DIVERSÃO

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Neste fim de semana, quatro espetáculos teatrais e cinco filmes estreiam nas salas cariocas, enquanto seis peças e seis exposições se despedem do Rio. Não perca!

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CINEMA

PRÉ-ESTREIAS

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(Foto: Redação Veja rio)

✪✪✪ DRIVE, de Nicolas Winding Refn (Drive, EUA, 2011). A atuação neste thriller e no drama Tudo pelo Poder renderam merecidos elogios ao ator Ryan Gosling, mas ele foi totalmente ignorado nas indicações ao Oscar. Em papel de palavras contidas, olhar expressivo e fúria interior, Gosling interpreta um sujeito sem nome que mora em Los Angeles e tem no volante seu maior ganha-pão. Embora trabalhe numa oficina mecânica durante o dia, o rapaz faz bico de motorista de assaltantes à noite e participa como dublê de produções cinematográficas. Solitário, ele acaba se encantando por Irene (Carey Mulligan, de Educação), sua vizinha e jovem mãe cujo marido está na cadeia. Standard (Oscar Isaac) ganha a liberdade e precisa participar de um roubo a fim de ser ver livre de agiotas. Como é bom de direção e tem apego à família ao lado, o mecânico/piloto decide lhe dar uma mãozinha. A partir daí, tem início um eletrizante acerto de contas, movido a fugas espetaculares e tensão constante (100min). Cinépolis Lagoon 6.

HABEMUS PAPAM, de Nanni Moretti (Habemus Papam, Itália/França, 2011). No novo drama do diretor italiano de O Quarto do Filho (2001), a história enfoca a escolha de um sucessor para o Papa. Depois que o conclave do Vaticano faz sua escolha, o eleito tem um surto e não sabe se poderá suportar a responsabilidade. Os fiéis aguardam na Praça São Pedro enquanto um psicanalista é chamado para ajudar no impasse. Com Michel Piccoli (102min). Estação SESC Barra Point 1, Estação SESC Ipanema 2, Estação Vivo Gávea 1.

ESTREIAS

✪✪✪ ALBERT NOBBS, de Rodrigo García (Albert Nobbs, Inglaterra/Irlanda, 2011). Drama. A Irlanda de 1898 vive dias cinzentos. Num hotel de Dublin, o garçom Albert Nobbs (Glenn Close) cumpre seu serviço silenciosamente e como poucos. Sem amigos nem familiares, tem um objetivo na vida: juntar dinheiro para abrir a própria tabacaria. Nobbs, na verdade, é uma mulher, que se disfarçou de homem por força das circunstâncias. Ao ser obrigada a dividir sua cama por uma noite com Page, um pintor de paredes, Nobbs terá seu segredo descoberto. Rodrigo García, filho do escritor colombiano Gabriel García Márquez, deixa de lado o sentimentalismo e embarca no âmago da protagonista, uma mulher sem nenhuma noção de afeto ou emoção. Além da impressionante caracterização e atuação de Glenn Close, produtora, roteirista e pela sexta vez disputando o Oscar de melhor atriz, surpreende igualmente a magnífica interpretação de Janet McTeer (não convém revelar qual seu papel na história). O filme, tão delicado quanto triste, também entrou na disputa de melhor maquiagem (113min). 16 anos. Estreou em 24/2/2012. Cinemark Downtown 1, Cinépolis Lagoon 5, Estação SESC Rio 2, UCI New York City Center 16.

