EDIÇÃO DA SEMANA

Histórias Cariocas

Por: Lula Branco Martins - Atualizado em

Arte que sobe pelas paredes

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(Foto: Redação Veja rio)

Você adora o desenho daquela camiseta velha, mas eis que ela está ficando surrada, encardida, sem condição de uso. O que fazer? Transporte a estampa para a parede mais próxima e nunca mais se afaste dela. É a proposta do estilista Gustavo Vasques, craque em uma técnica ? que vem fazendo sucesso em cidades como Paris e Londres ? chamada wheat-pasting, um tipo de impressão de gravuras em superfícies lisas. Com ateliê recém-aberto na Barra, ele se especializou em levar para divisórias, muros e qualquer base plana personagens do universo dos quadrinhos, como misteriosas heroínas e mal-encarados animais. Seu método é copiar e ampliar a ilustração em preto e branco no computador e depois aplicar as cores, a mão, com tinta. Trabalhos de Gustavo estarão à mostra em variados ambientes, colunas e pilastras da Babilônia Feira Hype, atração deste fim de semana e do próximo no Jockey Club

Rio, capital do break

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(Foto: Redação Veja rio)

O Rio será palco, no ano que vem, da final do maior campeonato de breakdance do mundo, o Red Bull BC One. A decisão do torneio de 2011 aconteceu no mês passado em Moscou (a foto acima é no Circo Nikulín). Por aqui, a sede do evento ainda não foi definida, mas a data está fechada: será no dia 24 de novembro. A competição juntará os dezesseis melhores b-boys do ranking, que se enfrentarão em batalhas de dança no esquema de mata-mata. É a primeira vez que uma cidade brasileira vai sediar a finalíssima (no ano passado, em Salvador, houve uma etapa para definir os melhores da América Latina). O Brasil já teve um campeão na modalidade ? Neguin, de Cascavel, Paraná, vencedor em 2010.

Memória da cidade

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(Foto: Redação Veja rio)

O Café Papagaio, vizinho da Confeitaria Colombo, no Centro, era ponto de encontro de intelectuais cariocas na primeira década do século XX. Tinha esse nome por causa da ave que mexia com as moças que passavam ali, e que não poupava nem o elegante historiador Luiz Edmundo (de pé, o terceiro da esquerda para a direita), autor de O Rio de Janeiro no Tempo dos Vice-Reis. A foto, que está num dos novos volumes da coleção Essencial, da Academia Brasileira de Letras, com informações sobre a obra dos imortais, revela também o poeta Olavo Bilac ? de óculos, ao fundo. O perfil de Edmundo é assinado pela pesquisadora Maria Inez Turazzi.

Palhaçadas do bem

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(Foto: Redação Veja rio)

Esses palhaços que pulam de alegria em um heliponto da Floresta da Tijuca, com o Cristo ao fundo, atendem pelos nomes de Ricardo Gadelha (o Protocolo), Kadu Garcia (o Provisório) e Flávia Reis (a Nena). Formam o grupo Roda Gigante, que há três anos se apresenta em casas de saúde, procurando levar um pouco de riso e descontração a pacientes de hospitais como Salgado Filho e Pedro Ernesto. Na próxima quarta-feira (14), eles encenam no Sesc Ginástico, no Centro, o espetáculo O Sentido da Vida, no qual mostram suas técnicas. No repertório tem Titãs, Cazuza e uma pérola da banda Casseta & Planeta da década de 80, que se encaixou muito bem no trabalho do trio: o axé Mitocôndria.

Um boneco em festa

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(Foto: Redação Veja rio)

Tudo começou em dezembro de 1981. Na simpática casa de número 5 da Rua José Roberto Macedo Soares, no Baixo Gávea, nascia o Guimas, restaurante que deu crias na cidade (filiais em São Conrado, na Barra e em Ipanema, todas com vida curta) e que neste fim de semana comemora trinta anos em grande estilo. Dará de brinde para clientes antigos miniaturas do garçom de madeira, apelidado Tadeu, que a partir de 1986 passou a decorar suas fachadas. Uma das marcas da casa, cujo nome junta o ?Gui? de Guimarães e o ?Mas? de Mascarenhas, das famílias fundadoras, é deixar giz na mesa, para o cliente passar o tempo desenhando nas toalhas, enquanto espera os pratos ficarem prontos.

Fonte: VEJA RIO