HISTÓRIAS CARIOCAS

Fábrica chinesa produz miniaturas de jogadores do Rio

Histórias e curiosidades sobre o Rio e seus habitantes

Por: Lula Branco Martins e Ernesto Neves

Ídolos viajados

Leandro, Juninho e Júnior
Leandro, Juninho e Júnior (Foto: Divulgação)

Apaixonado por futebol e herdeiro de restaurante e confeitaria famosos no bairro de Vila Isabel, Pedro Igor Moreira hoje em dia está com sua atenção voltada menos para doces, salgados e comida a quilo, e mais para miniaturas de jogadores. Depois de muita experimentação (veja o quadro abaixo), ele descobriu na China a fábrica perfeita, com o plástico certo e detalhismo no acabamento. Encomendou milhares de bonecos, bem maiores que os de costume (eles têm 12 centímetros de altura, como uma garrafa de refrigerante) e mais realistas. Os times cariocas fazem parte do primeiro lote, que já está praticamente esgotado na pré­-venda pela internet (no site www.miniidolos.com.br). Leandro, com pinta de galã, e Junior, com seu tradicional cabelo de capacete, representam o Flamengo. Do Vasco, está vindo da Ásia um Juninho maduro e com barba por fazer. Todos os atletas foram consultados sobre suas feições e aprovaram por escrito.

O caminho percorrido pelos bonecos
O caminho percorrido pelos bonecos (Foto: Veja Rio)

 

Bruxo à solta

Novo espetáculo da Unirio estreia no início de 2015
Novo espetáculo da Unirio estreia no início de 2015 (Foto: Divulgação)

Depois do sucesso da montagem de The Book of Mormon, o núcleo de estudos em artes cênicas da Unirio se prepara para um novo desafio. Desta vez, a inspiração não veio dos grandes palcos da Broad­way, mas de uma produção também universitária. Trata-se de uma adaptação de A Very Potter Musical, sátira ao universo do bruxinho criado por J.K. Rowling, encenada em 2009 por estudantes de Michigan, nos Estados Unidos. As audições para o elenco serão no próximo dia 10, e a estreia está prevista para abril. Também em 2015 haverá na instituição uma montagem, feita por alunos, do musical O Jovem Frankenstein, um clássico de Mel Brooks.

Delícias das ruas

Pão de queijo do Carlinhos:sucesso em Bangu
Pão de queijo do Carlinhos:sucesso em Bangu (Foto: Divulgação)

Muito anterior ao modismo dos food trucks, a comida de rua tem no Rio verdadeiros ícones da gastronomia local. A variedade de opções motivou o cineasta Sérgio Bloch a percorrer vias das zonas Sul e Norte para catalogar os principais representantes e reuni-los no aplicativo Chef Ambulante (já disponível para iPhone). Além de localizar vendedores, é possível pesquisar comidas disponíveis e avaliar o produto oferecido. Estão lá, por exemplo, o Pão de Queijo do Carlinhos (acima), em Bangu, e o Tacacá da Rose, na Ilha.

Passarela à beira-mar

Diversão entre as ondas: livro traz olhar diferente para o calçadão da Zona Sul
Diversão entre as ondas: livro traz olhar diferente para o calçadão da Zona Sul (Foto: Benoit Fournier)

Perfeita mistura de construções urbanas, relevo acidentado e praia, a orla da Zona Sul forma uma paisagem que deixa moradores e visitantes de queixo caído. Essa faixa de terra é matéria­-prima para o livro Calçadão — Do Leme ao Leblon, da editora Língua Geral. São oitenta registros feitos por quatro fotógrafos. Algumas imagens são incrementadas por intervenções artísticas e outras entregam ângulos surpreendentes, como a do mergulho de crianças no mar de Ipanema, feita pelo francês Benoit Fournier.

31,90 reais

Esse é o preço médio que se paga para derrubar 1 metro quadrado de parede no Rio. O número foi obtido graças a um insólito levantamento do site Get Ninjas, que consultou 15 000 profissionais da construção civil. Como é de imaginar, o custo reflete as cifras astronômicas envolvidas na compra de imóveis na cidade — o Rio responde hoje pelo metro quadrado mais caro do país. A pesquisa mostra que os cariocas também sentem no bolso na hora de quebrar uma parede: o valor cobrado é o mais alto em toda a Região Sudeste. Em segundo lugar vem Vitória, onde um procedimento semelhante despende 28,60 reais.

Fonte: VEJA RIO