DIVERSÃO

A programação gratuita do fim de semana

Listamos 53 atrações grátis para você curtir o sábado (16) e o domingo (17) sem gastar nem um tostão

- Atualizado em

Alexandre Macieira/Riotur
(Foto: Redação Veja rio)

ESPECIAL

BLOOMSDAY. Tradição literária, o Bloomsday celebra Ulisses através da leitura pública de trechos do clássico escrito por James Joyce no dia em que a narrativa acontece: 16 de junho. Participam da comemoração os poetas Tavinho Paes, Pedro Lage, Pedro Lago, Karla Sabah, Juliana Hollanda, Adriana Monteiro de Barros, Bia Provas e Betina Kopp. Livraria República do Bardo. Avenida Rainha Elizabeth, 122, Copacabana. Sábado (16), 16h às 22h. Grátis.

VIK MUNIZ. Com a participação do público, o artista plástico vai criar uma obra inspirada na Baía de Guanabara, toda composta de objetos de lixo reciclável. O público vai participar levando o material ? garrafas PET de água e refrigerante e latas de alumínio, de refrigerante e cerveja, devidamente limpas. Um espaço entre o Museu de Arte Moderna e o Aeroporto Santos Dumont reproduzirá as condições do galpão de Parada de Lucas onde Muniz criou boa parte de suas obras consagradas. Do alto de uma passarela, os doadores poderão assistir à produção da peça. Quem quiser, também poderá ajudar posicionando os objetos levados segundo orientação de monitores. Museu de Arte Moderna ? Aeroporto Santos Dumont. A partir de quinta (15), 11h às 17h. Grátis. Até dia 22.

CRIANÇAS

TEATRO DE ANIMAÇÃO ? OS BONECOS PEDEM PASSAGEM. O grupo Bonecos em Ação é responsável pelo projeto de ocupação do Teatro Duse, em Santa Teresa, até agosto, com atividades dedicadas a todas as faixas etárias. Para as crianças, no sábado (16) e no domingo (17), às 11h, tem sessão do espetáculo O Fantástico Circo dos Bonecos Brincantes, com o grupo Bonecos Contadores de Histórias. Teatro Duse (100 lugares). Rua Hermenegildo de Barros, 161, Santa Teresa, ☎ 3233-1306. Sábado (16) e domingo (17), 11h. Grátis.

TEATRO

HAVANA CAFÉ, de João Batista e Luiz Fernando Lobo. Inspirado na tradição dos cabarés alemães dos anos 20, o musical é embalado por versões de Cláudio Botelho, Aldir Blanc e Luiz Fernando Lobo para standards americanos e composições de Kurt Weill, além de mambos, rumbas e boleros. Baseada no modelo para o teatro de Bertolt Brecht, a encenação conta com Ana Luisa Leite, Cláudio Basttos, Gilberto Miranda, Joana Marinho, Luiz Fernando Lobo, Melissa Arievo, Sanny Alves e Tuca Moraes, acompanhados por três músicos tocando piano, saxofone e contrabaixo. A produção tem figurinos assinados por Claudio Tovar e cenografia de Cláudio Moura. Direção cênica de Luiz Fernando Lobo e direção musical de Felipe Radicetti (90min). 16 anos. Estreou em 2004. Armazém Utopia (120 lugares). Avenida Rodrigues Alves, s/nº (Armazém 6 ? Cais do Porto), ☎ 2253-8726. Quarta a domingo, 19h. Grátis. Bilheteria: a partir das 18h (qua. a dom.). Distribuição de senhas uma hora antes. Até dia 22. Estreia prometida para quarta (13).

✪✪✪ NA ROTINA DOS BARES, de Marcos França. Interpretado por Antonio Pedro Borges, Édio Nunes, Sheila Matos, Letícia Medella e pelo próprio França, o musical pretende contar a história do Rio, voltando no tempo, de 1976 a 1930, da perspectiva das mesas de tradicionais botequins cariocas. Entre as 25 canções do repertório estão clássicos como Conversa de Botequim (Noel Rosa e Vadico), Memórias do Café Nice (Artúlio Reis e Monalisa) e Camisa Listrada (Assis Valente). O ponto de partida para a narrativa é o fechamento do primeiro Bar Lamas, em 1976, para a construção do metrô. São relembrados também episódios passados em lugares históricos, a exemplo do Cassino da Urca, da Casa Vilarino, do Cabaré Apolo, do Bar Veloso e do Beco das Garrafas, com personagens como o compositor e desenhista Nássara, as cantoras Carmen Miranda e Aracy de Almeida e Tom Jobim. Direção de Ana Paula Abreu (120min). 12 anos. Estreou em 3/9/2011. Espaço Cultural Eletrobras Furnas ? Auditório (192 lugares). Rua Real Grandeza, 219, Botafogo, ☎ 2528-5166. Sábado, 20h; domingo, 19h. Grátis (retirada de senhas uma hora antes). Para o acesso é necessário portar documento de identidade com foto. Até 1º de julho. Reestreia prometida para sábado (16).