✪✪✪ A MULHER DE PRETO, de James Watkins (The Woman in Black, Inglaterra/Canadá/Suécia, 2012). Exceto pela atuação no fraco drama Um Verão para Toda Vida (2007), Daniel Radcliffe ficou preso ao papel do bruxo Harry Potter por uma década (2001-2011). Este suspense de terror apresenta seu momento da virada. Aos 22 anos, o ator inglês amadureceu e fez uma escolha acertada para mudar de tipo e, pelo menos por enquanto, dar adeus à fantasia e aos enredos infantojuvenis. Radcliffe, adulto e de novo visual, vive Arthur Kipps, advogado viúvo e pai de um garotinho na Londres do início do século XX. Sua mulher morreu no parto e ele tem adoração pelo menino. Fica, portanto, desgostoso por deixar o filho para resolver pendências de um testamento num remoto vilarejo do litoral, onde se depara com uma recepção nada hospitaleira. Os moradores não gostam do estranho e insistem para que ele parta logo dali. Relutante em abandonar o serviço, ele vai até a mansão onde morava a viúva que perdeu um filho em circunstâncias misteriosas ? o corpo dele nunca foi encontrado. Lá, começa a ver vultos de uma mulher de preto. Seria algo real, uma ilusão ou um fantasma à espreita? Mesmo feito de sustos raros, o filme traz um bom clima de tensão e ambiência funérea. O desfecho também surpreende, embora a derradeira imagem aponte para algo espírita brega. E Radcliffe funciona? Empenhado e maduro, deixou, sim, Harry Potter para trás. Só o tempo dirá se ainda fará sucesso daqui em diante (95min). 14 anos. Estreou em 24/2/2012. 14 anos. Estreou em 24/2/2012. Dublado: Bay Market 1, Box Cinemas São Gonçalo 6, Cine 10 Sulacap 5, Cinemark Carioca Shopping 5, Cinemark Downtown 5, Cinespaço Boulevard 6, Cinesystem Bangu 3, Estação SESC Rio 3, Iguaçu Top 2, Iguatemi 7, Kinoplex Grande Rio 4, Kinoplex Nova América 3, Kinoplex West Shopping 3, UCI New York City Center 11, UCI Kinoplex NorteShopping 6. Legendado: Cinemark Botafogo 2, Cinemark Plaza Shopping 2, Kinoplex Tijuca 6, UCI New York City Center 8.

✪✪✪ TÃO FORTE E TÃO PERTO, de Stephen Daldry (Extremely Loud & Incredibly Close, EUA, 2011). Publicado em 2005, o livro Extremamente Alto & Incrivelmente Perto, segundo romance de Jonathan Safran Foer, foi lançado no Brasil pela editora Rocco. Fascinado pelo personagem central, o diretor Stephen Daldry (de As Horas e O Leitor) resolveu levá-lo às telas sob o roteiro de Eric Roth (Forrest Gump). É uma pena que a Academia de Hollywood o tenha indicado apenas ao Oscar de melhor filme e melhor ator coadjuvante (para Max von Sydow), já que suas qualidades vão além. Sob narrativa ágil e muito sensível, Daldry foca na trajetória, por vezes errante, de Oskar Schell (o ótimo estreante Thomas Horn). Esse menino de 11 anos vive em Nova York, tem uma habilidade de raciocínio ímpar e uma imensa ligação afetiva com o pai, Thomas (Tom Hanks). No dia 11 de setembro de 2001, Thomas estava no World Trade Center quando ele veio abaixo no maior atentado terrorista da história. Um ano depois, Oskar encontra uma chave que pertencia ao pai dentro de um envelope e apenas com a indicação do sobrenome Black. Começa aí a obsessiva saga do garoto. Buscando por todas as pessoas de sobrenome Black na lista telefônica, ele arma uma esquema para driblar a marcação da mãe (Sandra Bullock) e encontrá-las. A certeza que seu pai lhe deixou uma mensagem por meio do objeto vai fazer o espectador compartilhar suas dores, expectativas, aventuras e frustrações. Embora ceda para as emoções fáceis no desfecho, o filme traz um desenrolar de dar nó na garganta, além de exibir a cena de ficção mais triste e impactante da queda do WTC. Max von Sydow interpreta um misterioso inquilino que vive no apartamento da avó de Oskar (129min). 10 anos. Estreou em 24/2/2012. Cinemark Downtown 7, Cinesystem Ilha Plaza 3, Cinesystem Via Brasil 1, Kinoplex Leblon 1, UCI New York City Center 5, UCI Kinoplex NorteShopping 7, Unibanco Arteplex 6.

TEATRO

ESTREIAS

ADEUS À CARNE, de Michel Melamed. Comédia dramática. A montagem dá continuidade à pesquisa do autor desenvolvida na trilogia formada por Regurgitofagia (2004), Dinheiro Grátis (2006) e Homemúsica (2007). Melamed mescla elementos de música, poesia, teatro, performance, artes visuais, stand-up comedy e tecnologia. Na nova produção, ele divide o palco com a atriz (e namorada) Bruna Linzmeyer, além de Pedro Henrique Monteiro, Rodolfo Vaz, Thalma de Freitas e Thiare Maia. O elenco encena esquetes inspirados na estrutura dos desfiles das escolas de samba. Conceitos como comissão de frente, carro abre-alas, velha-guarda, ala das crianças e a própria transmissão televisiva da festa são subvertidos e usados para encadear cenas que criticam, ironizam e expõem temas do Brasil contemporâneo, como violência, individualismo e relações humanas. Direção do autor (90min). 16 anos. Teatro Sesc Ginástico (513 lugares). Avenida Graça Aranha, 187, Centro, ☎ 2279-4027. → Quinta a domingo, 19h. R$ 20,00. Bilheteria: a partir das 13h (qui. a dom.). Até 15 de abril. Estreia prometida para sexta (24).

