EDIÇÃO DA SEMANA

Histórias Cariocas

Por: Lula Branco Martins - Atualizado em

A loja virou teatro

Rodrigo Rodrigues Castro
(Foto: Redação Veja rio)

A peça estreou em março, e anda fazendo tanto sucesso que precisou prorrogar a temporada ? vai até domingo que vem, dia 15. De Repente, espetáculo de cordel montado numa área ínfima em um lugar que é misto de loja de surfwear com espaço de arte, tem levado à Galeria River, no Arpoador, gente como Maria Gadú, Bruno Ferrari e Paloma Duarte. O palco de 8 metros quadrados abriga apenas dois atores, e a violonista fica fora de cena, num canto, escondida entre os badulaques espalhados pela sala. Confira, abaixo, alguns detalhes de sua amalucada decoração, que disputa com os versos rimados a atenção dos espectadores.

Simples, quase ingênuo

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(Foto: Redação Veja rio)

Com poucos traços, e em preto-e-branco, assim é o novo logotipo do Museu Internacional de Arte Naïf, no Cosme Velho, criado pela Dupla Design, dos sócios Ney Valle e Cláudia Gamboa, mesmo escritório que em 2007 bolou a marca dos Jogos Pan-americanos. Interditado há cinco anos, o MIAN anuncia que deve reabrir suas portas até o mês que vem, após o conserto do telhado do casarão, erguido no início do século passado. Os artistas gráficos que venceram a concorrência explicam o símbolo: ele foi pensado dessa forma para contrastar com a explosão de cores típica da arte ingênua, e acertou em cheio quem percebeu a referência ao Pão de Açúcar na letra M.

Belezas saídas do freezer

Renan Cepeda
(Foto: Redação Veja rio)

Árvores prateadas balançam ao vento, no Aterro do Flamengo, sob um céu negro de dar medo. Ao longe passeiam ciclistas, sem medo da chuva ? até porque nenhum temporal caiu, tudo não passa de truque. O registro é de Renan Cepeda, figura carimbada de Santa Teresa, nascido e criado no bairro, hoje diretor de bateria dos Carmelitas, craque no tamborim e na arte da manipulação de negativos. Para chegar ao resultado, usou um filme infravermelho, comprado em 1997, e que durante esse tempo todo permaneceu congelado no freezer. Esta e outras quinze paisagens cariocas feitas (e refeitas) pela ótica do fotógrafo estarão na mostra Daqui se Vê, a partir de quinta (12) na galeria Tramas, no Shopping Cassino Atlântico, em Copacabana.

Uma questão de pele

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(Foto: Redação Veja rio)

Além do uso obrigatório de capacete e de muita atenção às normas básicas de segurança, surge agora uma novidade na rotina dos trabalhadores do porto: o protetor solar. Nos últimos meses os operários da Triunfo, que diariamente lidam com o vaivém da carga pesada dos navios, horas a fio ao ar livre, participaram de palestras e receberam instruções sobre como cuidar da pele. A empresa de logística portuária firmou parceria com a Icobel, fábrica de itens de beleza, e vem distribuindo sachês com o produto aos funcionários. Preocupados com manchas, envelhecimento precoce e câncer, eles aprovaram a iniciativa e fazem fila para pegar o seu.

Memória da cidade

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(Foto: Redação Veja rio)

Os três têm em comum o estilo, a elegância, o nó das gravatas ? e o nome: se chamam Luiz Severiano Ribeiro, palavras que são sinônimo de cinema no Rio. Tudo começou na década de 20, quando o patriarca abriu, em Copacabana, o Atlântico (que viraria Ritz). Hoje o menino da foto, LSR Neto, está com 62 anos, presidindo um império de 79 salas, líder também no mercado de distribuição de filmes. Tem um filho chamado Luiz Severiano Ribeiro (administrador, 33 anos) e um de seus netos (3 anos) ganhou a mesma graça. Na semana passada o clã se reuniu para não deixar passar em branco o que seria o 100º aniversário de LSR Júnior, à direita na imagem.

Fonte: VEJA RIO