DANÇA

ANANDITA BASU ? MUSIC OF JOY. Artista indiana, Anandita é mestra em dança, canto e percussão, vencedora do Prêmio Sangeet Prabakar de Dança, importante honraria em sua terra natal. Atração do festival Music of Joy, a bailarina e cantora apresenta-se em dois palcos da cidade. Acompanhada pelo grupo Sangeet Ananda ? Svetlana Vladimirovna Brandi (harmonium, espécie de teclado aparentado da sanfona, e voz), Bruno Descaves (violino), Eduardo Roscoe (tabla), Marcelo Peluso (dolak, instrumento de percussão), Geraldo Guimarães (violão), Misao Inoue, Yulia Braga, Luciana Higa, Eduardo Marino e Apoena Braga (vozes) ?, ela mostra músicas e coreografias típicas de seu país. Centro Cultural Laurinda Santos Lobo (80 lugares) Rua Monte Alegre, 306, Santa Teresa, ☎ 2215-0618. Neste domingo (10), 19h. Grátis. Sala Funarte Sidney Miller (225 lugares). Rua da Imprensa, 16, térreo (Palácio Capanema), Centro, ☎ 2279-8104. ? Cinelândia. Terça (12), 18h30. Grátis.

EXPOSIÇÃO

ESPELHO REFLETIDO ? O SURREALISMO E A ARTE CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA. Instituído como movimento artístico na Europa da década de 20, o surrealismo ultrapassou fronteiras de espaço e tempo. Sua importância, ainda nos dias de hoje, pode ser medida na mostra Espelho Refletido ? O Surrealismo e a Arte Contemporânea Brasileira, aberta ao público a partir deste domingo (10), no Centro de Arte Hélio Oiticica. No acervo de cerca de 200 obras, entre pinturas, esculturas, objetos, instalações e vídeos, há apenas criações de artistas brasileiros em atividade. Todos os trabalhos revelam, de alguma forma, influências das ideias deflagradas no manifesto surrealista lançado em 1824 pelo poeta e crítico francês André Breton (1896-1966), que defendia a libertação das amarras da lógica e da razão. Há muitos nomes consagrados na seleção feita pelo curador Marcus de Lontra Costa. Adriana Varejão comparece com a foto em backlight Elegia Mineira, uma cena composta de três cadeiras. Ernesto Neto apresenta uma instalação sem título, de 2010, na qual se encontram elementos típicos de sua produção: o trabalho parece descer do teto, é feito de crochê e traz uma bola de plástico em seu interior. Modernismo Horizontal, do ano passado, é uma pintura em acrílica de Luiz Zerbini. Roberto Magalhães mostra um curioso desenho em pastel, de 2002, que prega uma peça na vista do espectador. Nomes em ascensão, como Nino Cais, Flávia Metzler, Gabriela Mureb e Pedro Varela, também marcam presença. Espelho Refletido ? O Surrealismo e a Arte Contemporânea Brasileira. Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica. Rua Luís de Camões, 68, Centro, ☎ 2232-4213. Terça a sexta, 11h às 18h; sábado, domingo e feriados, 11h às 17h. Grátis. Até 29 de julho. A partir de domingo (10).

GEORGE ISO. Após quatro anos sem expor em sua cidade natal, o carioca apresenta Travessias, que celebra suas duas décadas de carreira. A seleção de obras abrange os últimos três anos de trabalho do artista, com dez pinturas. R$ 3?000,00 a R$ 12?000,00. Galeria Patricia Costa. Avenida Atlântica, 4240, loja 226 (Shopping Cassino Atlântico), Copacabana, ☎ 2227-6929. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 12h às 18h. Grátis. Até dia 30. A partir de quarta (13). www.galeriapatriciacosta.com.br.

IRMÃOS GUIMARÃES E ISMAEL MONTICELLI. Dois dos três diretores da peça Nada, em cartaz no Oi Futuro Flamengo, Adriano e Fernando Guimarães conceberam, junto com o cenógrafo Ismael Monticelli, a instalação Rumor, formada por 4?000 objetos de vidro, além de um piano, que ocupa toda a sala do teatro. A obra também está aberta à visitação fora das sessões. Oi Futuro Flamengo. Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo, ☎ 3131-3060, ? Largo do Machado. → Terça e quarta, 11h às 20h; quinta, sexta e domingo, 11h às 17h; sábado, 11h às 15h. Grátis. Até dia 24. A partir de quarta (13). www.oifuturo.org.br.

LEILA DANZIGER. Em Todos os Nomes da Melancolia, a artista carioca apresenta trabalhos inéditos que versam sobre o estado de espírito do título. São duas séries fotográficas, uma instalação de mesa, um vídeo e dois objetos de parede. R$ 2?000,00 a R$ 10?000,00. CosmoCopa Arte Contemporânea. Rua Siqueira Campos, 143, sala 32, ☎ 2236-4670, ? Siqueira Campos. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 16h. Grátis. Até 16 de julho. A partir de sexta (15). www.cosmocopa.com.

MANA BERNARDES. Depois de passar pela Galeria Firma Casa, em São Paulo, especializada em design art, a exposição Desembrulho Poético chega ao Rio. A artista, designer e poeta exibe joias, manuscritos e esculturas. Preços sob consulta. Luciana Caravello Arte Contemporânea. Rua Barão de Jaguaribe, 387, Ipanema, ☎ 2523-4696. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 14h. Grátis. Até 11 de agosto. A partir de sexta (15). www.lucianacaravello.com.br.