DORIAN, a partir da obra de Oscar Wilde. Adaptação do célebre romance O Retrato de Dorian Gray, lançado pelo autor irlandês em 1891, o drama narra a história do belo rapaz que acaba corrompido pela aristocracia britânica do século XIX e passa a buscar o prazer e a perpetuação da juventude sem nenhum escrúpulo. Na montagem da Companhia de Teatro Íntimo, o ator Augusto Garcia dá vida ao protagonista, que tem seu retrato pintado pelo artista Basil Hallward (Thiago Mendonça), um idealista que, por sua vez, apresenta Dorian a um amigo, Lord Henry Wotton (Rafael Sieg). Completam o elenco Letícia Cannavale, Caetano O?Maihlan, Fernanda Boechat e Hugo Resende. Direção de Renato Farias (80min). 16 anos. Teatro Gláucio Gill (104 lugares). Praça Car­deal Arcoverde, s/n°, Copacabana, ☎ 2332-7904, ? Cardeal Arcoverde. Sábado a segunda, 21h. R$ 30,00. Bilheteria: a partir das 16h (sáb. a seg.). Até 26 de março. Estreia prometida para sábado (25).

GERAÇÃO POCKET ? PESSOAS MAL TRADUZIDAS, de Frank Borges. Personagens apaixonados por livros e literatura, entre acessos de loucura e o contato com a realidade, povoam o drama ambientado em uma editora chamada Geração Pocket. A trama gira em torno do editor Cardoso (Lucci Ferreira), que corta trechos de livros de conhecidos autores como Carlos Drummond de Andrade, transformando grandes clássicos em obras medíocres. Na empresa estão sua ex-professora de letras, a escritora Anna Karenina (Isabela Parkinson), o vendedor cego Rafael (Lucas Gouvêa), contratado pelo regime de cotas, e o faz-tudo Ismael (Alexandre Pinheiro), que sonha ser um grande autor. Direção de Bruno Garcia (90min). 16 anos. Caixa Cultural ? Teatro Nelson Rodrigues (388 lugares). Avenida República do Chile, 230, Centro, ☎ 2262-8152, ? Carioca. → Quinta a domingo, 19h30. R$ 20,00. Bilheteria: 13h/20h (ter. a sex.); 15h/20h (sáb., dom. e feriados). Até 18 de março. Estreia prometida para quinta (23).

PÓLVORA E POESIA, de Alcides Nogueira. Vencedor do Prêmio Shell de melhor texto em 2001, o drama volta à cena em montagem trazida da Bahia para integrar a programação da Mostra Nacional Funarte de Dança e Teatro Mambembão 2012. No palco, acompanhados por acordes de guitarra do instrumentista Juracy do Amor, os atores Talis Castro e Caio Rodrigo interpretam, respectivamente, os poetas franceses Arthur Rimbaud (1854-1891) e Paul Verlaine (1844-1871). A trama focaliza os dois anos em que os autores viveram um conturbado relacionamento, com reflexos em suas produções literárias. Direção de Fernando Guerreiro (60min). 18 anos. Teatro Cacilda Becker (40 lugares). Rua do Catete, 388, Catete, ☎ 2265-9933, ? Largo do Machado. Quinta a domingo, 19h. R$ 5,00. Bilheteria: a partir das 15h (qui. a dom.). Até domingo (26). Estreia prometida para quinta (23).

REESTREIA

POR TELEFONE, de Antonio Fagundes. A comédia romântica conta a história de um casal acordado, durante a noite, por um telefonema que traz a notícia da demissão do marido. Jandir Ferrari e Juliana Teixeira encenam o espetáculo, que aborda questões sobre a decadência da classe média e assuntos como corrupção, desemprego e relações de trabalho. Direção de Luiz Arthur Nunes (60min). 18 anos. Estreou em 7/9/2011. Teatro Café Pequeno (100 lugares). Avenida Ataulfo de Paiva, 269, Leblon, ☎ 2294-4480. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 30,00. Bilheteria: a partir das 16h (sex. a dom.). TT. Até 1º de abril. Reestreia prometida para sexta (24).

