EDIÇÃO DA SEMANA

Histórias Cariocas

Fatos e curiosidades sobre o Rio e seus habitantes

Por: Lula Branco Martins - Atualizado em

Antes do leilão

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(Foto: Redação Veja rio)

A Sotheby?s de Nova York colocará em leilão, em abril, uma série de peças da cultura judaica, da Idade Média aos tempos modernos -- acredita-se que será a mais significativa venda de itens da história do povo de Israel nos últimos quarenta anos. Colecionadores e pesquisadores cariocas terão uma oportunidade única de conhecê-los. Na terça (19), no Centro Midrash, no Leblon, Jennifer Roth, vice-presidente da casa nova-iorquina, fará uma palestra em que exibirá slides dos objetos da coleção Steinhardt e falará sobre a importância histórica de cada um deles. O da imagem acima, feito na Itália, no século XVIII, é um exemplar do Meguilat Esther, o manuscrito bíblico que fala da perseguição aos judeus na antiga Pérsia.

Memória da cidade

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(Foto: Redação Veja rio)

O Rio do fim do século XIX emerge em dezenas de imagens compiladas no livro Sabores de uma Cidade, recém-lançado pela Casa da Palavra, sobre a história da Confeitaria Colombo. Assinada por Antonio Edmilson Rodrigues e Renato Freire, a publicação revela detalhes das transformações por que passou, nos últimos 100 anos, o imóvel-sede do restaurante, na Rua Gonçalves Dias, no Centro. Em paralelo, mostra como a cidade também foi mudando. Na década de 10, viam-se cavalos na Avenida Central (hoje, Rio Branco). Copacabana, em 1925, só tinha casas em sua orla. E um dos registros mais preciosos é essa rara fotografia da Revolta da Armada, de 1893, quando marinheiros se rebelaram, na Baía de Guanabara, contra o presidente Floriano Peixoto. Nas últimas trinta páginas surgem as receitas da casa, com fotos de doces como o pingo de tocha e o quindim de camisola.

Reunião de celebridades mundiais

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(Foto: Redação Veja rio)

Bill Clinton e, muito provavelmente, também a atriz Angelina Jolie e Bill Gates, o magnata da Microsoft, estarão no Rio, em dezembro, na primeira vez em que a Clinton Global Initiative (CGI) se reunirá em um país da América Latina. A ONG do ex-presidente americano costuma juntar, além de artistas e empresários, chefes de estado para debater problemas que afetam o mundo inteiro, como saúde e educação. Todos têm o compromisso de sair do auditório com uma pauta de atitudes concretas a ser tomadas. Em sete anos, o instituto movimentou 70 bilhões de dólares, impactando a vida de 400 milhões de pessoas. Uma equipe de Clinton chega ao Rio no início do mês que vem, para planejar o evento, que deve acontecer no Copacabana Palace e na praia em frente.

Shopping à francesa

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(Foto: Redação Veja rio)

Ele se chama Pascal Maurice Kahan, nasceu em Aix-les-Bains, na região de Ródano-Alpes, tem 54 anos e há oito está radicado no Rio, mais especificamente em Laranjeiras. Tocando um velho realejo (?o único nesse estilo no Brasil?), o músico será uma das atrações do evento que começa na próxima terça-feira (19), no Shopping Leblon, com a chancela do Consulado da França. Durante uma semana, os corredores do estabelecimento comercial vão respirar cultura, arte e gastronomia daquele país. A decoração, por exemplo, será toda inspirada no filme Os Guarda-Chuvas do Amor, musical dirigido nos anos 60 por Jacques Demy. E, dentro do repertório de Pascal, serão ouvidos clássicos de Edith Piaf, Maurice Chevalier e Charles Aznavour, entre outros.

Um teatro no peito

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(Foto: Redação Veja rio)

O Municipal é o grande homenageado na próxima coleção de inverno da marca tijucana Afghan (com braços em Ipanema, Barra e Recreio). São t-shirts com as populares máscaras da comédia e do drama, ou que podem mostrar ainda a fachada da casa de espetáculos, os lustres e a águia folheada a ouro de seu telhado. A cartela de cores do lançamento também entrou na onda do universo teatral: tem o vermelho Julieta, o verde Hamlet e o chamado ?bege camarim?. Um dos modelos deve render polêmica. É o que estampa, em letras garrafais, aquela palavra que os atores costumam gritar, antes das apresentações, desejando boa sorte uns aos outros. Será que vai vender?

Fonte: VEJA RIO