MEU MEIO. Fechado desde 2010, o Museu do Meio Ambiente reabre com o térreo inteiramente dedicado a atrações fixas. Entre elas, a sala com o programa educativo para crianças e computadores nos quais é possível acessar o banco de dados do Jardim Botânico, onde fica o museu. O segundo andar abriga mostras temporárias, como Meu Meio. Com curadoria de Marcello Dantas, são apresentadas instalações interativas que têm como tema a relação entre o homem e a natureza. Uma delas é a Sala Efeito Borboleta, um experimento com raios laser e projeções na parede, que mostra como nossos atos interferem em problemas como a desertificação. Quatro artistas comparecem com vídeos: Carlos Nader, Angelo Venosa e a dupla formada por Leandro Lima e Gisela Motta. Museu do Meio Ambiente. Rua Jardim Botânico, 1008 (Jardim Botânico do Rio de Janeiro), Jardim Botânico, 3874-1808. Terça a domingo, 10h às 17h. Grátis. Até 12 de agosto. A partir de sexta (15).

O FUTURO QUE QUEREMOS. O principal módulo da mostra, chamado Caminhos do Desenvolvimento ? Consequências e Soluções, tem curadoria de Claudia Buzzetti e apresenta 87 registros em preto e branco de nove fotógrafos: Alixandra Fazzina, Francesco Zizola, Jan Garup, Jon Lowenstein, Kadir Van Lohui­zen, Nina Berman, Pep Bonet, Stanley Greene e Yuri Kozyrev. As imagens têm como tema os efeitos devastadores das mudanças climáticas sobre o planeta e algumas soluções alternativas e sustentáveis para minimizar o problema. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 2240-4944. → Terça a sexta, 11h às 18h; sábado, domingo e feriados, 11h às 19h. Grátis. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Até dia 23. A partir de terça (12). www.mamrio.com.br.

OPAVIVARÁ!. O coletivo carioca é o mais novo ocupante da Sala A Contemporânea, que o CCBB dedica à arte emergente brasileira. Única obra exposta, Self-Service Pajé é um display com sessenta ervas medicinais e um cardápio-bula descrevendo as indicações e contraindicações de cada uma, além de garrafas térmicas, sachês e copos. O público é convidado a escolher as ervas de sua preferência e fazer um chá de verdade, ali mesmo. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 15 de julho. A partir de terça (12).

RENÉ MACHADO. Em sua primeira individual, Captura, o artista investe no tema do meio ambiente em obras permeadas de humor. Nas catorze telas apresentadas, personagens de quadrinhos e desenhos animados são vistos em situações de perigo ou violência ? o tigre Haroldo, criado pelo cartunista Bill Waterson, por exemplo, aparece sendo alvejado. Há ainda uma sala com uma instalação cheia de animais de borracha e pelúcia enjaulados, presos em armadilhas ou estraçalhados. Um vídeo completa o acervo. Curadoria de Marco Antonio Teobaldo. Centro Cultural Justiça Federal. Avenida Rio Branco, 241, Centro, ☎ 3261-2550, ? Cinelândia. Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até 22 de julho. A partir de sexta (15).

RIO CIDADE-PAISAGEM. O acervo iconográfico da Biblioteca Nacional serve de fonte para esta exposição sobre o Rio de Janeiro. Dividida em módulos que contemplam diversos pontos da cidade, como a Baía de Guanabara, a Floresta da Tijuca e Copacabana, a mostra reúne 120 itens, entre mapas, gravuras, desenhos, manuscritos, revistas, jornais e partituras. Biblioteca Nacional ? Espaço Cultural Eliseu Visconti. Rua México, s/nº, Centro, ☎ 3095-3879, ? Cinelândia. Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 17h. Grátis. Até 5 de agosto. A partir de quarta (13).

SIRON FRANCO. Aproveitando o ensejo da Rio+20, o artista goiano apresenta Brasil Cerrado, uma grande videoinstalação sensorial. A obra estende-se por mais de 600 metros quadrados, distribuídos ao longo de quatro salas, além de dois grandes painéis. Trata-se de uma viagem à Região Centro-Oeste do país, através da qual o visitante é posto diante de imagens, cheiros, sons e sensações táteis. Em uma das salas, por exemplo, uma parede é ocupada pela projeção de uma cachoeira, enquanto o espectador sente o aroma de terra molhada e escuta o barulho da água caindo. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 2240-4944. → Terça a sexta, 11h às 18h; sábado, domingo e feriados, 11h às 19h. Grátis. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Até dia 23. A partir de terça (12). www.mamrio.com.br.

TEIMOSIA DA IMAGINAÇÃO. Dez artistas populares de diversas partes do Brasil integram a mostra. São eles o alagoano Antonio de Dedé, os baianos Nilson Pimenta e Aurelino, o cearense Francisco Graciano, os mineiros Getúlio Damado, Izabel Mendes e Jadir João Egídio, os pernambucanos José Bezerra e Manoel Galdino e o sergipano Véio. Curadoria de Germana Monte-Mór. Paço Imperial. Praça XV de Novembro, 48, Centro, ☎ 2215-2093. Terça a domingo, 12h às 18h. Grátis. Até 5 de agosto. A partir de sexta (15). www.pacoimperial.com.br.

