Memória da Cidade

Livro reúne curiosidades de personalidades de ipanema

Arpoador, Meu Amor retrata o famoso canto da Praia de Ipanema através de imagens novas e antigas, muita pesquisa e depoimentos de personagensdos dias de hoje

Por: Pedro Tinoco - Atualizado em

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Vista da pedra em 1920: paisagem pontuada pelas primeiras casas de Ipanema (Foto: Lopes – Arquivo George Ermakoff)

Carioca de Ipanema, a jornalista Beth Ritto dedicou quatro meses de trabalho a um charmoso recanto do bairro onde cresceu. O resultado é Arpoador, Meu Amor (ID Cultural; 149 págs.; 80 reais), livro que une perfis de curiosos personagens da região — a exemplo de Joel Rodrigues, que há catorze anos cuida da vegetação do Arpoador por conta própria — a preciosas informações históricas. Em suas pesquisas, a autora localizou, por exemplo, aquela que pode ser considerada a primeira “saidinha de banco” da história do Rio: em junho de 1896, Braz das Chagas, 76 anos, foi ao Centro sacar o dinheiro do pagamento de funcionários de uma obra tocada por seu filho no Arpoador. Voltou tarde para o canteiro de obras, onde também dormia, e à noite foi roubado e assassinado. São lembradas ainda histórias bem mais amenas, a exemplo das protagonizadas por pioneiros surfistas como Arduíno Colasanti (1936-2014), das regras para o banho de mar no começo do século XX (com horário definido por decreto e tudo) e das adoráveis crônicas do jornal Bei­ra-Mar, que circulou de 1922 a 1944 e cobria os agitos sociais da orla carioca. Arpoador, Meu Amor ganha lançamento oficial no dia 16 na Livraria Argumento.

Infográfico
(Foto: Paula Fabris)

 

Fonte: VEJA RIO