EDIÇÃO DA SEMANA

Histórias Cariocas

Por: Lula Branco Martins - Atualizado em

No celular, um Rio com novas cores

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(Foto: Redação Veja rio)

Nos anos 90, quando a iconografia digital vivia sua pré-história no país, os fotógrafos Milton Montenegro e Marcia Ramalho resolveram desbravar variadas técnicas de manipulação de imagens. Agora, encantados com iPhones e tablets, seguem na linha do pioneirismo. Após um ano pesquisando efeitos visuais e combinações de logaritmos, criaram um aplicativo que, tal qual um photoshop instantâneo, melhora os registros feitos com celular: o filtro produz efeitos na textura, no contraste e na saturação de cores. Para divulgar a novidade, a dupla lançou um e-book que traz 100 fotos tiradas com telefone móvel equipado com o aplicativo ­­- como trechos da orla e do relevo do Rio. Graças à invenção, Montenegro vai palestrar em um evento que reunirá profissionais que desenvolvem produtos para a Apple, no dia 9, em São Paulo.

Internautas descamisados

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(Foto: Redação Veja rio)

Tinha, mas acabou. O movimento Rio Eu Amo Eu Cuido lançou, na semana do Natal, uma plataforma para doações on-line, e quem ofereceu valores acima de 70 reais recebeu em troca um kit com buttons e camisetas da campanha. Mas foram tantos os internautas participantes que o estoque minguou, com mais de 400 unidades sendo entregues pelos quatro cantos da cidade. O grupo já encomendou mais peças - a expectativa é que cheguem até quinta (5) - e informa que em breve voltará à rede a ferramenta de doação digital. Criado em 2010, o Rio Eu Amo... clama por mais gentileza, para que todos joguem lixo na lixeira, que se mantenham os cruzamentos livres, as praias limpas, ou seja, atos singelos que fazem a maior diferença.

Começo de arromba

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(Foto: Redação Veja rio)

O jogador Adriano adicionou mais uma trapalhada à sua já extensa coleção de encrencas com a lei: na madrugada de sábado (24), uma das quatro mulheres que o acompanhavam em seu BMW foi atingida por um tiro disparado dentro do carro. Mas onde tão espevitado grupo estava antes de se meter nessa confusão? No recém-aberto Barra Music. Ali, em meio a uma decoração coruscante e um palco gigantesco, rolam, a cada noite, funk e pagode para algo em torno de 6?500 pessoas, entre futebolistas endinheirados, toda sorte de playboys e as chamadas popozudas. Novo na cena musical do Rio, o lugar já ganhou fama entre os cariocas. O próprio Imperador voltou à casa na noite de segunda (26) para conferir o show do cantor Belo com o grupo Pixote.

Letrinhas que dão uma bossa

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(Foto: Redação Veja rio)

Com estreia marcada para o feriado de 20 de janeiro, dia de São Sebastião, A Música segundo Tom Jobim é um filme sem diálogos que pretende mostrar o universo do grande compositor tão somente através de suas obras, interpretadas na tela por um variado naipe de artistas, como Caetano Veloso, Ella Fitzgerald e Fernanda Takai. De algumas canções são exibidas as partituras originais. Aqui reproduzimos a de Incerteza, a primeira música de Tom a ser gravada, em 1953. Repare no canto direito a assinatura cifrada dos autores. ACJ é fácil, vem de Antônio Carlos Jobim. E o NFM, menos famoso, corresponde a Newton Ferreira de Mendonça, amigo de adolescência e parceiro nos clássicos Desafinado e Samba de Uma Nota Só. O longa foi dirigido por Nelson Pereira dos Santos e Dora Jobim, neta do homenageado.

Cômoda assinada

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(Foto: Redação Veja rio)

Em novembro, esteve em cartaz no bar Londra, do Hotel Fasano, uma exposição de telas do artista plástico Jhonatan Bragança. Para dar uma graça ao ambiente de entrada, ele pediu emprestado à loja de decoração Oficina Inglesa, do Leblon, um móvel francês de 8?000 reais. Pois bem. Eis que Jarbas Alves, dono do estabelecimento, visitou a mostra e se encantou com o visual que a cômoda ganhou depois das intervenções de Jhonatan (vaso, castiçais e um quadro verde servindo de pano de fundo). Resultado: desde a semana passada, essa nova versão da peça vem enfeitando a vitrine da Oficina e de lá não sairá até o fim de janeiro, a menos, claro, que seja vendida.

Memória carioca

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(Foto: Redação Veja rio)

Na foto de 1978, revela-se uma Avenida Rio Branco debaixo d?água - mas parece que a chuva não impediu a alegria dos blocos que ali desfilavam. A via, uma das principais do Centro, está incluída no roteiro do passeio de ônibus que o pesquisador Luís Carlos Magalhães vai proporcionar aos alunos do curso Uma Viagem pela História e pelos Redutos do Samba, programado para o fim de janeiro na Faculdade Hélio Alonso, em Botafogo. Lugares como a Praça Onze de tantos carnavais e o Cafofo da Tia Surica, em Oswaldo Cruz (com direito a almoço comemorativo do fim das aulas), também farão parte do tour.

Fonte: VEJA RIO