NOVIDADE NO ACERVO

Museus do Rio recebem obras apreendidas pela Receita

Telas e tapeçarias apreendidas na alfandega em São Paulo são doados a importantes instuições cariocas

Por: Redação Veja Rio - Atualizado em

Luís Ribeiro, Rio de Janeiro - Baia de Guanabara, de 1899
Tela Rio de Janeiro - Baia de Guanabara (1899), de Luís Ribeiro, faz parte do acervo do Museus da República (Foto: Divulgação)

Museus cariocas receberam novas obras para suas reservas técnicas. As doações foram feitas ao Instituto Brasileiro de Museus, o Ibram, como previsto pela lei depois de apreensões Receita Federal na Alfândega do Aeroporto de Guarulhos e na Alfândega do Porto de Santos, ambas no estado de São Paulo. As obras estão passando por trabalho de documentação, conservação e pesquisa pelas equipes técnicas das instituições que as receberam. Ainda não foi divulgado quando elas serão expostas.

A pintura Mangueïrengruppe (grupo de mangueiras) do artista austríaco naturalista Joseph Selleny foi doada ao Museu Nacional de Belas Artes. O pintor esteve no país no século XI para retratar a paisagem nacional. Já o Museu da República a obra de Luís Ribeiro, Rio de Janeiro - Baia de Guanabara, de 1899, que apresenta uma cena marítima da então capital federal.

Para o Museu Imperial, em Petrópolis, foi destinada a obra Le Corcovade, de Henri Langerock, datada de 1880, com um retrato da cidade nos tempos do Império. Já o Museu Histórico Nacional foi a instituição que recebeu o maior número de obras: a tela O Martírio das Onze Mil Virgens, Escola Flamenca do século XVII, e as tapeçarias Noblemen in the Garden e uma tapeçaria em fio de lã.

Duas esculturas intituladas Negros Venezianos Suportando Resposteiros, representação artística de escravos do século 19, foram para o Museu da Abolição (PE).

Fonte: VEJA RIO