MEMÓRIA DA CIDADE

Houve uma vez 1954

Filme relembra as últimas semanas de Vargas, com o Rio de antigamente servindo de cenário

Por: Lula Branco Martins - Atualizado em

fotos bruno veiga/divulgaçÃo (filme), Carlos Lacerda e Gregório Fortunato (Arquivo Público do Estado de São Paulo/acervo UH), Tancredo Neves (FGV/CPDOC)
(Foto: Redação Veja rio)

A cidade de sessenta anos atrás é o pano de fundo da ação de Getúlio, de João Jardim, filme lançado na quinta-feira (1º), contando como foram os últimos dias do presidente que em 1954 cometeu suicídio ? como se sabe, saindo da vida para entrar na história. Muitos cenários resistiram ao tempo e quase não precisaram de grandes modificações, a exemplo do Palácio do Catete, então sede da República (60% do longa foi rodado ali dentro), e daquele trecho da Rua Tonelero, em Copacabana, onde se deu o atentado ao jornalista e deputado federal Carlos Lacerda, à época o maior adversário político de Getúlio Vargas. Mas claro que teve de haver adaptações. Foi numa acanhada Rodovia Rio-Petrópolis que, naquele agosto, Gregório Fortunato, segurança de Vargas, falou em segredo com Benjamin (irmão de seu chefe) sobre a tentativa de assassinato. Como hoje em dia a estrada tem muito mais movimento, a cena se mudou para a Petrópolis-Teresópolis ? sem problema, as montanhas ao fundo são bem parecidas. Confira, ao lado e abaixo, os principais personagens históricos e veja como ficou a caracterização dos atores.

Fonte: VEJA RIO