decoração

Lares verdes

A mostra Morar Mais por Menos traz ambientes com objetos reciclados

Por: Melissa Jannuzzi - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

Quando se fala em decoração sustentável, a primeira imagem que vem à cabeça é a de peças feitas com garrafas PET ou sucata ? invariavelmente feias e sem graça. Para acabarem com esse preconceito, os organizadores da mostra Morar Mais por Menos decidiram provar que é possível desenvolver projetos com objetos de apelo ecológico e, ao mesmo tempo, bonitos e funcionais. Entre 31 de agosto e 9 de outubro, estarão abertos à visitação na Pequena Cruzada, na Lagoa, 75 ambientes onde peças de design e móveis de madeira certificada são combinados a artefatos feitos com embalagens reutilizadas, sobras de plástico e borracha e objetos encontrados em caçambas de entulho. Uma mistura eclética como a que se vê na cozinha da foto acima, à esquerda, criada pelos arquitetos Marcelo Possionio e Bianca Gatto. Nela, cadeiras de Sérgio Rodrigues convivem com banquetas feitas de lata de óleo, lustres de roda de bicicleta e azulejos de plástico reutilizado. ?Além de reaproveitarem materiais, são soluções que criam ambientes com mais personalidade?, diz Possionio.

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(Foto: Redação Veja rio)

A proposta de usar materiais alternativos não é novidade na produção de móveis. Os irmãos Fernando e Humberto Campana tornaram-se célebres com criações como a cadeira Favela, feita de ripas de madeira, ou a mesa Tatoo, cujo tampo é formado por dezenas de tampas de ralo de plástico. Na loja Novo Desenho, no Museu de Arte Moderna (MAM), pelo menos vinte dos 100 designers que ali vendem seus produtos usam material reciclado. É possível encontrar bancos feitos de pneu, bijuterias de plástico reciclado e luminárias de casca de ovo. ?Como em diversas outras áreas, o uso racional de recursos é uma questão cada vez mais importante?, afirma Tulio Mariante, dono da Novo Desenho. ?E isso tem sido feito de forma cada vez mais criativa e profissional.? Um grande benefício para a natureza ? e também para as casas dos compradores.

Fonte: VEJA RIO