EDIÇÃO DA SEMANA

Histórias Cariocas

Por: Lula Branco Martins - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

LAGOA GANHA UM HOSTEL

Eis como ficará a sala de convivência do primeiro hostel da Lagoa Rodrigo de Freitas, que abre até novembro, com vista para o espelho-d?água, dois quartos de casal com banheiros privativos e sete acomodações coletivas. Fica perto do Clube Piraquê, num imóvel que por décadas abrigou uma renomada clínica pediátrica. Os donos são bastante jovens: Flávio Brazão, de 23 anos, e Bruna Marques, de 25 ? daí a leveza no design e a aposta em itens de sustentabilidade, como captação de água da chuva e reciclagem de lixo. Foi uma dupla de corretoras também arrojadas, as irmãs Fabiana e Renata, da Lachter, quem fechou o acordo de aluguel entre o médico Pedro Solberg e os sócios desse novo hostel, ainda sem nome definido, cuja proposta é oferecer mais conforto do que os albergues comuns.

10%

Vai diminuindo nessa porcentagem, a cada minuto que passa, a chance de sobrevivência de uma pessoa vítima de parada cardíaca sem o devido atendimento. Usando-se desfibriladores externos automáticos (os DEA), o risco de morrer cai bastante. Com a cidade recebendo um sem-número de turistas nas próximas semanas, a Sociedade de Cardiologia do Rio (Socerj) está preocupada e alerta para a falta de aparelhos em locais com circulação diária superior a 1?000 pessoas, como trens, aeroportos e shoppings. Anda na Câmara desde 2011, como tartaruga, um projeto de lei que torna obrigatória a presença dos DEA em lugares assim.

Foto: Tomás Rangel
(Foto: Redação Veja rio)

CASAIS EM FILA

Quarta-feira passada, 12 de junho, tarde sol no Rio e, para quem já ia esquecendo, aqui vai a lembrança: era o Dia dos Namorados. Inspirada pelo clima romântico, VEJA RIO fez naquela data um teste, como um "casal que deixa tudo para a última hora". Telefonamos para alguns dos mais sofisticados restaurantes da cidade, com o objetivo de reservar uma mesa para a mesma noite. Como era previsto, não fomos felizes ? e deparamos com números real­mente surpreendentes. Confira, a seguir, o tempo de espera e as filas. As ligações de nossa equipe foram feitas por volta das 17 horas daquele dia.

Fasano Al Mare (Ipanema) - Às 17h30, informaram que 150 casais já estavam cadastrados, torcendo por desistências.

Roberta Sudbrack (Jardim Botânico) - No início da tarde, no Facebook, a chef já falava em 200 pessoas na fila de espera.

Alloro (Copacabana) - Às 18h, disseram que haveria mesas só às 23h e trinta casais esperavam na fila por pratos como pente de cordeiro.

Cipriani (Copacabana) - A atendente revelou que desde 20 de maio já não havia vagas para o Dia dos Namorados.

Gero (Ipanema) - Só quem tinha ligado até domingo (9) conseguiu dois lugares entre os oitenta do sofisticado salão.

Oro (Jardim Botânico) - Cheio naquela noite. Mesmo assim, dez casais inscritos aguardariam o vaivém dos comensais.

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(Foto: Redação Veja rio)

TRAUMA NA PAREDE

A torcida uruguaia já reservou um cantinho no Rio para empurrar a Celeste Olímpica na Copa das Confederações. É o restaurante Gonzalo, no Leblon, que a partir deste domingo (16) terá uma novidade pendurada na parede: ganhou moldura caprichada e está virando quadro uma camisa retrô da seleção do Uruguai autografada no ano passado por Ghiggia ? o próprio, nosso carrasco no Maracanã em 1950. Com o número 7 atrás, ela não estará à venda. É só para olhar, lembrar e, no caso dos brasileiros, sofrer. Ali, entre uma parrilla e outra, veem-se também chuteiras antigas, bolas, flâmulas e cartões de arbitragem.

FERNANDO SEIXAS (drummond), TV Globo/Matheus Cabral (xuxa), ilustração vAnessa reyes
(Foto: Redação Veja rio)

FAVELAS COM NOME E SOBRENOME

Jornalista e escritor, Júlio Ludemir é um especialista em favelas. Já rodou mais de 100, criando e produzindo eventos como a Batalha do Passinho e a Festa Literária das UPPs ? que acaba de fechar parceria com a Flip, de Paraty. Ele conta que, em suas andanças, vem notando o surgimento de microbairros com nomes curiosos, às vezes improváveis. No Complexo do Jacarezinho, por exemplo, descobriu as comunidades Carlos Drummond de Andrade e Xuxa. Na Praça Seca, conheceu a localidade Bateau Mouche, que remete à triste lembrança do barco que afundou na Baía de Guanabara em 1988. Haja criatividade.

Fonte: VEJA RIO