EDIÇÃO DA SEMANA

Memória da Cidade

Templo da música instrumental quer reviver a fase áurea da década de 80

Por: Lula Branco Martins - Atualizado em

divulgação
(Foto: Redação Veja rio)
divulgação
(Foto: Redação Veja rio)
divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

A ERA DO JAZZ

Boa notícia para quem gosta de solos, improvisos e jams. Dono da marca Jazzmania, o empresário Luis Antonio Cunha anuncia um minifestival, como nos velhos tempos: um mês inteiro de atrações, possivelmente recebendo convidados estrangeiros de primeira linha. Será um revival de luxo, ainda neste ano, juntando astros que brilharam no 2º andar daquele privilegiado espaço da Avenida Vieira Souto, no Arpoador ? do palco dá para ouvir o barulhinho das ondas do mar. Há trinta anos a casa era inaugurada, num local que antes abrigava o almoxarifado e o vestiário de funcionários do bar Barril 1800. Sua melhor fase foi entre 1985 e 1989, quando lá se apresentaram artistas do naipe de Chet Baker, Pat Metheny e Wayne Shorter. O lugar fechou nos anos 90, assim como os concorrentes diretos, pequenos ambientes dedicados à música instrumental, entre eles Rio Jazz Club, People e Mistura Fina. Hoje funciona ali o Studio RJ (também de Cunha, com programação a cargo do saxofonista Zé Nogueira), que há dois anos vem dedicando pelo menos uma noite na semana (terças) à saudade do Jazzmania, abrindo espaço para craques brasileiros: Leo Gandelman, Ricardo Silveira e Marcos Ariel, entre outros. Nos áureos tempos, esse pessoal volta e meia se via chamado às pressas, para acompanhar estrelas gringas em canjas-surpresa.

Quem ia ao Jazzmania nos bons tempos...

Chet Baker, Charlie Haden, Joe Pass, Ernie Watts, Pat Metheny, Wayne Shorter, Wynton Marsalis.

...e o time do Studio RJ

Tulipa Ruiz, Zé Renato, Cláudio Nucci, Duofel, Moacyr Luz, Gang do Eletro, O Terno, Marquinho OSócio.

Fonte: VEJA RIO