EDIÇÃO DA SEMANA

Histórias Cariocas

Fatos e curiosidades sobre o Rio de Janeiro

Por: Lula Branco Martins - Atualizado em

Álbum de família

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(Foto: Redação Veja rio)

Parecem judeus ortodoxos, e são mesmo ? só que, no caso, posando para um catálogo de moda. Com exceção da roupa das três meninas e dos itens da cultura judaica (como o quipá do pequeno Ariel e o chapelão do rabino Eliahu), todas as peças fazem parte da coleção de verão das marcas Eva, Reserva e Reserva Mini. A campanha, a ser lançada em setembro, conta com fotos dessa e de outras seis famílias cariocas, como os Tamborindeguy, das irmãs Narcisa e Alice. O clique à direita foi feito na sinagoga Beit Lubavitch, no Leblon. O clã Haber, que costuma passear em escadinha e com trajes sempre escuros, se destaca no bairro. São figuras simpáticas, facilmente reconhecíveis nas imediações da Rua General Venâncio Flores. Em tempo: a saia plissada de Mihal sai por 620 reais, e a camisa branca de seu marido está a 290.

Maracanã do samba

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(Foto: Redação Veja rio)

As escolas do Grupo Especial já estão escolhendo os sambas que vão cantar em 2013. Em julho definiram os temas e até outubro acontece o chamado ?corte?. É uma espécie de concurso de samba-enredo, que costuma reunir multidões e torcidas organizadas, empunhando bandeiras e cantando a plenos pulmões seu refrão favorito. Esses festivais são disputados nas quadras e, nesse quesito, uma boa surpresa é a nova sede da Mocidade. Fica pronta em setembro, na Avenida Brasil, em Padre Miguel. Pela grandiosidade (ao lado, a comparação com a quadra velha), ganhou o apelido de ?Maracanã do samba?, equiparando-se a outras quadras gigantes, como a da União da Ilha e a da Unidos de Vila Isabel.

Vai ao banco? Leve um clipe

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(Foto: Redação Veja rio)

Aconteceu dia desses num banco Itaú da Praia de Botafogo. Um correntista cheio de papeladas debaixo do braço pediu à gerente um grampeador emprestado. Como resposta, ouviu: ?Desculpe, não podemos mais usar grampeadores?. É que, há algumas semanas, numa agência do Centro, dois clientes discutiram feio e um deles teria usado o objeto para ferir o ?inimigo? ? não jogando na cara, como se imagina a princípio, mas tentando realmente grampear o braço do oponente, num caso que ganhou repercussão nos corredores. A medida não virou regra na empresa, mas funcionários vêm sendo instruídos a deixar o seu exemplar dentro da gaveta, em vez de em cima da mesa.

Memória da cidade

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(Foto: Redação Veja rio)

A semana passada iniciou-se com uma péssima notícia para os fãs de artes plásticas: na segunda (13), pegou fogo o apartamento do marchand romeno Jean Boghici, em Copacabana, destruindo parte de seu acervo. Imediatamente vem à lembrança o incêndio do Museu de Arte Moderna, no Aterro, em 1978 ? claro, de proporções muito maiores. Comparando-se as tragédias, surge um nome em comum: o uruguaio Torres García. No MAM, viraram cinza seis de seus quadros e agora, na cobertura do colecionador, lá se foi mais um. Apesar das perdas sofridas por Boghici, a organização da feira Art Rio (mês que vem no porto) confirmou, na última quarta (15), que, como na edição 2011, haverá um estande inteiro com obras de sua coleção.

China para iniciantes

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(Foto: Redação Veja rio)

Faculdades como a PUC, cursinhos (o mais conhecido é o OiChina) e até a Câmara de Comércio vêm oferecendo, nos últimos anos, aulas de mandarim. No semestre passado, a rede pública do ensino médio também se rendeu ao idioma, integrando-o ao currículo, como disciplina optativa. Pois chegou a vez dos bebês. O curso Dice, da Lagoa (há 32 anos ensinando inglês a nenéns), abriu vagas para pimpolhos a partir dos 6 meses de idade. As turmas terão entre oito e doze integrantes, com 180 minutos de treino por semana. Acima, um exemplo de como se escreve, na China, uma palavra simples, do universo infantil, como ?bola?. Pronuncia-se ?queiú-qiú?.

Fonte: VEJA RIO