ÚLTIMA SEMANA

✪✪✪✪ HÉRCULES BARSOTTI. Nome relevante do concretismo brasileiro, Barsotti (1914-2010) tem trinta de suas esfuziantes serigrafias exibidas na mostra Além do Olhar. Sem data nem título, as belas obras carregam a preocupação geo­métrica característica da arte concreta. Além disso, dizem muito sobre a trajetória de seu autor, já que a maioria foi desenvolvida a partir de pinturas assinadas por ele ao longo da carreira. Caixa Cultural ? Galeria 1. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, ☎ 2544-4080, ? Carioca. → Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até domingo (17). www.caixacultural.com.br.

✪✪✪ RICARDO BECKER. Intitulada Projeto Cisco, a mostra do artista carioca se baseia no ar e propõe torná-lo visível em suas obras. Esculturas e um vídeo inéditos compõem o acervo. Árvore Cisco, um dos trabalhos, é um bonsai que dá a impressão de estar sob ventania. Em uma das salas, o próprio visitante é submetido a uma rajada ininterrupta de vento, provocada pelos ventiladores instalados em um penetrável. A curadoria é de Fernando Cocchiarale. Galeria Laura Alvim. Avenida Vieira Souto, 176, Ipanema, ☎ 2332-2017. Terça a domingo, 13h às 21h. Grátis. Até domingo (17).

EM CARTAZ

✪✪✪ ADIR BOTELHO. Nos anos 50, o carioca foi assistente de Oswaldo Goeldi (1895-1961), um dos mais importantes gravadores brasileiros. Agora, com curadoria da sobrinha do mestre, Lani Goeldi, Botelho apresenta 59 belas xilogravuras, além de uma matriz. Feitas entre o fim dos anos 50 e a década de 90, as obras exibem figuras humanas, anjos e paisagens da cidade ? como na notável série dedicada ao bairro do Catumbi, em que as finas linhas brancas que formam os desenhos convidam a uma apreciação de perto. Centro Cultural Correios. Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro, ☎ 2253-1580. → Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 24. www.correios.com.br.

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(Foto: Redação Veja rio)

✪✪✪ AMAZÔNIA, CICLOS DE MODERNIDADE. Criação de artesãos de Parintins, uma grande árvore com animais da floresta, além de pés de açaí e guaraná, dá as boas-vindas aos visitantes na rotunda. A instalação é uma das atrações da alentada mostra, que tem curadoria de Paulo Herkenhoff e reúne cerca de 300 peças, entre obras de arte e objetos variados. Técnicas e suportes usados são os mais diversos: há fotografias, pinturas, aquarelas, desenhos, esculturas e vídeos. Entre os 76 artistas reunidos há nomes de nacionalidades e épocas distintas. Do italiano Joseph Léon Righini (c.1820-1884) foram escolhidos os óleos Vistas do Brasil, Residência às Margens do Rio Anil, de 1862, e Belém do Pará, de 1868. O polonês Frans Krajcberg mostra uma escultura sem título. Apaixonado pela cultura brasileira, o francês Pierre Verger (1902-1996) é o autor de uma série de fotografias de Belém. Representantes da arte contemporânea nacional, como Adriana Varejão e Cildo Meireles, estão presentes. Completam o acervo objetos de uso cotidiano de tribos indígenas, além de manuscritos, documentos e acervo iconográfico. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 22 de julho.

✪✪✪ ANA VITÓRIA MUSSI. Na exposição Bang, que tem curadoria da Marisa Flórido, Ana Vitória projeta simultaneamente, nas paredes do espaço, imagens de filmes de guerra intercaladas com registros da violência urbana nas favelas cariocas. Entre os longas cujos frames são exibidos estão Pearl Harbor (2001), de Michael Bay, e Olympia (1938), de Leni Riefenstahl. Os flagrantes foram obtidos por fotografias de imagens exibidas na televisão. Entrecortadas, elas vão se sucedendo e provocam no visitante a sensação de estar em meio a um tiroteio. A exibição é embalada pela música Bang Bang (My Baby Shot Me Down), na voz da americana Nancy Sinatra. Oi Futuro Flamengo. Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo, ☎ 3131-3060, ? Largo do Machado. → Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até 15 de julho. www.oifuturo.org.br.

✪✪✪✪ BILL LUNDBERG. A respeitada revista francesa Cahiers du Cinéma definiu o artista americano como "mago do cinema". Geralmente aplicado a grandes diretores, o epíteto realmente serve a Lundberg, pioneiro da técnica conhecida como filme-escultura. A retrospectiva batizada com seu nome reúne onze trabalhos. Em todos, ele se vale da imagem em movimento para criar um efeito instigante. Em Stolen Kisses, de 2008, as mãos de uma mulher, mexendo-se, são projetadas sobre as costas de uma camisa masculina, evocando a ideia de um casal se beijando. Do ano seguinte, Guest atrai olhares com a repetição de uma cena simples: uma porta, aberta de tempo em tempo para receber convidados. Ainda mais curiosa, Charades, de 1977, mostra quatro pessoas fazendo mímica. Filmados em super-8, seus movimentos incidem sobre um copo d?água. Oi Futuro Flamengo. Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo, ☎ 3131-3060, ? Largo do Machado. → Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até 15 de julho. www.oifuturo.org.br.

