Memória da Cidade

Antigo sanatório de Paquetá promove festa junina

Em fase mais aberta à participação da sociedade, o preventório infantil prepara um animado arraial com fantasias e comidas típicas no dia 13

Por: Lula Branco Martins

Portão do Preventório Dona Amélia
O portão principal, onde se atesta o convênio com a Liga Brasileira contra a Tuberculose (Foto: Divulgação)

Fundado pela Liga Brasileira contra a Tuberculose, em 24 de maio de 1927 (portanto, neste domingo completando 88 anos), o Preventório Dona Amélia, na Ilha de Paquetá, tinha como objetivo inicial isolar os filhos de portadores da doença, isso até a década de 40, quando houve a introdução de antibióticos nos tratamentos contra a tuberculose no Brasil. Hoje, a instituição atende crianças de famílias com dificuldades financeiras, em situação de risco ou vulnerabilidade social. Ocupa um terreno de quase 57 000 metros quadrados, numa localidade chamada Campo, a parte mais tranquila da ilha, em contraponto à região de maior comércio, a Ponte, onde desembarcam moradores e turistas. O preventório assiste 123 crianças, a maioria delas entre 4 e 11 anos, mas também muitas com 2 ou 3 anos apenas, que ali contam com creche em tempo integral. Perto das praias do Catimbau e da Covanca, a propriedade dispõe de extensa vegetação e estátuas em estilo grego espalhadas pelos jardins. Seus pavilhões principais datam do século XIX e já hospedaram figuras ilustres como o compositor Carlos Gomes, tendo servido também de moradia ao abolicionista Joaquim Nabuco. Outrora classificado como “sanatório infantil” (o velho nome permanece num dos portões), até 2004 funcionava como internato. A administração atual pretende “abrir” o preventório ao olhar e à participação da comunidade local. Sua tradicional festa junina, repleta de fantasias típicas, que movimenta o bairro inteiro, será no próximo dia 13. Programa-se ainda uma celebração para o Dia do Folclore, em 22 de agosto.

Outra entrada do Preventório Dona Amélia
Outra entrada, com a inscrição “sanatório”: o preventório quer mudar a imagem sisuda do passado (Foto: Divulgação)
Infográfico
(Foto: Redação Veja Rio)

 

Fonte: VEJA RIO