EDIÇÃO DA SEMANA

Histórias Cariocas

Fatos e curiosidades sobre o Rio e seus habitantes

Por: Lula Branco Martins - Atualizado em

ECOS DA "ERA DO PICHE"

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(Foto: Redação Veja rio)

Aos poucos foram chegando mais e mais pedidos de lojas e de livreiros. A Editora Record percebeu o burburinho e está aumentando a distribuição de exemplares de Eu Não Sou Cachorro, Não, de Paulo Cesar de Araújo ? jornalista e historiador que, desde o mês passado, se encontra no centro da polêmica sobre biografias não autorizadas, autor também do proibido Roberto Carlos em Detalhes. Trata-se de um livro sobre MPB e música brega, lançado em 2002, que destaca a censura aos cantores cafonas durante o regime militar. A obra voltou a ser comentada porque em suas páginas (precisamente na página 179) aparece transcrita uma declaração de Chico Buarque, publicada na Última Hora-SP em 28 de junho de 1970 e questionada pelo compositor em artigo divulgado recentemente na imprensa. Chico nega que tenha concedido entrevista àquele jornal na época e que "seria impossível" ter criticado os colegas Caetano Veloso e Gilberto Gil, então exilados. No décimo capítulo, o pesquisador junta as frases de Chico Buarque a outros exemplos, com o objetivo de explicar o que classifica como a "era do piche": bem antes do tempo do politicamente correto ? hoje todos costumam pisar em ovos ?, nos anos 60 e 70 era comum, como mostra Araújo, que os artistas falassem muito mal uns dos outros, digladiando-se publicamente. Confira abaixo algumas grosserias e rasteiras típicas daquele tempo, todas elas citadas no livro em questão.

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(Foto: Redação Veja rio)

Metrô pintado

Morra de inveja, Linha 1. Na próxima quinta-feira (7), a prefeitura vai lançar, através do Instituto EixoRio, as bases de um projeto para dar um banho de loja nos muros que margeiam os 40 quilômetros entre São Cristóvão e Pavuna, a Linha 2 do metrô. Manifestações artísticas como grafite, escultura e fotografia vão compor "a maior galeria do mundo", como vem sendo chamada a iniciativa.

CIDADE COLORIDA

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(Foto: Redação Veja rio)

O contraste das nuvens com este céu de um azul límpido e forte entrega, logo à primeira olhadela, que a árvore, o Pão de Açúcar e todo o resto passaram pelos poderosos filtros do Instagram. O clique de Beto Pestana faz parte do documentário fotográfico Rio 365, que ficou um ano recebendo imagens de 6 000 participantes da rede social. Duzentos deles foram escolhidos e estarão no dia 29 no Centro Cultural Light, lançando um catálogo com as melhores fotos.

Bom papel

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(Foto: Redação Veja rio)

O Dia Mundial do Origami é 11 de novembro, e as festividades já começaram.

A arte milenar japonesa ganhou destaque, nas últimas semanas, em estabelecimentos como o restaurante Origami (Gávea e Leblon). Quem pedir pratos que levem o nome da casa ganhará dobraduras de papel feitas pelo mestre Yukio Hatano. Ele tem uma história curiosa. Chegou ao Rio em 1972, num navio de imigrantes, fez família aqui e, com a crise brasileira de 1992, acabou voltando para a Ásia. Mas está de novo entre nós, desde o ano passado ? a saudade dos filhos ele não conseguiu dobrar.

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(Foto: Redação Veja rio)

Fonte: VEJA RIO