ÚLTIMA SEMANA

✪✪ OS ALTRUÍSTAS, de Nicky Silver. Em sua primeira montagem nacional, a tragicomédia não repete o êxito de Pterodátilos, também assinada pelo dramaturgo americano. Produtora e protagonista do espetáculo, Mariana Ximenes dá vida a Sydney, uma famosa estrela da TV americana. Excêntrica e doidivanas, a diva sustenta um bando de jovens engajados em causas sociais que são amigos de seu namorado, Tony (Miguel Thiré). Após acreditar ter assassinado seu amado enquanto ele dormia, Sydney pede ajuda ao irmão, o assistente social e homossexual assumido Ronald (muito bem interpretado por Kiko Mascarenhas). Mais centrado, ele esclarece o crime, enquanto nutre uma paixão pelo garoto de programa Lance (Jonathan Haagensen). Apesar da criativa direção de Guilherme Weber e do bom rendimento do elenco, a trama sem pé nem cabeça não empolga (100min). 18 anos. Estreou em 13/1/2012. Espaço Tom Jobim (300 lugares). Rua Jardim Botânico, 1008, Jardim Botânico, ☎ 2274-7012. Sexta e sábado, 20h30; domingo, 20h. R$ 60,00. Bilheteria: a partir das 15h (sex. a dom.). IC. Estac. grátis. Até domingo (26).

✪✪✪ MULHERES SONHARAM CAVALOS, de Daniel Veronese. É a primeira montagem no Rio do premiado texto do autor argentino. O drama tem tradução da atriz e produtora teatral Letícia Isnard. Ela também sobe ao palco, juntamente com Ana Barroso, Elisa Pinheiro, Isaac Bernat, José Karini e Saulo Rodrigues, para encenar o enredo de três irmãos com suas respectivas esposas, além dos ressentimentos, desconfianças, segredos e desejos reprimidos em torno dessa família. O que desencadeia o conflito é o encerramento de um negócio familiar, a cargo de um dos irmãos. Logo que o fato é comunicado a todos, surgem revelações devastadoras que desestruturam completamente o clã e conduzem a um inesperado final. Direção de Ivan Sugahara (90min). 14 anos. Estreou em 5/11/2011. Teatro Poeirinha (60 lugares). Rua São João Batista, 104, Botafogo, ☎ 2537-8053. Sexta e sábado, 21h30; domingo, 20h. R$ 20,00. Bilheteria: a partir das 15h (sex. a dom.). IC. Até domingo (26).

✪✪✪ NOVECENTOS, de Alessandro Baricco. Interpretado por Isio Ghelman, o monólogo dramático conta a história de um exímio pianista de 32 anos que jamais pisou em terra firme. Na fábula, cujo título é o sobrenome criado para o protagonista, um bebê recém-nascido é abandonado dentro de uma caixa de papelão sobre um piano de cauda do navio Virginian, em 1900. O marinheiro que encontra o menino resolve adotá-lo e batizá-lo de Danny Boodmann Novecentos. Direção de Victor Garcia Peralta (60min). Livre. Estreou em 18/6/2011. Teatro do Leblon ? Sala Tônia Carrero (200 lugares). Rua Conde Bernadotte, 26, Leblon, ☎ 2529-7700. Quinta a sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 50,00 (qui. e sex.); R$ 60,00 (sáb. e dom.). Bilheteria: a partir das 15h (qui. a dom.). Cc: D, M e V. Cd: todos. IC. Estac. (R$ 7,00 por três horas). Até domingo (26).

