EDIÇÃO DA SEMANA

Histórias Cariocas

Cinco curiosidades sobre o Rio de Janeiro

Por: Lula Branco Martins - Atualizado em

Reciclagem que não é fachada

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(Foto: Redação Veja rio)

O Copacabana Palace vai se tornando o hotel mais verde da cidade. Não na fachada, que mantém os históricos tons de branco e gelo, mas no que se refere à sustentabilidade. Lançou em 2009 um severo programa de gestão de resíduos e, hoje em dia, pode-se dizer que a maior parte do lixo do Copa já não toma o mau caminho dos aterros sanitários, e sim o da reciclagem. Veja os números à direita.

7?200 litros de óleo de cozinhasão reciclados por ano

48 toneladas de garrafas têm igual destino no mesmo período

4 piscinas como a do Copa seriam necessárias para abrigar as 350 toneladas que o hotel recicla anualmente

De Saigon para o Píer Mauá

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(Foto: Redação Veja rio)

Qual das três opções seria a correta? A) Este homem, dono de um cão chamado Carlos Lacerda, foi garçom do presidente Getúlio Vargas. B) Era dono de uma fábrica de charutos em Madureira, e chegou a ir a Havana conhecer Fidel Castro. C) Cozinheiro de um navio francês, ele conheceu Ho Chi Minh a bordo e apresentou ao futuro presidente do Vietnã do Norte os rituais do candomblé em terreiros cariocas. Nonsense por nonsense, a versão mais próxima da verdade é a terceira. Há alguns anos foi lançada nos Estados Unidos uma biografia do líder comunista, que relata como teria sido sua breve passagem pelo Rio, em 1911 - com 21 anos, ele faria parte da tripulação do barco. A diretora Cláudia Mattos correu atrás dessa história e descobriu a figura de Sebastião Luiz dos Santos, o Faca Cega, que até a morte jurou ter sido amigo de Minh. Está juntando lendas, boatos e documentos sobre o caso e vai transformá-lo em filme, um ?documentário ficcional? que deve começar a ser rodado em 2013.

Memórias da cidade

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(Foto: Redação Veja rio)

Lutas de boxe disputadas em ringues montados na Praia de Ipanema eram comuns no início dos anos 80. Esta imagem, de 1982, é um registro de Marcio RM, fotógrafo com passagem pelos principais jornais e revistas do Rio e de São Paulo. Neste sábado (2), ele comemora trinta anos de carreira na Casa Amarela, em Santa Teresa, com uma exposição sobre religiosidade. Aproveita para lançar também o seu site oficial, que junta centenas de fotos, muitas sobre competições esportivas - além dos boxeadores de beira-mar, Marcio clicou corridas de caiaque e partidas de futebol americano realizadas no bairro. Na página eletrônica pode ser visto ainda um de seus trabalhos mais conhecidos, a cobertura dos comícios da Candelária em 1984, pelas eleições diretas.

Ordem-unida no casamento

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(Foto: Redação Veja rio)

Cerimonialista dos mais requisitados da cidade, Roberto Cohen está lançando RSVP: Realizar Sonhos, Verdadeira Paixão, pela Editora 3R. São quase 2 quilos de livro, com 300 páginas ilustradas com fotos de casamentos e festas de debutantes. Desde os anos 80 assinando decoração e estilo de bodas das altas-rodas cariocas, ele reservou duas dezenas de páginas para apontar o que é e o que não é correto nos cortejos religiosos. Uma das dúvidas mais frequentes é a ordem dos convidados na hora da saída da igreja (confira ao lado). É gafe comum, por exemplo, colocar daminha e pajem à frente do casal. E muita gente também acaba invertendo a posição de homens e mulheres na fila.

Doces mulheres

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(Foto: Redação Veja rio)

No mês em que se festeja o Dia dos Namorados, a loja de vinhos (e bistrô) Grand Cru Barra presta homenagem a um dos maiores conquistadores que o Rio já viu em ação: dom Pedro I. O imperador, suas mulheres e suas amantes são o tema de um evento gastronômico (no dia 27) com direito a consultoria histórica e palestra, a cargo da pesquisadora Ana Roldão. O menu é inspirado em receitas do século XIX, com releituras de pratos daquela época, sendo que as sobremesas ganharam o nome de mulheres que marcaram a vida do príncipe. Na foto aparece um doce de maçã com amêndoas e creme de nata ? mas pode chamá-lo de docinho Amélia Augusta Eugênia Napoleona de Beauharnais, a segunda esposa do monarca.

Fonte: VEJA RIO