crises atávicas que o mundo enfrenta e a situação-limite em que a humanidade se encontra diante do fanatismo e da xenofobia”.

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Nós (Foto: Divulgação)

50 reais

É o preço de um jantar, com prato principal e sobremesa, no sofisticado restaurante Osteria dell’Angolo, em Ipanema, na terça (1º). Por que tão em conta? Porque será oferecido apenas aos participantes do próximo OsteRio, desta vez com debates sobre a influência de dois nomes que marcaram, na política, na economia e na cultura, o século XX no Rio: Vargas e Guinle. O tema será dividido entre o historiador Clóvis Bulcão, autor de Os Guinle: a História de uma Dinastia, e a socióloga Celina Vargas do Amaral Peixoto, fundadora do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, da Fundação Getulio Vargas, e ex-diretora do Arquivo Nacional. Para quem quiser somente assistir à conferência, a entrada custará 20 reais.

Casamento perverso

Lançado na quinta (27), Rio de Janeiro: Histórias de Vida e Morte, do antropólogo Luiz Eduardo Soares, traça um panorama da violência na cidade, com ação concentrada no fim da década de 90 do século XX e nos primeiros momentos do século XXI. Nessa época, Soares comandou a Segurança Pública tanto no Estado do Rio como em Brasília. No livro, ele fala, por exemplo, do traficante que o procurou pessoalmente na tentativa de deixar uma facção criminosa, e lembra fatos nos quais, em suas palavras, testemunhou o “casamento perverso entre o crime e a política”. Soares é coautor do best-seller Elite da Tropa, de 2006, que inspirou o filme com nome ao contrário.

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Rio de Janeiro: Histórias de Vida e Morte (Foto: Divulgação)

Fonte: VEJA RIO