SEGUNDO TURNO

Luiz Fernando Pezão e Marcelo Crivella se enfrentam em debate

Candidatos ao governo do Rio participaram do primeiro debate do segundo turno nesta quarta (8)

Por: Luna Vale e Thaís Meinicke - Atualizado em

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Marcelo Crivella e Luiza Fernando Pezão se enfrentam no primeiro debate do segundo turno das eleições (Foto: Lucas Landau)

Os dois candidatos que disputam o segundo turno da eleição para governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB), participaram de um debate promovido por VEJA, VEJA RIO, OAB/RJ e Universidade Estácio de Sá nesta quarta (8), às 11h. O confronto, que teve transmissão ao vivo pelo site www.veja.com.br, foi o primeiro encontro após a definição da próxima fase das eleições.

Nos primeiros dois blocos, além de fazer perguntas de tema livre entre si, os candidatos também responderam a duas questões feitas por convidados: o pastor Silas Malafaia, o cineasta José Padilha e o humorista Marcelo Madureira.

Na terceira etapa, Pezão e Crivella responderam a questionamentos feitos por representantes das instituições participantes do debate. O bloco foi finalizado com as considerações finais de cada candidato.

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Confira abaixo um compilado com as melhores falas do debate:

APOIO DE GAROTINHO

"Eu vou começar a te chamar de 'Crivellinho', porque essa sua mistura com o Garotinho faz com que você também dê esses dados equivocados", provocou Pezão.

“Política não se faz sozinho. O governador Garotinho teve 1,5 milhão de votos, então ele tem legitimidade. Ele não vai interferir no meu governo. O que ele me pediu não foram cargos, foi apenas para derrotar o Pezão, o que farei com muito gosto", rebateu Crivella.

RELAÇÕES COM A IGREJA

“Não tenho absolutamente nada a ver com as decisões da Igreja Universal. Vou a todas as igrejas, inclusive à sua. O caso é o seguinte: o pastor Silas Malafaia perdeu seu programa de rádio, como muitos outros perdem, isso é decisão da emissora. De maneira nenhuma vou permitir que o interesse público do meu estado seja sublevado por qualquer outro interesse. O que vai prevalecer é o interesse do povo", afirmou Marcelo Crivella em resposta ao pastor Silas Malafaia sobre o compromisso com seus “irmãos de fé”.

“Quem manda no governo sou eu, candidato Crivella! Não vou me sujeitar a ninguém, como você se sujeita ao seu tio, o bispo Edir Macedo, nos negócios da Igreja Universal do Reino de Deus!”, provocou Pezão.

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Pastor Silas Malafaia foi um dos convidados a fazer perguntas aos candidatos (Foto: Veja Rio)

EDUCAÇÃO

"A escola que vai o pobre não tem a mesma qualidade da escola que vai o rico. Precisamos fazer uma escola com a mesma qualidade", afirmou Marcelo Crivella em resposta à pergunta do cineasta José Padilha sobre o tema.

"Eu vou levar o estado ao primeiro lugar no ranking do IDEB. Vamos fazer mais cem escolas com horário integral no ano que vem", garantiu Luiz Fernando Pezão.

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GOVERNO CABRAL

“Me orgulho muito destes sete anos e nove meses que estamos a frente do estado. Sou candidato para manter essas conquistas. O Cabral apareceu no meu primeiro programa eleitoral me apresentando. Eu precisava ser conhecido. Não sou como o meu concorrente, que se candidata de dois em dois anos”, afirmou Pezão em resposta ao humorista Marcelo Madureira, que questionou o candidato sobre a ausência de Cabral em sua campanha eleitoral.

"O que me preocupa é o que está por trás do governo Pezão. Ele chegou onde chegou com um grupo que é o pior que temos no estado", provocou Crivella sobre o atual governo.

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Humorista Marcelo Madureira foi um dos convidados a questionar os candidatos (Foto: Veja Rio)

PROVOCAÇÕES

"O povo na rua diz que o pé do Pezão cresceu, porque ele é o “Penóquio”, provocou Crivella.

"O Garotinho já está no divã, o senhor vai acabar indo para o divã também se só ficar falando no Cabral. Vamos falar do futuro!", retrucou Pezão.

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HOMOFOBIA, REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL E PENA DE MORTE

"Sou contra redução da maioridade penal, sou contra a pena de morte e não existe povo menos homofóbico que o evangélico", afirmou Crivella em resposta à questão do presidente da OAB/RJ, Felipe Santa Cruz, sobre os temas polêmicos.

"Eu não discrimino raça, religião, direitos civis que avançaram no nosso estado com leis que foram aprovadas com unanimidade no STF, eu sigo religiosamente o que foi aprovado na Alerj e no congresso nacional", afirmou Pezão em resposta a Silas Malafaia sobre supostos “privilégios gays”. Na questão do presidente da OAB/RJ, ele comentou: “Sou contra a redução da maioridade penal e a pena de morte, mas sou a favor de punições mais duras para crimes hediondos”.

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Marcelo Crivella e Luiza Fernando Pezão se enfrentam no primeiro debate do segundo turno das eleições (Foto: Lucas Landau)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

"Eu quero ser governador para governadora todos, sem nenhuma discriminação racial, social, nenhuma intolerância. Quero levar o progresso a todo o estado, ensino profissionalizante a todos os jovens do estado, se beneficiar da menor taxa de desemprego, fazer o que fiz na minha cidade com a Clínica da Família, levar a paz como levamos a Caxias, no Batam, levar na Baixada, em Sãa Gonçalo, Niterói, formando mais policias. Quero agradecer a população do estado pelos votos", prometeu Pezão.

"Nós estamos entusiasmados: 40% aprovaram o Pezão e 60% desaprovaram. Vamos nos unir para derrotar esse partido que já está há muito tempo no poder. Nós queremos alternância de poder, é fundamental. Vamos fazer um governo honesto e capaz, o povo não vai me ver de guardanapos em Paris e também não vou fazer greve de fome. Vamos lutar o tempo todo pelo interesse do nosso estado. Não é votando em branco ou nulo que vamos construir um Rio de Janeiro melhor", garantiu o senador Marcelo Crivella.

BÔNUS

Até as mães dos candidatos viraram tema no debate:

"Eu vi a entrevista da sua mãe e até ela está querendo votar em mim. Eu acho que você também vai votar em mim, porque sabe que eu sou o melhor", provocou Luiz Fernando Pezão.

"Isso é mérito da equipe de marketing, te mostrar como um homem do interior, muito simples, isso comove as pessoas. Comoveu minha mãe também! 'Ele é um bom filho, um bom moço!' Eu disse, "mamãe, vamos orar por ele, não votar nele". Mas Pezão, se a sua mãe fosse candidata, eu votava nela!", defendeu-se Crivella.

Fonte: VEJA RIO