EXPOSIÇÕES

Newton Rezende

Lupas são oferecidas para o exame de detalhes divertidos das criações, muitas delas retratando cenas urbanas

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

AVALIAÇÃO ✪✪✪✪

Jaime Acioli/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Na visita à mostra, a primeira sensação é de que se fez justiça. Artista hoje relegado ao esquecimento, o paulistano Newton Rezende (1912-1994) viveu seu auge entre os anos 60 e 80. Naquele período, distinguiu-se pela técnica única, aplicada em pinturas de notável riqueza cromática, repletas de pequenos detalhes e misturadas a colagens. Sob a curadoria de um fã, o editor Leonel Kaz, 93 expressivas criações, muitas delas retratando cenas urbanas, foram espalhadas por dois andares. Lupas são oferecidas para o exame de detalhes divertidos, como fotos, recortes de revista e alguns objetos colados nas telas. Uma das obras mais arrebatadoras do acervo é Noiva em Campo Santo (1970), óleo sobre madeira com colagens. Com 1,20 metro de largura, o trabalho traz em destaque a mulher em traje de casamento, personagem presente em outras criações, cercada de parentes e amigos de Rezende, bicicletas, marinheiros, relógios, figas, caveiras, figuras marinhas, gaiolas...

Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica. Rua Luís de Camões, 68, Centro, ☎ 2232-4213 e 2242-1012. Segunda a sexta, 12h às 20h; sábado, domingo e feriados, 11h às 17h. Grátis. Até 28 de julho.

Merchandising: publicitário de carreira, Rezende espalha inúmeras marcas, algumas hoje extintas, por suas criações

Fonte: VEJA RIO