✪✪✪✪ SASSARICANDO ? E O RIO INVENTOU A MARCHINHA, de Rosa Maria Araújo e Sérgio Cabral. Fãs e pesquisadores de marchinhas, o jornalista e a historiadora ouviram mais de 1?000 canções até chegar às 100 que compõem o espetáculo. Em sua sexta temporada desde a estreia, em 2007, o musical já foi visto por 210?000 pessoas em mais de 265 sessões. A nova escalação do elenco conta com Eduardo Dussek, Juliana Diniz, Alfredo Del-Penho e Pedro Paulo Malta, remanescentes da formação original, além de Inez Viana, Beatriz Faria e, em aparições esporádicas, Pedro Miranda. Com acompanhamento ao vivo, são desfiadas pérolas como Marcha do Sapinho, As Pastorinhas e O Teu Cabelo Não Nega. Direção de Claudio Botelho (120min, com intervalo). Livre. Estreou em 25/1/2007. Teatro do Leblon ? Sala Fernanda Montenegro (417 lugares). Rua Conde Bernadotte, 26, Leblon, ☎ 2529-7700. Quinta, 21h; sexta e sábado, 18h; domingo, 17h. R$ 30,00 e R$ 50,00. Bilheteria: a partir das 15h (qui. a dom.). Cc: D, M e V. Cd: todos. IC. Estac. (R$ 7,00 por três horas). Até domingo (26).

Paula Kossatz
(Foto: Redação Veja rio)
✪✪✪ TIM MAIA ? VALE TUDO, O MUSICAL

, de Nelson Motta. Adaptação da biografia Vale Tudo ? O Som e a Fúria de Tim Maia, realizada pelo autor do livro em parceria com o diretor do musical, João Fonseca. Na produção, que repassa a trajetória do artista dos 12 aos 55 anos, o papel-título cabe ao jovem ator Tiago Abravanel. Onze números são executados ao vivo por uma banda com seis músicos. O repertório inclui emocionantes interpretações para sucessos como Do Leme ao Pontal, Azul da Cor do Mar e Não Quero Dinheiro. Completam o elenco Izabella Bicalho, Lilian Valeska, Pedro Lima, André Vieri, Bernardo La Roque, Reiner Tenente, Evelyn Castro, Pablo Ascoli, Anna Carbatti e Leticia Pedroza (180min, com intervalo). 14 anos. Estreou em 5/8/2011. Teatro João Caetano (1?222 lugares). Praça Tiradentes, s/nº, Centro, ☎ 2332-9257. Quinta a sábado, 20h; domingo, 19h. R$ 50,00 e R$ 70,00 (qui. e sex.) e R$ 70,00 e R$ 90,00 (sáb. e dom.). Bilheteria: 14h/18h (ter. e qua.); a partir das 14h (qui. a dom.). IC. Até domingo (26).

✪✪✪ A VINGANÇA DO ESPELHO: A HISTÓRIA DE ZEZÉ MACEDO, de Flavio Marinho. Na comédia dramática, Betty Gofman interpreta a atriz Zezé Macedo (1916-1999). Sua trajetória artística é narrada em cena de forma não linear, sem ordem cronológica. O elenco, que também conta com Tadeu Mello, Mouhamed Harfouch, Marta Paret e Antonio Fragoso, interpreta a história de uma companhia de teatro que prepara uma montagem sobre a vida e a obra da artista, considerada a primeira-dama da chanchada. O texto aborda o passado de Zezé em Silva Jardim, a adolescência, a perda do filho, a passagem pelo teatro de revista, os filmes, as relações de amor e amizade, os bastidores da televisão e até a homenagem rendida por uma escola de samba. Direção de Amir Haddad (80min). 12 anos. Estreou em 26/1/2012. Teatro Laura Alvim (245 lugares). Avenida Vieira Souto, 176, Ipanema, ☎ 2332-2015, ? General Osório. Quinta a sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 10,00. Bilheteria: 16h/21h (ter. a sex.); a partir das 15h (sáb. e dom.). IC. Até domingo (26).

EXPOSIÇÕES

ÚLTIMA SEMANA

ANNA BELLA GEIGER NA COLEÇÃO JOÃO SATTAMINI. Artista com mais de seis décadas de carreira, a carioca Anna Bella Geiger é um dos nomes fundamentais da produção contemporânea brasileira. Seu trabalho contribuiu para firmar o gênero abstrato no país, nos anos 50; a nova figuração, nos 60; a arte conceitual, nos 70; e novas pesquisas para a pintura, nos 80. Nesta mostra estão 25 obras de diferentes fases, pertencentes à Coleção João Sattamini, a exemplo das telas Pier & Ocean Nº 2, de 1985, e Burocracia, de 1978, além de desenhos como Florença, de 1968. Museu de Arte Contemporânea. Mirante da Boa Viagem, s/nº, Niterói, ☎ 2620-2400. → Terça a domingo, 10h às 18h. R$ 5,00. A bilheteria fecha quinze minutos antes. Crianças de até 7 anos e estudantes até o ensino médio não pagam. Grátis às quartas. Até domingo (26). Fecha na terça (21) e na quarta (22) abre às 12h.

