EDIÇÃO DA SEMANA

Histórias Cariocas

Curiosidades e fatos inusitados sobre o Rio e seus habitantes

Por: Lula Branco Martins - Atualizado em

Pecinhas tão coloridas quanto o Rio

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(Foto: Redação Veja rio)

A marca de origem dinamarquesa Lego vai abrir, no início de dezembro, sua primeira filial no Rio. Será uma loja-conceito, tal como a pioneira paulistana, no Shopping Cidade Jardim. A unidade instalada no Rio Design Barra será toda colorida e terá espaço suficiente para deixar fluir a criatividade dos consumidores ? uma vez lá, todos estarão convidados a se sentar à chamada play table e fazer suas montagens. Fundado em 1932, o grupo Lego é líder mundial no segmento de jogos de encaixe e sobrevive estoicamente em um setor dominado por eletrônicos e produtos baratos feitos na China. As pecinhas de plástico, que chegaram aqui nos anos 80, são produzidas em 55 cores.

O Maracanã da malhação

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(Foto: Redação Veja rio)

Surgiu no início do mês, na Ilha do Governador, dentro do complexo Proquality, uma sala de musculação de 2?500 metros quadrados, com números extravagantes (veja o quadro), a começar pelas oitenta esteiras, uma bem juntinho da outra, como é praxe. O espaço, que vem chamando a atenção dos moradores do Jardim Guanabara, fez aumentar o movimento naquele que é (ou era) um dos bairros mais sossegados da região. A academia, aberta em 2009 com outro nome, cresceu tanto que hoje tem uma frequência média de 200 alunos por hora. Essa multidão de quase atletas dispõe de trinta aparelhos para medir a pressão cardiovascular, isso sem falar de uma avantajada sala de 300 metros quadrados para aulas coletivas. Mas agora ? ufa! ?, chega de números ? vamos suar.

Tem manga no salão

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(Foto: Redação Veja rio)

Acontece sempre nesta época, entre o meio e o fim de novembro: caem frutas, em porções generosas, da mangueira fincada no meio do salão do Mamma Jamma, no Jardim Botânico. A árvore de 12 metros fura o teto da pizzaria ? que ninguém pense que as mangas despencam nos clientes, mas sim no telhado. Sempre que ouvem o barulhinho típico, os funcionários do restaurante, ao melhor estilo Gabriela, sobem pelas telhas e recolhem exemplares maduros, usados num drinque oferecido apenas neste mês, o Mango Jamma. É tal a quantidade que às vezes isso gera problemas. Há algumas semanas surgiu uma infiltração: eram mangas tapando o ralo por onde a água da chuva deveria escoar.

Para os bons de mira

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(Foto: Redação Veja rio)

Depois de um banho de loja, o boliche reconquista os cariocas. Mas a guerra contra os pinos agora vem acompanhada de tecnologia apurada, boa gastronomia e outras brincadeiras, como sinuca e jogos eletrônicos. O casual bowling, conceito inventado, claro, pelos americanos, ganha verniz tropical no Striker, recém-aberto no BarraShopping. O espaço de 2?000 metros quadrados combina avanços como o material sintético das vinte pistas, testado pela Nasa, com a tradição das mesas de bilhar e comidinhas como a linguiça na cachaça. Para os jogadores de primeira viagem, mais mimos: todo dia se aplica óleo nas tábuas e as bolas são balanceadas a cada semana. As desculpas para não acertar o arremesso estão cada vez mais escassas.

Memória da cidade

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(Foto: Redação Veja rio)

A chegada das obras da Linha 4 do metrô a Ipanema e Leblon tem sido motivo de apreensão para moradores e comerciantes da região. No entanto, esta não é a primeira vez ? nem deve ser a última ? em que os bairros vivem sob o domínio das britadeiras. Em 1990, dois anos antes da Eco 92, a cidade iniciou a modernização do entorno das praias, o chamado Rio Orla, do Leme ao Recreio. Assim como no presente, a quebradeira de ruas, avenidas e áreas como o canteiro central da Vieira Souto trouxe muita dor de cabeça. No entanto, os benefícios são duradouros e deixaram ainda mais bela a paisagem, especialmente com a instalação de ciclovias e o fim dos trailers decrépitos. O mesmo vai acontecer agora.

Fonte: VEJA RIO