DIVERSÃO

Em algum lugar do passado

Sites se dedicam a resgatar o passado do Rio com fotos raras e histórias de épocas saudosas, como o Píer de Ipanema nos anos 70 e os dourados anos 50

Por: Ernesto Neves - Atualizado em

Reprodução internet
(Foto: Redação Veja rio)

Capital do melhor e do pior do Brasil, cidade mais bonita do mundo, epicentro da cultura popular do país. Ao longo de sua existência, o Rio colecionou títulos que ajudam a explicar como a cidade tornou-se um ícone de beleza e problemas urbanos, fotografada por moradores e visitantes extasiados com paisagens deslumbrantes e profusão manifestações populares. Pode-se dizer que a paixão por fotografar a cidade começou em 1839, quando desembarcou por aqui o abade Louis Compte. Na bagagem, um dos primeiros modelos de máquina fotográfica, que encantaria a nobreza carioca. Segundo historiadores, seria a primeira máquina a chegar à América do Sul. A paixão pela arte de fotografar encantou especialmente D. Pedro II. Entusiasta da cultura, colecionou nada menos que 25.000 imagens feitas ao longo de sua vida, que foram doadas à Biblioteca Nacional em 1889, quando o Imperador foi destituído e rumou para a Europa em exílio.

A paixão de fotografar a cidade espalhou-se ao longo do século XX, quando fotógrafos oficiais documentavam a expansão para a Zona Sul, a chegada de imigrantes e a efervescência da capital republicana. Entre os mais conhecidos está Augusto Malta (1864-1857). Foram 93 anos retratando mudanças como a demolição do Morro do Castelo, a inauguração da Avenida Rio Branco e o Centenário da Indepência. Até hoje, seus preciosos registros se espalham por sites e blogs dedicados ao passado e rendem comentários saudosos de um tempo que o Rio mais parecia uma cidade de interior. Para conhecer um pouco mais sobre o passado carioca, listamos dez sites que se dedicam a resgatar a gloriosa história da cidade.

Píer de Ipanema (www.pierdeipanema.com.br e perfil no Facebook). Especializado em fotos de Ipanema nos anos 70, quando o bairro abrigou um píer usado para a construção do emissário submarino. Nas proximidades do posto 9, reuniam-se jovens, hippies, surfistas e artistas em busca de liberdade.

Rio de Fotos (fotolog.terra.com.br/nder:2313). Na postagem mais atual do fotolog pode-se voltar à orla dos anos 30 40. Ainda com poucos prédios na paisagem, o glamour ficava por conta do hotel Copacabana Palace.

Voando para o Rio (fotolog.terra.com.br/jban). Neste aqui, o Rio de cem anos atrás é visto através de imagens aéreas, feitas tanto de aviões quanto de zeppellins, os balões dirigíveis.

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(Foto: Redação Veja rio)

Rio de outros janeiros (riodeoutrosjaneiros.blogspot.com.br). Criado pelo carioca Henrique Gomes, traz o rico acervo de fotos e vídeos feitos pelo pai e o avô nas décadas de 30 e 40. Entre as relíquias, torneios do colégio São Bento em 1938 e um dia de sol na praia de Copacabana nos anos 40.

Zona Norte (fotolog.terra.com.br/znorte:698). Ainda cercada de chácaras e fazendas, a região carioca é retratada neste fotolog. Os últimos posts mostram uma bucólica Cascadura em 1930 e bondes circulando pela Tijuca em 1912.

O Rio de Antigamente (oriodeantigamente.blogspot.com.br). Textos trazem informações interessantes sobre as fotos mostradas neste site. Há ainda vídeos, como o que mostra bondes circulando em Santa Teresa nos anos 70. Foram produzidos pela Railways and Power, extinta empresa responsável pelos veículos elétricos.

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(Foto: Redação Veja rio)

Foi um Rio que Passou (www.rioquepassou.com.br/). Entrar no endereço online é uma verdadeira aula de história. Na postagem feita nesta quarta (27), o internauta pode conhecer a Rua João Caetano. Destruída pelas reformas urbanas realizadas ao longo do século XX, ficava na Cidade Nova e contava com a estrutura privilegiada para aqueles tempos, como rede de águas pluviais e eletricidade.

Rio Antigo (www.facebook.com/rio.antigo.5?sk=wall). Perfil criado no Facebook, mostra cenas como o embarque em um bonde com destino a Cascadura e a Praça Tiradentes. Há também cópias de jornais cariocas que circulavam nos anos 1800.

Memória Viva (www.memoriaviva.com.br/). Criado para resgatar a cultura em geral, tem uma seção dedicada ao Rio. São Cento e trinta e duas imagens de alguns dos fotógrafos oficiais mais importantes do Rio, como Augusto Malta e Marc Ferrez.

YouTube. No canal criado pelo genealogista carioca Carlos Eduardo Barata (CauBarata), vídeos feitos em 1913 mostram o Palácio Monroe, destruído nos anos 70 durante as obras do metrô. Também é possível conferir um desfile na Avenida Canal do Mangue, em 1923, e saber como era o tráfego de navios na Baía de Guanabara em 1925.

Fonte: VEJA RIO