Memória da Cidade

Exposição retrata o lazer dos cariocas na praia no início do século XX

Fotos de Augusto Malta, no CCJF, revelam como o carioca, no início do século passado, reparou como praia é bom

Por: Lula Branco Martins

Vista do Palácio Monroe
A vista que se tinha, em 1906, das janelas do Palácio Monroe, demolido em 1976 (Foto: Divulgação)

Entrou em cartaz na quinta (11), no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), na Cinelândia, como parte do calendário da FotoRio 2015, a mostra O Mar de Malta, com trabalhos de Augusto Malta, um dos maiores cronistas visuais que esta cidade já teve. São fotos que revelam como, no início do século XX, a ida à praia começou a se tornar um programa de lazer, e não apenas uma receita médica. Além da exposição, que segue até agosto, a obra do fotógrafo será tema de palestra do pesquisador Ricardo de Hollanda, programada para 14 de julho. Alagoano, Augusto César Malta de Campos chegou ao Rio em 1888, com 24 anos. Foi guarda-livros, abriu um escritório de contabilidade e esteve ainda no comércio de tecidos — pedalava e ia de porta em porta vender seus panos. Eis que no ano de 1900 um cliente propôs a troca da bicicleta por uma máquina fotográfica. E aí ele se encontrou. Craque nos enquadramentos, foi contratado pelo prefeito Pereira Passos para documentar o processo de modernização da cidade, incluído o registro de casas e prédios derrubados, especialmente na área do Morro do Castelo, que desapareceu em 1921. Também estão na mostra alguns de seus cliques da época de colaborador de revistas como Kosmos, Illustração Brasileira e Fon-Fon.

Foto de salto
Salto em 1915, numa das praias do Centro, que já não existe mais (Foto: Reprodução)

Fonte: VEJA RIO