✪✪✪ CAO GUIMARÃES. Conhecido por cruzar cinema e artes plásticas em seu trabalho, o artista expõe fotografias e vídeos em Estética da Gambiarra. Quinze imagens pertencem à curiosa série Gambiarra, com flagrantes de situações improvisadas ? a exemplo de um tijolo que funciona como porta-vassouras ou da churrasqueira composta de cadeira e carrinho de mão. Outras quatro fotografias mostram paisagens enevoadas. Há ainda três vídeos curtos, um deles com música do próprio Cao Guimarães, ao piano. A curadoria é de Felipe Scovino. Escola de Artes Visuais do Parque Lage ? Cavalariças. Rua Jardim Botânico, 414, Jardim Botânico, ☎ 3257-1800. Segunda a quinta, 12h às 20h; sexta a domingo e feriados, 10h às 17h. Grátis. Até 1º de julho. www.eavparquelage.rj.gov.br.

CHICO FORTUNATO. O artista carioca exibe onze trabalhos em acrílica sobre madeira. São obras abstratas e, em sua maioria, de cores vívidas, que evocam a arte construtivista, com linhas angulosas e formas geométricas. R$ 7?000,00 a R$ 30?000,00. Gustavo Rebello Arte. Avenida Atlântica, 1702, loja 8, Copacabana, ☎ 2548-6163. Segunda a sexta, 12h às 20h; sábado, 14h às 18h. Grátis. Até dia 30. www.gustavorebelloarte.com.br.

✪✪✪ CHRISTIAN BOLTANSKI. Leia em Veja Rio Recomenda. Casa França-Brasil. Rua Visconde de Itaboraí, 78, Centro, ☎ 2332-5120. → Terça a domingo, 10h às 20h. Grátis. Até 8 de julho. www.fcfb.rj.gov.br.

✪✪✪ DO ART NOUVEAU AO ART DÉCO. Mulher do marchand Isaac Krasilchik, sócio da galeria de arte paulistana A Ponte, Bertha Krasilchik apresenta 238 peças de sua coleção, acumulada desde os anos 50. A maior parte do acervo é composta de joias ? são mais de 100. Além disso, há uma série de objetos, como cigarreiras e estojos de maquiagem, todos confeccionados com materiais preciosos. O que poderia ser uma mostra de interesse apenas de um público específico se revela grata surpresa. Os objetos expostos oferecem uma aula sobre os dois estilos. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 30 de setembro.

EDUARDO VENTURA. A questão do tempo na vida cotidiana é o tema da mostra Realidade Re-velada ? A Linha do Tempo. É a primeira individual montada na galeria inaugurada em abril. Doze pinturas e seis desenhos são exibidos. Completa o acervo exposto uma pintura feita pelo artista sobre uma parede grafitada por seu filho, Daniel Ventura. R$ 1?800,00 a R$ 26?000,00. Sérgio Gonçalves Galeria. Rua do Rosário, 38, Centro, ☎ 2263-7353 e 2253-0923. Terça a sábado, 11h às 19h. Grátis. Até 7 de julho.

✪✪✪✪ ELISEU VISCONTI. Nascido na Itália, Visconti (1866-1944) exerceu com talento a transição entre a escola acadêmica e o modernismo no Brasil, como revela Eliseu Visconti ? A Modernidade Antecipada. No acervo reunido, de 250 peças, entre óleos, desenhos, cerâmicas, fotos e objetos pessoais, também é ressaltado seu pioneirismo no design, na qualidade de criador de cartazes de propaganda e selos. Outra parte da coleção traz ainda estudos feitos para o Theatro Municipal ? o histórico prédio da Cinelândia é decorado com diversas pinturas dele. Destaque também para a tela Sonho Místico (1897), que não era exibida no Brasil há mais de um século. Museu Nacional de Belas Artes. Avenida Rio Branco, 199, Centro, ☎ 2219-8474, ? Cinelândia. Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 17h. Grátis. Até dia 24. www.mnba.gov.br.

FERNANDA QUINDERÉ. Em sua terceira individual, a artista apresenta sete criações de arte digital, feitas com computador. Nas telas, imagens se sobrepõem a pequenos quadrados coloridos que parecem pixels de um monitor. R$ 7?000,00 a R$ 10?000,00. Anita Schwartz Galeria de Arte. Rua José Roberto Macedo Soares, 30, Gávea, ☎ 2274-3873. Segunda a sexta, 10h às 20h; sábado, 12h às 18h. Grátis. Até dia 30. www.anitaschwartz.com.br.

