DIVERSÃO

Onde dançar forró no Rio

Para os amantes do arrasta-pé, um roteiro com os melhores lugares para curtir um forró na cidade. Veja as casas do Rio onde dançar coladinho é a ordem

Por: Louise Peres - Atualizado em

rio-scenarium.jpg
(Foto: Redação Veja rio)

Aquele som gostoso que sai da sanfona percorreu um longo caminho até se tornar o que hoje conhecemos como forró. A partir dos anos 50 o termo, que designa um tipo de baile popular animado pela sanfona, passou a ser difundido para além do Nordeste nas vozes de Zé Dantas, Jackson do Pandeiro e o Rei do Baião, Luiz Gonzaga. Na década de 60, o ritmo acompanhou a expansão do país, com a inauguração de Brasília, e se espalhou pelos quatro cantos do nosso território. Dez anos depois, os bailes de forró setentistas configuravam uma espécie de resistência para a chamada música brasileira autêntica, revelando nomes como Dominguinhos, Trio Nordestino e Genival Lacerda. Depois de um período de marasmo (em parte devido à ascensão do rock da geração 80), o ritmo voltou a se expandir na década de 90, com a introdução de novos elementos - os teclados de Frank Aguiar e as letras melosas e divertidas de Mastruz com Leite, Magníficos e Calcinha Preta ? e, pouco depois, com o surgimento de uma nova safra: o chamado forró universitário, movimento que fez a juventude do país se render aos acordes da mistura de ritmos como o xaxado, o xamego, o xote e o baião, entre outros.

O boom passou, mas deixou no público o gosto pelo som da sanfona. Do forró pé de serra ao Xote dos Milagres do Falamansa, um dos principais representantes da geração 2000, o ritmo carimbou de vez seu passaporte nas casas noturnas Brasil afora. Prova disso é que, mais de dez anos depois, espaços tradicionais da cidade reservam pelo menos uma noite da semana para o arrasta-pé em seus calendários.

Selecionamos aqui cinco points forrozeiros no Rio, para você se planejar e dançar colado sempre que der vontade. Divirta-se!

Clube dos Democráticos

democraticos.jpg
(Foto: Redação Veja rio)

Toda quarta é o dia do ritmo no tradicional clube da Lapa. A partir das 22h, o forró pé de serra toma conta do salão.

Rua do Riachuelo 91, Lapa, tel. 2252-4611. Confira a programação em www.clubedosdemocraticos.com.br

Feira de São Cristóvão

feira-sao-cristovao.jpg
(Foto: Redação Veja rio)

Entre as delícias e artigos típicos, não poderia faltar o som do Nordeste no Centro de Tradições Nordestinas. Na programação fixa, toda quarta e quinta, das 10 às 15h rola o melhor do forró na Praça dos Repentistas. Aos finais de semana, o arrasta-pé come solto nos palcos João do Vale e Jackson do Pandeiro, dentro do projeto Forró da Feira.

Campo de São Cristóvão S/N, Pavilhão de São Cristóvão. Confira a programação atualizada em www.feiradesaocristovao.org.br

Gafieira Estudantina

Terça é dia de forró na tradicional casa carioca, aberta na década de 20. A atração é a banda Fulano de Quê?, responsável por mais uma animada noite do ritmo no Centro.

Praça Tiradentes, 79, Centro, tel. 2232-1149. Confira a programação atualizada em www.estudantinamusical.com.br

Rio Scenarium

Nas noites de sexta e sábado da casa, o forró tem vaga cativa. Lá pelas duas da manhã, quando as mesas já não ocupam mais o salão e a galera ferve na pista, o som do acordeon invade os salões. A cada semana, uma banda diferente toca a festa.

Rua do Lavradio, 20, Lapa, tel. 3147-9005. Confira a programação atualizada em www.rioscenarium.com.br

Fonte: VEJA RIO