EXPOSIÇÕES

Manabu Mabe

A presença de telas iniciais doa rtista, de fins dos anos 40, é uma das curiosidades que justificam a visita à exposição Chove no Cafezal

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

AVALIAÇÃO ✪✪✪

Márcio Fischer/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Ao desembarcar no Brasil, em meados da década de 30, o japonês Manabu Mabe (1924-1997) tomou o rumo de muitos de seus conterrâneos naquela época: as fazendas de café no interior do estado de São Paulo, onde boa parte das levas de imigrantes encontrava trabalho. Ainda em Lins, cidade onde sua família se radicou, o interesse pela arte começou a falar mais alto. A presença de suas telas iniciais, de fins dos anos 40, é uma das curiosidades que justificam a visita à exposição Chove no Cafezal ? Mabe, da Figura à Abstração, em cartaz na Caixa Cultural, com curadoria de Enock Sacramento. Entre as trinta pinturas há uma bucólica paisagem de Lins, de 1949, com suas ruas de terra e uma igreja ao fundo. As obras mais antigas na exposição são de quatro anos antes: duas naturezas-mortas com frutas. Especialmente para quem não conhece a trajetória do artista, porém, o mais interessante é a oportunidade de conferir a evolução de sua produção ? no caminho indicado pelo nome da mostra. A partir da segunda metade dos anos 50, começam a aparecer imagens que evocam de maneira mais livre paisagens concretas, como um cafezal ou uma cidade. Progressivamente, entretanto, vão se impondo criações puramente visuais, caso de Vibração Momentânea, de 1955. Cinco desenhos completam o acervo.

Caixa Cultural ? Galeria 2. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, ☎ 3980-3815, ? Carioca. Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até domingo (8).

Fonte: VEJA RIO