MARCELO MACEDO. Criada em outubro do ano passado, a galeria Graphos: Brasil se expande e abre um espaço no Jardim Botânico dedicado à street art. Batizado como Graphos: Brasil S/A, o endereço foi inaugurado com uma mostra de Marcelo Macedo, composta de esculturas e objetos feitos com materiais descartados. R$ 1?800,00 a R$ 2?500,00. Graphos: Brasil S/A. Rua Pacheco Leão, 758, Jardim Botânico, ☎ 2256-3268 e 3114-8789. Segunda a sexta, 14h às 21h; sábado, 11h às 21h. Grátis. Até 2 de julho.

✪✪✪ MILTON DACOSTA. Um dos fundadores do Núcleo Bernardelli, grupo de pintores modernistas ? Edson Motta (1910-1981), Bustamante Sá (1907-1988) e Ado Malagoli (1906-1994), entre outros ? reunidos no início dos anos 30, Dacosta (1915-1988) tem 45 pinturas expostas em A Construção da Forma. Com esse número de trabalhos, a mostra consegue fazer um belo apanhado das diversas fases do artista, como o tempo em que pintava autorretratos e paisagens, suas obras com influência de Modigliani (a exemplo da linda Piscina, de 1942), exemplares de arte construtivista e figuras arredondadas de mulheres criadas nos anos 80. Curadoria de Denise Mattar. Caixa Cultural ? Galeria 2. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, ☎ 2544-4080, ? Carioca. → Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 1º de julho. www.caixacultural.com.br.

✪✪✪ MOSTRA CARIOCA. Realizadas em diferentes técnicas e suportes, a exemplo de pintura, desenho, escultura, instalação, fotografia e xilogravura, 44 obras do acervo do MAM estão na exposição. Não há exatamente uma unidade temática entre os trabalhos, exceto pelo fato de que todos os artistas representados vivem ou viveram no Rio: Abraham Palatnik, Adriana Varejão, Alair Gomes, Antonio Manuel, Brigida Baltar, Cabelo, Djanira, Hélio Oiticica, Ione Saldanha, Ivan Serpa, Lygia Clark, Marcos Chaves, Oswaldo Goeldi, Paula Trope, Raul Mourão e Raymundo Colares. Na coleção sobressaem criações como dois parangolés de Oiticica (que também comparece com uma série de obras em guache sobre cartão) e três objetos cinéticos de Palatnik. Curadoria de Luiz Camillo Osorio. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 2240-4944. → Terça a sexta, 11h às 18h; sábado, domingo e feriados, 11h às 19h. Grátis. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Até dia 23. www.mamrio.com.br.

✪✪✪ NOVAS AQUISIÇÕES ? 2010-2012 ? COLEÇÃO GILBERTO CHATEAUBRIAND. Aos cuidados dos curadores Luiz Camillo Osorio e Marta Mestre, a seleção dos trabalhos levou a setenta criações de 46 artistas brasileiros que, reunidas, oferecem pistas valiosas sobre a cena contemporânea do país. No rol, misturam-se nomes de talento reconhecido, como Laercio Redondo e Leda Catunda, e em ascensão, a exemplo de Otavio Schipper, Gustavo Speridião e Daniel Lannes. Produzidas entre 1985 e 2011, as peças englobam uma grande variedade de técnicas, entre elas fotografia, serigrafia, pintura, desenho, escultura e colagem. A seleção de obras dialoga com Genealogias do Contemporâneo, exposição de longa duração também em cartaz no MAM, que reúne peças mais antigas de artistas consagrados da coleção de Chateaubriand ? trabalhos de Lasar Segall, Tunga e Hélio Oiticica, por exemplo, foram remanejados para se misturar às novas aquisições, enquanto algumas destas foram deslocadas para Genealogias. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 2240-4944. → Terça a sexta, 11h às 18h; sábado, domingo e feriados, 11h às 19h. Grátis. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Até dia 23. www.mamrio.com.br.

PANOS E TAPAS, JOIAS E ADORNOS D?ÁFRICA. Peças vindas do Museu Afro Brasil, em São Paulo, compõem o acervo exibido. Emanoel Araújo, diretor daquela instituição, é o curador da mostra, que reúne aproximadamente 250 objetos, entre tecidos e enfeites, feitos por povos da África. Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica. Rua Luís de Camões, 68, Centro, ☎ 2232-4213 e 2242-1012. Terça a sexta, 11h às 18h; sábado, domingo e feriados, 11h às 17h. Grátis. Até 29 de julho.

✪✪ RABIN AJAW ? A FILHA DO REI. O rito de sagração de uma jovem como Filha do Rei (ou Rabin Ajaw), um dos mais importantes da cultura indígena da Guatemala, dá nome à exposição. Com curadoria do artista plástico Luiz Dolino, a mostra propõe uma viagem pela cultura das populações de origem maia daquele país. O acervo reunido, composto basicamente de peças de vestuário e tecidos, decepciona um tanto quem chega em busca de um painel mais amplo. São pouco mais de sessenta itens do gênero, além de uma seleção de fototografias de mulheres guatemaltecas e de objetos utilitários. Em uma videoinstalação é possível entrar em contato com aspectos da vida daquele povo, como seus rituais e sua culinária. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 22 de julho.

