EDIÇÃO DA SEMANA

Histórias Cariocas

Fatos e curiosidades sobre o Rio e seus habitantes

Por: Lula Branco Martins - Atualizado em

O fortão vem aí

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(Foto: Redação Veja rio)

Ele é fã do Carnaval do Rio. Lá longe, nos anos 70, quando era mais conhecido por ter sido mister Universo do que propriamente por qualquer atuação nos filmes de Hollywood, chegou a dividir o palco com mulatas em boates de turistas. Mas desta vez o ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger não estará entre nós em fevereiro. Ele virá só em abril, para divulgar um evento que vai reunir centenas de musculosos e musculosas no Centro de Convenções SulAmérica, na Praça Onze. É o Arnold Sports Festival, inédito na América Latina, que juntará o bom e velho fisiculturismo a disputas mais prosaicas, como um torneio para ver quem é o melhor atleta na arte de pular corda. Também haverá espaço (mas só entre as mulheres) para competições de pole dance. Dois sócios do ator estão chegando à cidade na segunda (28), acompanhados pelo espanhol Rafael Santoja, presidente da International Federation of BodyBuilding (IFBB), para azeitar os últimos detalhes da preparação dessa espécie de copa do mundo de fortões exibidos.

Um bolo que não solta as tiras

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(Foto: Redação Veja rio)

Você comeria um par de sandálias? Nesse caso, acredite, sim -- pois o bolo é de verdade, feito de ovos, farinha, manteiga, fermento, e foi premiado no mês passado em Birmingham, na Inglaterra. Ele representava o Rio no concurso NEC Cake International e conquistou a medalha de prata numa categoria em que era obrigatória a presença de características do país de origem. Por isso estão lá as Havaianas e o calçadão de Copacabana confeitados (a disputa foi vencida por uma iguaria inglesa sobre vikings e monstros). O concorrente nacional é obra da boleira tijucana Ana Elisa Salinas, que já fez doces para os filhos do casal Luciano Huck e Angélica, além de um megabolo para a festa de lançamento da novela Salve Jorge, com santo açucarado e tudo.

Enredo vintage

Ao navegar num site de camisas de times de futebol em estilo retrô, o designer Thiago Santos sacou que a mesma ideia poderia ser transportada para o universo das escolas de samba. Criou então a grife Momo?s, dedicada a enredos históricos (confira abaixo quatro opções). Foram produzidos vinte modelos, mas um deles está esgotado desde a semana passada: Ratos e Urubus, da Beija-Flor em 1989, que em breve voltará a ser vendido na fanpage www.facebook.com/usemomos.

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(Foto: Redação Veja rio)

Memória da cidade

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(Foto: Redação Veja rio)

Esta loja não existe mais. Aliás, parte da rua também veio abaixo. A foto de 1962 (repare no letreiro que os telefones tinham apenas seis algarismos) mostra o Cantinho Musical do Rocco, na Avenida Mem de Sá, Lapa, onde hoje fica a praça em frente à Sala Cecília Meireles. O imóvel foi demolido, mas a família proprietária reabriu o negócio em outros endereços e assim ele se expandiu e virou rede. Teve nomes como Trotta Discos e Discoteca São Francisco. Atualmente é a CD Centro. Pelé e Milton Nascimento já compraram discos lá. Os donos festejam o aumento da clientela após a abertura, há alguns meses, dentro da filial da Rua da Quitanda, de um bistrô com happy hour.

Ilhas em exposição

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(Foto: Redação Veja rio)

Uma mostra no Forte de Copacabana reunirá, a partir de quarta (30), cerca de 100 imagens inéditas do Arquipélago das Cagarras, distante 5 quilômetros de Ipanema, habitat de fragatas, atobás, pererecas raras e toda sorte de peixes e moluscos, além de 170 espécies de plantas. Na foto acima, o pesquisador Fernando Moraes salva da rede pirata um caranguejo de vida noturna, figurinha fácil no entorno das quatro ilhas principais: Palmas, Comprida, Cagarra e Redonda. Nenhum ser humano mora ali. E, como se trata de uma unidade de conservação marinha, visitantes não podem nem pernoitar, muito menos acampar.

Fonte: VEJA RIO