✪✪✪ DAISY XAVIER. Com mais de três décadas de carreira, a artista carioca se dedica à investigação, em diversos suportes, da transição de estados ? sólidos e líquidos, cheio e vazio, corpos em movimento, formas mutantes. Ela traduz esse processo de trabalho em quinze esculturas que, juntas, formam a instalação Último Azul. Objetos do cotidiano, como cadeiras, garrafas, taças, pratos e azulejos, foram empilhados, formando corpos instáveis, prestes a desmoronar. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 2240-4944. → Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. Grátis. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Até domingo (26). Fecha na terça (21) e na quarta (22). www.mamrio.com.br.

ESQUEMAS PARA UMA ODA TROPICAL. Realizada há oito anos, a tradicional Exposição de Verão da galeria na Gávea ganha edição ampliada. Com título emprestado do livro do poeta mexicano Carlos Pellicer, lançado em 1933 e recheado de referências sobre países da América do Sul, a mostra tem curadoria de Pablo León de La Barra, conterrâneo do escritor. São apresentados trabalhos de dezesseis artistas de diversas nacionalidades latino-americanas. Entre os presentes estão Alejandro Cesarco (Uruguai), Felipe Mujica (Chile), Raimond Chaves (Colômbia) e Mariana Castillo Deball (México), além dos brasileiros Laércio Redondo e Rodrigo Matheus. R$ 5?000,00 a R$ 30?000,00. Galeria Silvia Cintra + Box 4. Rua das Acácias, 104, Gávea, ☎ 2521-0426. → Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 12h às 19h. Grátis. Até sábado (25). Fecha de segunda (20) a quarta (22). www.silviacintra.com.br.

SÉRGIO RICARDO. Considerado um dos precursores da bossa nova, o cantor e compositor de personalidade forte teve a apreciação de seu talento ofuscada por um episódio inusitado: irritado com vaias, quebrou o violão durante uma apresentação no 3º Festival de Música Popular Brasileira, em 1967. Agora, é tema da mostra com fotografias e vídeos inéditos sobre sua trajetória artística. A exposição marca o lançamento do Projeto Sérgio Ricardo ? 80 Anos. Instituto Cultural Cravo Albin. Avenida São Sebastião, 2, Urca, ☎ 2542-0848. Segunda a sexta, 10h às 17h. Grátis. Visitação mediante agendamento. Até sábado (25). Fecha de segunda (20) a quarta (22).

✪✪✪✪ MANUEL ÁLVAREZ BRAVO. O mexicano Manuel Álvarez Bravo (1902-2002) é um expoente da fotografia. Na mostra estão mais de 250 imagens, com ênfase na produção das décadas de 20 a 50. Ao longo de mais de setenta anos de carreira, Bravo conviveu com artistas e intelectuais de relevo, como seu ilustre colega francês Cartier-Bresson, os pintores mexicanos Diego Rivera e Frida Kahlo e o surrealista André Breton. Em suas fotografias, re­vela cenas do cotidiano e da cultura popular de seu país, sempre com um olhar poético e sensível. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, ☎ 3284-7400. → Terça a sexta, 13h às 20h; sábado e domingo, 11h às 20h. Grátis. Estac. grátis. Visitas guiadas quinta e sexta, às 17h. Até domingo (26). Fecha na terça (21) e na quarta (22). www.ims.com.br.

✪✪✪✪ THOMAZ FARKAS. Nascido em Budapeste, na Hungria, Thomaz Farkas (1924-2011) veio para o Brasil com a família aos 6 anos e, aqui, deu relevante contribuição à iconografia moderna nacional. Thomaz Farkas: uma Antologia Pessoal é uma retrospectiva composta de 115 trabalhos abrigados no acervo do IMS, em boa parte ainda escolhidos para exibição pelo próprio autor. Na seleção, entraram peças representativas de sua trajetória, incluindo as séries sobre a construção de Brasília, revelando a faceta documental do seu trabalho. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, ☎ 3284-7400. → Terça a sexta, 13h às 20h; sábado e domingo, 11h às 20h. Grátis. Estac. grátis. Visitas guiadas quinta e sexta, às 17h. Até domingo (26). Fecha na terça (21) e na quarta (22). www.ims.com.br.

Fonte: VEJA RIO