EDIÇÃO DA SEMANA

Histórias Cariocas

Fatos e curiosidades sobre o Rio e seus habitantes

Por: Lula Branco Martins - Atualizado em

Agora sem a fiel escudeira

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(Foto: Veja Rio)

A relação de Roberto Carlos com o Rio é marcada por três rituais que se repetem anualmente: o especial da Globo, a visita à Igreja de Santa Luzia (protetora dos olhos) todo dia 13 de dezembro e a entrevista que concede a jornalistas antes de embarcar no cruzeiro Emoções. Prevista para domingo (27), a coletiva tem provocado um corre-corre atrás de credenciais e deve juntar quase uma centena de profissionais no transatlântico Costa Favolosa, fundeado em plena Baía de Guanabara, a poucos metros do Píer Mauá. O cantor costuma levar suas manias para esses encontros. É regra, por exemplo, posar para fotos por dois minutos cravados no único momento em que fica à frente da mesa, de pé. Também está sempre ladeado pelo empresário Dody Sirena. O diferente agora é que, pela primeira vez desde 1978, não estará presente a fiel assessora de imprensa Ivone Kassu, que morreu em julho, aos 66 anos. Profissional competente de estilo linha-dura, ditava a liturgia do acontecimento. Sem ela, quem escolherá a dedo o repórter que terá a chance de falar ao microfone? Quem dirá o fatídico ?acabou?, decretando o fim dos trabalhos? Permanecerá o tom anódino ou haverá perguntas mais agudas? Veja ao lado como costumam ser as coletivas e algumas apostas sobre esse novo ciclo sem Kassu.

Empadinha fashion

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(Foto: Redação Veja rio)

Seria a nova linha de uniformes do Galatasaray, confeccionados para o time turco em paragens cariocas? Menos, menos. As cores são as mesmas, mas se trata apenas da roupa que os funcionários da Casa da Empada usarão a partir do mês que vem, nas 27 lojas da cidade, nos quiosques e até na areia. Esses trajes são o resultado de parceria com o Senai-Cetiqt e foram criados por Flávia Marinho, aluna do seu curso de moda. O toque fashion ficou por conta das grandes diagonais cruzando o peito. E também houve a preocupação de disfarçar o suor peculiar dos homens na camisa masculina, predominam cores escuras debaixo do braço.

Sapatilhas para dançar a noite toda

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(Foto: Redação Veja rio)

A moça chega à boate a fim de dançar, mas logo repara que seu sapato não foi feito exatamente para enfrentar uma noite inteira no salão. Uma nova solução para o drama vem sendo proposta, desde o início do mês, pela Miroir, na Lagoa. A casa adquiriu uma máquina italiana, parecida com as de refrigerante, mas que expele sapatilhas em vez de latas. Cada ficha custa 25 reais, e há lugar reservado na chapelaria para a cliente deixar temporariamente os calçados. As sapatilhas estão disponíveis em três tamanhos e podem ser levadas para casa. Em média, cinquenta pares vêm sendo comprados a cada sábado de pista cheia.

Barganha de luxo

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(Foto: Redação Veja rio)

Sidney Bondarovsky, ou SidBond, tem 59 anos, é engenheiro de telecomunicações e fotógrafo por hobbie. No mês passado, foi contratado pelo Caesar Park com um objetivo: o luxuoso hotel, na Avenida Vieira Souto, queria provar que do seu último andar dava para ver a árvore de Natal da Lagoa. Feito o trabalho, veio a hora do pagamento. Ele não quis dinheiro -- pediu para ficar um fim de semana hospedado ali. Toparam. E de lá fez outros cliques, como a foto acima, da noite de Ipanema. Uma mostra com suas panorâmicas da cidade está em cartaz no salão do Monumento a Estácio de Sá, na Glória.

Memória da cidade

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(Foto: Redação Veja rio)

Tirada da recepção do antigo Hotel Internacional do Silvestre, a foto mostra o casal Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes em 1942 (ao longe, vê-se o Pão de Açúcar). Eles vieram fugidos da guerra e moraram na cidade por sete anos. Maria Helena era franco-portuguesa e Arpad, húngaro. Cinquenta obras da pintora estão expostas no MAM, no Aterro, até 17 de fevereiro, algumas revelando o Rio de então. Foram trazidas pela Espírito Santo Cultura, associação que promove a integração artística entre Brasil e Portugal.

Fonte: VEJA RIO