RAFAEL ZAVAGLI. Pinturas como It?s a Dog House, que mostra um cachorro e um canil num gramado verde, estão na mostra Breves Terrenos para uma Pintura, do artista mineiro. Outros quatro óleos completam o pequeno acervo. R$ 6?000,00 a R$ 30?000,00. Galeria Laura Marsiaj. Rua Teixeira de Melo, 31-C, Ipanema, ☎ 2513-2074. Terça a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 16h. Grátis. Até dia 23. www.lauramarsiaj.com.br.

✪✪✪ REGINA VATER. Conhecida pelos trabalhos que fundem arte e tecnologia, a carioca, mulher do americano Bill Lundberg, autor de uma mostra no mesmo endereço, volta ao Brasil depois de vinte anos morando nos Estados Unidos. Em Quatro Ecologias, apresenta obras em web arte, videoarte, fotografia e escultura. Em uma delas, a web instalação Desejo, uma câmera filma uma maçã que vai apodrecendo até o fim da temporada. As imagens são transmitidas para um blog, ao qual os visitantes podem enviar poemas que, por sua vez, são exibidos em uma tela na mostra. Merece especial atenção a poética videoinstalação Conselhos para uma Lagarta (1976), composta de duas projeções de filmes em telas contrapostas ? em uma, a artista aparece em vários autorretratos; na outra, há frases extraídas do livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll. Oi Futuro Flamengo. Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo, ☎ 3131-3060, ? Largo do Machado. → Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até 15 de julho. www.oifuturo.org.br.

RODRIGO TORRES Questões ligadas à memória coletiva permeiam a exposição Sensor, na qual o artista apresenta nove pinturas sobre suportes variados, como tela, fotografia e papel, e uma instalação. Nesta última, batizada com o nome da mostra, Torres se vale de uma foto fragmentada. R$ 2?000,00 a R$ 20?000,00. A Gentil Carioca. Rua Gonçalves Ledo, 17, Centro, ☎ 2222-1651. Terça a sexta, 12h às 19h; sábado, 12h às 17h. Grátis. Até 14 de julho. www.agentilcarioca.com.br.

SÉCULOS INDÍGENAS NO BRASIL. O público passeia por dentro de uma estrutura cenográfica de mais de 450 metros quadrados, feita de palhas, troncos, junco e argila. Ali, os visitantes recebem informações sobre os povos indígenas, com exibição de imagens rupestres, mapas e gravuras. É possível manusear objetos de artesanato indígena de várias etnias. Imagens do fotógrafo Piotr Jaxa também são exibidas, bem como trechos de documentários. Caixa Cultural ? Galeria 3 e foyer do térreo. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, ☎ 2544-4080, ? Carioca. → Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até dia 30. www.caixacultural.com.br.

✪✪✪✪ TUTTO FEL­LI­NI. O diretor italiano Federico Fellini (1920-1993) é o objeto desta grande exposição, que conta com curadoria do francês Sam Stourdzé. Quatrocentos itens, incluindo cartazes de longas e fotografias, estão expostos. Do trabalho para a realização de um dos seus muitos clássicos, A Doce Vida (1960), há retratos do cineasta tirando um cochilo e ensaiando na praia, ao lado do ator Marcello Mastroianni (1924-1996). O visitante também pode ver caricaturas feitas pelo homenageado para jornais satíricos no fim dos anos 30. Uma das partes mais interessantes é dedicada ao Livro dos Sonhos, dois enormes cadernos nos quais Fellini desenhou vários de seus sonhos ao longo de trinta anos. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, ☎ 3284-7400. → Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Estac. grátis. Visitas guiadas de terça a sexta, às 17h. Até dia 24. www.ims.com.br.

WAGNER MORALES. Em Dual Overdrive, o artista paulistano busca evocar o clima das rodovias em três obras que se interligam. A primeira é uma instalação formada por dois grandes outdoors iluminados, de 9 metros por 6 metros. Há também duas séries de fotografias: uma com flagrantes de lugares e objetos nas margens de estradas, e outra, chamada Estudo de Balística, que exibe cuspes no chão ? isso mesmo ?, exposta no piso. Como parte da ambientação, é possível ouvir, por uma caixa acústica, o zumbido do motor do ar-condicionado da galeria, devidamente distorcido por meio de um sintetizador. Em outra sala, há uma terceira série, Joker, de temática diferente da dos trabalhos anteriores, com interferências sobre cartazes das últimas eleições presidenciais na França. A partir de R$ 1?500,00. Anita Schwartz Galeria de Arte. Rua José Roberto Macedo Soares, 30, Gávea, ☎ 2274-3873. Segunda a sexta, 10h às 20h; sábado, 12h às 18h. Grátis. Até dia 30. www.anitaschwartz.com.br.

WALTERCIO CALDAS. Criado em 1974, A Origem do Futuro, o primeiro múltiplo do artista, é composto de uma embalagem de papel com um disco de vinil sobre o qual repousam duas miniaturas de canhões. Esta e outras 29 peças, todas desenvolvidas para reprodução em série, compõem o acervo de Múltiplos. São catorze objetos e dezesseis gravuras, dos quais oito são trabalhos inéditos. Embora não seja exatamente uma retrospectiva, a mostra abrange várias épocas. Entre as peças mais recentes está uma espécie de escultura sem título, de 2005, feita de aço inoxidável e fio de algodão, que lembra o desenho de uma garrafa. R$ 1?200,00 a R$ 40?000,00. Mul.ti.plo Espaço Arte. Rua Dias Ferreira, 417, sala 206, Leblon, ☎ 2259-1952. Segunda a sexta, 10h às 18h30; sábado, 10h às 14h. Grátis. Até 21 de julho. www.multiploespacoarte.com.br.

