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Moradores do São Carlos queimam ônibus no Estácio

Em protesto contra morte de dois jovens, manifestantes atearam fogo em dois coletivos. Clima segue tenso na região

Por: Redação Veja Rio

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Moradores atearam fogo em ônibus (Foto: Reprodução TV Record)

A morte de quatro moradores no Morro de São Carlos, no Estácio, zona norte da cidade, levou um grupo de manifestantes da comunidade a protestar, ateando fogo em dois ônibus na Avenida Salvador de Sá e incendiando pneus nas imediações do Largo do Estácio, próximo a um dos acessos ao morro. 

Segundo informações dos moradores, dois dos quatro mortos – Rodrigo Marques Lourenço, de 27 anos, e Ramon Moura, de 22 – não tinham ligação com o tráfico de drogas e não estavam envolvidos em nenhum dos tiroteios que ocorreram na região central do Rio de Janeiro, desde a última sexta (8).

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Fumaça podia ser vista do elevado Paulo de Frontin (Foto: Rafael Cavalieri)

Moradores da comunidade desceram o morro munidos de paus e pedras, interditaram parcialmente a avenida e policiais do 4º Batalhão da Polícia Militar de São Cristóvão foram deslocados para a região. A confusão ocorreu por volta das 9h30 e a polícia na tentativa de conter os manifestantes atiraram bombas de efeito moral. Ainda não há informação de feridos. Dois carros da PM conseguiram furar o bloqueio e subiram o morro. 

A via chegou a ser interditada nos dois sentidos mas já foi liberada. O trânsito segue complicado na região. Os bombeiros ainda trabalham no combate ao fogo que atingiu a rede elétrica e prejudicou o sinal de internet na região. A Light informa que não houve interrupção de energia. 

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Fumaça podia ser vista do elevado Paulo de Frontin (Foto: Rafael Cavalieri)

A confusão envolvendo os morros da região central do Rio teve início na semana passada, quando traficantes do Morro da Fallet tentaram tomar os pontos de droga do Morro da Coroa, resultando na morte de quatro pessoas. No sábado (9) a polícia ocupou o acesso aos morros que ficam no entorno dos bairros de Santa Tereza, Catumbi e Estácio, reforçando o policiamento da região, que conta com três unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), o que não impediu novas trocas de tiros com mais dois mortos. Na segunda-feira (11), outras duas pessoas foram mortas na região. Segundo a polícia, desde a última sexta-feira chega a dez o número de pessoas mortas em meio a tiroteios. O clima continua tenso na região e o reforço no policiamento está sendo mantido.

*Com Agência Brasil

Fonte: VEJA RIO