FOTOGRAFIA

BINA FONYAT. Registros de 1972 a 1978 tirados do acervo de Fonyat (1945-1985) estão reunidos em Outros Carnavais. São cinquenta fotografias da folia carioca escolhidas pela curadora Helena Uchôa Cavalcanti. Espaço Cultural Eletrobras Furnas. Rua Real Grandeza, 219, Botafogo, ☎ 2528-3112. Terça a sexta, 14h às 18h; sábado, domingo e feriados, 14h às 19h. Grátis. Até 8 de julho.

✪✪✪ COLEÇÃO ITAÚ DE FOTOGRAFIA BRASILEIRA. Montada no início do ano na Maison Européenne de la Photographie, em Paris, a mostra apresenta 115 trabalhos de 56 artistas. No alentado painel, que abrange dos anos 40 até os dias de hoje, a opção do curador Eder Chiodetto foi pelas imagens de caráter mais experimental. Em Homenagem a Mondrian (1960), do paulistano German Lorca, uma janela evoca as linhas da obra do pintor holandês. Há ainda uma sequência de belíssimas imagens de Claudia Andujar, da série Sonhos Yanomami, que remete aos rituais dos xamãs por meio da sobreposição de fotografias de índios a registros de elementos da natureza. Nomes como Geraldo de Barros, José Oiticica Filho, Thomaz Farkas, José Yalenti, Rosângela Rennó, Miguel Rio Branco, Vik Muniz e Rodrigo Braga integram a seleção. Paço Imperial. Praça XV de Novembro, 48, Centro, ☎ 2215-2093. Terça a domingo, 12h às 18h. Grátis. Até 5 de agosto. www.pacoimperial.com.br.

MIGUEL RIO BRANCO. Um dos mais celebrados fotógrafos do país, agraciado em 2010 com um pavilhão dedicado à sua obra no centro de arte contemporânea Inhotim, em Minas Gerais, Rio Branco apresenta a sua poética visão da mulher em La Mécanique des Femmes. A mostra reúne quinze obras pinçadas de vários momentos de sua carreira, nas quais são sugeridos temas como submissão, mistério e sensualidade ? caso de Diálogo Romano, de 2008, que põe lado a lado duas fotos em que aparecem apenas as pernas de mulheres de botas. A obra que dá nome à exposição, um enorme painel com nove imagens, ocupa, sozinha, uma parede inteira da galeria. A partir de R$ 16?000,00. Galeria Silvia Cintra + Box 4. Rua das Acácias, 104, Gávea, ☎ 2521-0426. → Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 12h às 18h. Grátis. Até 30 de junho. www.silviacintra.com.br.

✪✪✪ OCEANOS . Trinta e cinco fotos inéditas, captadas pela equipe de realização do documentário francês Océans (2009), de Jacques Perrin e Jacques Cluzaud, integram a mostra. Nos registros, baleias da espécie jubarte e elefantes-marinhos, entre outros animais, convivem com bichos exóticos, como um peixe shrek, que tem o crânio inchado, e uma espécie de ancestral da iguana. As imagens foram feitas com três câmeras especialmente desenvolvidas pela equipe. Centro Cultural Correios. Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro, ☎ 2253-1580. → Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até 1º de julho. www.correios.com.br.

OTTO WEISSER. Manipuladas digitalmente, figuras de mulheres ganham cores fortes e contrastantes no trabalho que o fotógrafo suíço exibe em Amazonças. As 35 imagens evocam a Floresta Amazônica e animais selvagens. R$ 4?200,00 a R$ 9?500,00. Galeria M. Leite Barbosa Arte Latina. Rua do Mercado, 35, Centro, ☎ 2221-3366. Segunda a sexta, 11h30 às 18h30; sábado, 11h às 15h. Grátis. Até dia 30. www.mleitebarbosa.com.

✪✪✪✪ ROBERT DOISNEAU. O mais famoso trabalho do fotógrafo francês, O Beijo do Hotel de Ville, de 1950, está entre as 152 imagens reunidas na mostra Simplesmente Doisneau. Nascido nos arredores de Paris, Robert Doisneau (1912-1994) acompanhou o crescimento da capital francesa e o impacto, na cidade, dos grandes acontecimentos do século XX. A exposição montada para celebrar seu centenário é um desfile de retratos de gente expressiva ? crianças, casais, famílias, mendigos, soldados, artistas, comerciantes ? que ajuda a contar essa história. Reserve tempo para assistir ao documentário Robert Doisneau: Tout Simplement (2000), de Patrick Jeudy, no qual o mestre conta histórias divertidas e faz revelações sobre seu estilo. Centro Cultural Justiça Federal. Avenida Rio Branco, 241, Centro, ☎ 3261-2550, ? Cinelândia. Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 24.

Fonte: VEJA RIO